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345-IRMÃ ANA CARMELITA POEMA REQUIEM INFORMATIVO PARA REFLEXÃO

345-IRMÃ ANA CARMELITA POEMA REQUIEM INFORMATIVO PARA REFLEXÃO

HOMENAGEM
PÓSTUMA
 
CAPA:

UM MÊS SEM
IRMÃ ANA
DE SÃO BARTOLOMEU
 
NAZARETH
MARIA FARGNOLI
 
Curvelo-MG-Brasil,
11 de julho de 1911.
 
Cemitério do Bonfim,
Belo Horizonte-MG-Brasil,
11 de fevereiro de 2006,
dia de Nossa Senhora de Lourdes.
 
PARTE 1:

CARMELO NOSSA SENHORA APARECIDA
ORDEM DAS CARMELITAS DESCALÇAS
 
HOMENAGEM   PÓSTUMA:
Um mês sem
IR. ANA DE SÃO BARTOLOMEU
NAZARETH MARIA FARGNOLI
 
Poema-acróstico
Por Sílvia Araújo Motta
 
I-Irmã Ana de São Bartolomeu-Carmelita
R-Realizada, Nazareth Maria Fagnoli
M-Morreu para abraçar Maria, na Casa do Pai,
A -Aos onze de fevereiro, dia de N. Sra. de Lourdes.
 -
C-Com o carinho das Pequenas Irmãs Missionárias,
A -Atendida na emergência do Hospital Madre Teresa
R-Recebeu com fé e excelências extraordinárias,
M-Medicamentos para o corpo e alma, com certeza,
E-Extrema-Unção dos Enfermos, do Breviário,
L-Legado, administrado pelo Bispo Auxiliar/BH,
I-Intermediário Divino Dom Sebastião Roque.
T-Tratamento abençoado! Força  e resignação
A-À Vontade de Deus-Pai Onipotente Misericordioso.
 -
A-Aos noventa e quatro anos e sete meses,
N-Nascida aos onze de julho de 1911,
A-Alcança a Vida Eterna, às três horas da tarde.
 -
D-Desejo de Irmã Ana comentado e visto,
E-Em “querer  configurar-se à Paixão de Cristo.”
S-Seu corpo, no Coro do Carmelo, Vozes em Aliança.
Ã-A presença de D. Walmor, nosso Arcebispo!
O-O “requiem”! Pe. Antônio! Fr. Boletini! Esperança!
 -
B-Belas reflexões na partida! Lições de vida terrena.
A-A Procissão ao Corpo, para a Jerusalém Celeste.
R-Repicavam os sinos para Irmã Ana tão serena!
T-Todas Irmãs do Carmelo Nossa Senhora Aparecida,
O-Outras visitantes das Fundações Carmelitas,
L-Líderes nas Orações em Sete Lagoas, Divinópolis,
O-Outras de Montes Claros! Parentes e Amigos!
M-Modelo de Caridade sem par na Comunidade!
E-Espelho Mariano de Santidade em sua vida.
U-Uma Filha Bem-aventurada, julgada pelo Amor.
-
C-Com berço natalício na cidade de Curvelo
A-A mineira Nazareth, filha de José Fargnoli,
R-Raimunda Martins, desde cedo com desvelo
M-Mostrou inclinação à penitência e piedade
E-E conseguia meios para socorrer necessitados.
L-Logo que completou os vinte e quatro de idade
O-O Mosteiro de Sta. Teresa/SP foi-lhe agraciado.
 -
N-Nova vida! Sementes de imortalidade!
O-O apoio à Priora Madre Gema da Eucaristia
S-Surgiu na Fundação do Carmelo de BH-MG.
S-Sua integração notável ao grupo, a levaria
A-À inauguração no dia 16 de julho de 1941.
 -
S-Sua dedicação louvável e esperança traziam
E-Em terras mineiras, o primeiro Carmelo.
N-Novos planos com frutos de eternidade!
H-Homenagem titular a Nossa Sra. Aparecida,
O-Outrora Capela Sta. Teresinha do Menino Jesus.
R-Realizados os desígnios da Providência Divina,
A-Até hoje, Santa Teresinha é a titular da Capela.
 -
A-Atualmente o Mosteiro tem dez Professas, que
P-Prometeram Votos Solenes ! Uma Postulante!
A-Ainda, quatro Noviças e uma de Votos Temporários.
R-Ricas experiências! Valor espiritual edificante!
E-Em constante clausura, ação com cerâmica,
C-Confecção de terço, uso do gesso e bordados...
I-Infinito poder do Amor à Vida Espiritual Cristã.
D-Dedicação, Fé e desprendimento são fontes
A-A jorrar espiritualidade Teresiano-Carmelitana.
 
Belo Horizonte, 11 de março de 2006,
um mês sem Irmã Ana de São Bartolomeu
Carmelo de Santa Teresinha.
 
Visite:
http://geocities.yahoo.com.br/monjascarmelitas/duasteresas.html
 
Sugestões de leituras:
1-AS DUAS TERESAS E AS FLORES
    (Santa Teresa de Ávila e Santa Teresinha do Menino Jesus)
2- POBREZA EM SANTA TERESA DE JESUS
3- UMA SANTA JOVEM PARA O TERCEIRO MILÊNIO
4- TERESINHA E A ORAÇÃO DO “PAI-NOSSO”
5- TESTEMUNHA DA LUZ
---***---
PARTE 2:
 
CARMELO NOSSA SENHORA APARECIDA
Ordem das Carmelitas Descalças
Rua Desembargador Tinoco 322-Bairro Monsenhor Messias
CEP: 30 123-970-Belo Horizonte-MG-Brasil
Telefone: (31) 3462 7082
E-mail : carnsa@terra.com.br
 
IR.ANA DE SÃO BARTOLOMEU
NAZARETH MARIA FARGNOLI
 
No dia de Nossa Senhora de Lourdes, 11 de fevereiro, às 14:40, partiu para a Casa do Pai nossa Ir. Ana de São Bartolomeu, Nazareth Maria Fargnoli.  Contava 94 anos e sete meses, pois nasceu aos 11 de julho de 1911.

Antes de lhes apresentar uma retrospectiva de sua rica vida, queremos dar-lhes notícias dos últimos momentos de sua vida.
No dia 4 deste mês, Ir. Ana que já apresentara não estar bem desde a véspera, amanheceu com sintomas mais preocupantes.

Chamado o médico, que já a medicara no dia anterior, este constatou que seu estado se  agravara muito e que era necessário ser levada ao Hospital Conseguimos o serviço de ambulância de uma pessoa amiga e logo nos encaminhamos para o Hospital Madre Teresa, dirigido pelas Pequenas Irmãs Missionárias de Maria Imaculada. Foi logo atendida e, por cortesia das Religiosas, colocada num apartamento.

Imediatamente recebeu a Unção dos Enfermos administrada por Dom Sebastião Roque, Bispo Auxiliar de Belo Horizonte e residente naquele Hospital...

Nos dias seguintes recebeu todos os cuidados médicos requeridos, mas não  podia ser submetida a nenhum tratamento mais agressivo, pois seu estado já não comportava.

Veio a falecer no dia 11 deste, quase às três horas da tarde, quando revivemos a Paixão de Nosso Senhor, a quem nossa Irmã sempre dizia querer configurar-se.Vimos no dia dedicado a Nossa Senhora de Lourdes, também num Sábado, o carinho de Nossa Mãe Santíssima por sua filha carmelita muito fiel.

Foi logo transportada ao nosso Carmelo, realizando-se  o velório em nosso Coro. Nosso Arcebispo, Dom Walmor Oliveira de Azevedo, veio rezar silenciosamente junto à nossa Irmã, dirigindo-nos palavras confortadoras de fé e de esperança.

No Domingo, logo cedo Fr. Wilson Gomes OCD, celebrou a primeira Santa Missa  por sua alma, tendo como concelebrante o Pe. Antonio Carlos Basílio Vieira, da diocese de Oliveira.

Às 14 horas houve a solene celebração das Exéquias presidida por Fr. Geraldo Boletini OCD nosso Capelão,  acompanhado por um grupo de seminaristas.

Fr. Geraldo, em sua homilia lembrou o que nossa Ir. Ana passara anos a edificar-nos por sua vida e agora ensinava-nos por seu eloqüente silêncio.Convidou a todos os presentes para uma revisão de vida, dizendo que  ao sair da celebração estaríamos sentindo-nos novas criaturas.

Após a Missa organizou-se o cortejo, saindo pelo passadiço externo de nosso Carmelo. Parecia uma procissão para a Jerusalém Celeste, quando os sinos repicavam e nossa Irmã era conduzida por nossos Irmãos da Ordem, que cantavam o “Flos Carmeli” e várias Irmãs de nossa comunidade e dos Carmelos das nossas fundações: de Divinópolis, Montes Claros e de Sete Lagoas, parentes e inúmeros amigos até o Cemitério do Bonfim, onde o Carmelo tem  um túmulo.
 
Para não demorarmos numa notícia mais pormenorizada sobre nossa Irmã, lançamos um olhar retrospectivo sobre sua vida, que lhes passamos, contando com suas orações .
 
Nazareth Maria Fargnoli nasceu em Curvelo, Minas Gerais aos 11 de julho de 1911. Foram seus pais Raymunda Martins e José Fargnoli. Desde cedo mostrou forte inclinação à piedade. Fazia suas penitências e conseguia meios para socorrer às pessoas necessitadas.

Ir. Ana entrou no Mosteiro de Sta. Teresa, de São Paulo, aos vinte e quatro anos.Veio com Madre Gema da Eucaristia, integrando o grupo que iniciou a fundação do Carmelo de Belo Horizonte, aos 16 de julho de 1941.

Tinha feito sua Profissão Solene no ano anterior. Sua presença jovem trazia o entusiasmo de uma conterrânea no primeiro Carmelo em terras mineiras.

Em poucas linhas não se pode expressar o que foi sua dedicação à nascente fundação, pois o Carmelo ainda não estava totalmente construído. Não a assustavam os mais diversos trabalhos, mas gostava principalmente de cuidar do que denominávamos nossa chácara.

Logo conseguiu muitas mudas de árvores frutíferas e até hoje nos beneficiamos do que fazia questão de nos conseguir. Seu carisma especial foi uma caridade sem par. Suas co-irmãs e todos os que viessem ao Carmelo guardam lembranças inesquecíveis de seu desprendimento próprio para auxiliar a quem dela precisasse. Teríamos muito o que contar de suas “proezas” para socorrer os mais empobrecidos.
 
Seriam páginas muito interessantes, que não cabem numa breve notícia. Muitos nos contam, com muita gratidão, o que deviam à nossa Irmã. Era emprego para um, era assistência completa a muitas famílias, conseguindo com amigos recursos até para compra de uma casa.

Para uma criança necessitada não hesitou em ir à cela e cortar o cobertor que usava, ficando só com a metade! Quantos a choram porque a sentiam uma verdadeira mãe!  São testemunhos que muito nos sensibilizam. Não se poupava para nada, mas tínhamos que velar para que sua inclinação à penitência, que se  acentuara em sua devoção à Paixão de Nosso Senhor, não viesse a prejudicar sua saúde.

Todas nós relevamos o que guardamos de seu jeito muito singular, que não se enquadrava facilmente no que seria mais comum, no dia a dia.e vivência do Carmelo.


Nos últimos anos de sua vida foi-se manifestando uma esclerose que aos poucos foi diminuindo sua lucidez, sem porém lhe impedir a referência ao que era de Deus. Todas as Irmãs que exerceram o ofício de Enfermeira e também todas as Irmãs da comunidade se  desdobraram sempre em atenção e carinho para nossa Irmã.

Conservava-se atenta ao mínimo serviço que lhe fosse prestado, juntando as mãos, num gesto de agradecimento.Há uns dez anos começou a precisar  ser assistida mais de perto, pois era perigoso deixá-la subir sozinha para o corredor em que ficam as celas.

Ao completar noventa e dois anos de idade, seus sobrinhos quiseram homenageá-la com uma presença significativa de muitos membros da família e imprimiram um opúsculo com reminiscências da “tia Ir. Ana”.

Ao amanhecer da data marcada, para a comemoração, todas nós tomamos um grande susto. Ir. Ana desaparecera! Onde estaria? Foi um corre-corre por todo o Carmelo. Era procurada em cada canto. E qual não foi a surpresa; quando foi encontrada bem quietinha na porta da clausura interna! Foi uma última de suas “artes”

Na Enfermaria tinha a presença de 24 horas de quem lhe fosse a Enfermeira.
Sua saúde foi declinando aos poucos. Já não conseguia expressar-se, e fazíamos uma “festa” quando dizia alguma frase e sempre bem construída.  Mas se ia apagando a olhos vistos.

Por mais que constatássemos o seu declínio e fôssemos avisadas que estava muito debilitada, podendo partir até dormindo, sempre esperávamos que reagisse ainda uma vez, pois fora de constituição mito forte.

Numa das manhãs, no Hospital, mostrou estar consciente quando fixou com olhar brilhante e demorado o Crucifixo que lhe estava à frente, na parede.

E em outro dia, quando a Irmã que a acompanhava lhe disse que estava sendo esperada sua volta ao Carmelo, por todas nós, levantou o braço e apontou o alto, para o céu,  o Carmelo que a esperava!

Não demoraria a chegar o momento de “romper-se a tela do doce encontro”.  Tudo, a nosso ver, foi muito rápido.

Além do que foi mencionando acima, queremos acrescentar o que chamou a atenção dos presentes no Cemitério.

Foi que quando o corpo desceu ao túmulo, um raio desenhou-se  no céu e uma pancada forte de chuva obrigou  que todos logo se  retirassem do cemitério.Parecia dizer-nos que nunca gostou que se ocupassem com ela!.

Por certo se cumpriam para nossa Ir. Ana as sublimes promessas  das Bem-aventuranças, “Vinde, benditos de meu Pai”, ficando-nos também o eco do que dizia Nosso Pai São João da Cruz: “ no ocaso da vida seremos julgados pelo Amor”.

Carmelo Nossa Senhora Aparecida
Belo Horizonte, 18 de fevereiro de 2006

Obs: Pedimos-lhes o favor de ser retificado o endereço eletrônico, caso o possuam.
---***---
Mensagens Eletrônicas
 
DE: Carmelo carnsa@terra.com.br
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Re: Dados biográficos de Irmã Ana de São Bartolomeu.
 
(*) Nota: Posso informar que
logo após o falecimento da Irmã Ana de São Bartolomeu,
enviei ao Carmelo esta solicitação, simplesmente para fazer
 um poema, homenagem-póstuma para nossa queridíssima
Santinha que já fazia milagres em vida,
sob as bênçãos da Santíssima Trindade Pai, Filho e Espírito Santo, por intercessão de Nossa Senhora Aparecida
e Santa Teresinha do Menino Jesus.
Um abraço e orações,
da amiga Sílvia Araújo Motta.
 
To: silumotta@hotmail.com
Prezada Silvia, vou anexar a mini-circular
que enviei aos Carmelos com uma notícia sobre nossa saudosa Ir. Ana.
Não sei se vai responder a seu pedido.
Um abraço, Ir. Maria Margarida

----- Original Message ----- From: "Silvia Motta"
To:
Subject: Dados biográficos de Irmã Ana de São Bartolomeu
 
Caríssimas Monjas Carmelitas Descalças,

do Carmelo Nossa Senhora Aparecida,BH,

Com muita tristeza recebi a notícia do falecimento da

nossa "SANTINHA EM VIDA"  IRMÃ ANA DE SÃO BARTOLOMEU.

SERIA POSSÍVEL FORNECER-ME ALGUNS DADOS SOBRE A VIDA DELA?

Quero prestar-lhe a minha homenagem póstuma.
 
UM ABRAÇO AFETUOSO
SILVIA ARAÚJO MOTTA
---***---
 
“ESCOLHI E SANTIFIQUEI ESTE LUGAR
A FIM DE ESTAR NELE O MEU NOME PARA SEMPRE,
E NELE ESTAREM  FIXOS OS MEUS OLHOS
E  O MEU CORAÇÃO EM TODO O TEMPO”.(2Cr 7,16).

---***---
PESQUISA:

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

FONTE:
Retirado de "http://pt.wikipedia.org/wiki/R%C3%A9quiem"

Missa (cerimônia religiosa cristã) especialmente composta para um funeral. Na música, contém passagens bíblicas e orações para a entrada dos mortos no céu. O termo (réquiem) tem sido ocasionalmente associado a outras composições musicais em honra aos mortos. Os Réquiems mais famosos foram compostos por Mozart, Brahms e Verdi. (Algumas informações foram extraídas e traduzidas do site http://www.bartleby.com/59/8/requiem.html)
O termo foi retirado da expressão requiem aeternam dona eis, que significa 'dai-lhes o repouso eterno'.
Abaixo, segue-e a letra e sua respectiva tradução ao Português

(Fonte: http://www.musicaeadoracao.com.br/obras/requiem_traducao.htm)

REQUIEM
I. Introitus
Requiem aeternam dona eis, Domine, Repouso eterno dá-lhes, Senhor
Et lux perpetua luceat eis. E luz perpétua os ilumine
Te decet hymnus, Deus, in Sion, Tu és digno de hinos, ó Deus, em Sião
et tibi reddetur votum in Jerusalem: E a ti rendemos homenagens em Jerusalém:
Exaudi orationem meam, Ouve a minha oração,
ad te omnis caro veniet. Diante de Ti toda carne comparecerá
Requiem aeternam dona eis, Domine, Repouso eterno dá-lhes, Senhor
Et lux perpetua luceat eis. E luz perpétua os ilumine

II. Kyrie
Kyrie eleison. Senhor, tem piedade
Christe eleison. Cristo, tem piedade
Kyrie eleison. Senhor, tem piedade

III. Sequentia
1 - Dies irae
Dies irae, dies illa Dia de ira, aquele dia
Solvet saeclum in favilla No qual o mundo se tornará em cinzas
Teste David cum Sibylla Assim testificam Davi e Sibila
Quantus tremor est futurus, Quanto temor haverá então,
Quando judex est venturus, Quando o Juiz vier
Cuncta stricte discussurus. Para julgar com rigor todas as coisas.

2 - Tuba mirum
Tuba mirum spargens sonum A trombeta poderosa espalha seu som
Per sepulcra regionum, Pela região dos sepulcros,
Coget omnes ante thronum. Para juntar a todos diante do trono.

Mors stupebit et natura A morte se espantará, como a natureza
Cum resurget creatura, Com as criaturas que ressurgem,
Judicanti responsura. Para responderem ao juízo.

Liber scriptus proferetur, Um livro será trazido,
In quo totum continetur, No qual tudo está contido,
Unde mundus judicetur. Pelo qual o mundo será julgado.

Judex ergo cum sedebit, Logo que o juiz se assente,
Quidquid latet apparebit: Tudo o que está oculto, aparecerá:
Nil inultum remanebit. Nada ficará impune.

Quid sum miser tunc dicturus? O que eu, miserável, poderei dizer?
Quem patronum rogaturus, A que patrono recorrerei,
Cum vix justus sit seccurus? Quando apenas o justo estará seguro?

3 - Rex tremendae
Rex tremendae majestatis, Ó Rei, de tremenda majestade,
Qui salvandos salvas gratis, Que ao salvar, salva gratuitamente,
Salva me, fons pietatis. Salva a mim, ó fonte de piedade.

4 - Recordare
Recordare, Jesu pie, Lembra-te, ó Jesus piedoso,
Quod sum causa tuae viae, Que fui a causa de tua peregrinação,
Ne me perdas illa die. Não me perca naquele dia.

Quaerens me, sedisti lassus Procurando-me, ficaste exausto
Redemisti Crucem passus Me redimiste morrendo na cruz
Tantus labor non sit cassus. Que tanto trabalho não seja em vão.

Juste judex ultionis, Juiz de justo castigo,
Donum fac remissionis Dai-me o dom da remissão
Ante diem rationis Antes do dia da razão

Ingemisco tamquam reus Choro e gemo como um réu
Culpa rubet vultus meus A culpa enrubesce meu semblante
Supplicanti parce, Deus. A este suplicante poupai, ó Deus.

Qui Mariam absolvisti, Tu, que absolveste a Maria,
Et latronem exaudisti E ao ladrão ouviste,
Mihi quoque spem dedisti. A mim também deste esperança.

Preces meae non sunt dignae Minhas preces não são dignas
Sed tu bonus fac benigne, Sê bondoso e faça misericórdia,
Ne perenni cremer igne. Que eu não queime no fogo eterno.

Inter oves locum praesta Dai-me lugar entre as ovelhas
Et ab haedis me sequestra E afastai-me dos bodes
Statuens in parte dextra. Que eu me assente à Tua direita.

5 - Confutatis
Confutatis maledictis Condenados os malditos
Flammis acribus addictis E lançados às chamas devoradoras
Voca me cum benedictis Chama-me junto aos benditos

Oro supplex et acclinis Oro, suplicante e prostrado
Cor contritum quasi cinis O coração contrito, quase em cinzas
Gere curam mei finis. Tomai conta do meu fim.

6 - Lacrimosa
Lacrimosa dies illa Dia de lágrimas será aquele
Qua resurget ex favilla No qual os ressurgidos das cinzas
Judicandus homo reus. Serão julgados como réus.

Huic ergo parce, Deus A este poupa, ó Deus
Pie Jesu Domine Piedoso Senhor Jesus
Dona eis requiem, Amen. Dá-lhes repouso. Amém.

IV. Offertorium
1 - Domine Jesu Christe
Domine Jesu Christe, Rex gloriae, Senhor Jesus Cristo, Rei da Glória
Libera animas omnium fidelium defunctorum Liberta as almas de todos os que morreram fiéis
de poenis inferni et de profundo lacu: das penas do inferno e do lago profundo:
Libera eas de ore leonis, Libertai-as da boca do leão
Ne absorbeat eas tatarus, ne cadant in obscurum: Que não sejam absorvidas no inferno, nem caiam na escuridão:
Sed signifer sanctus Michael repraesentet eas in lucem sanctam: Mas que o arcanjo santo Miguel as introduza na luz santa:
Quam olim Abrahae promisiti et semini ejus. Conforme prometeste a Abraão e à sua descendência.

2 - Hostias
Hostias et preces tibi, Domine, laudis offerimus: Sacrifícios e preces a Ti, Senhor, oferecemos com louvores:
Tu suscipe pro animabus illis, Recebe-os em favor daquelas almas,
quarum hodie memoriam facimus: Das quais hoje nos lembramos:
Fac eas, Domine, de morte transire ad vitam. Fazei-as, Senhor, da morte passarem para a vida.
Quam olim Abrahae promisisti et semini ejus. Conforme prometeste a Abraão e à sua descendência.

V. Sanctus
Sanctus, Sanctus, Sanctus Dominus, Deus Sabaoth. Santo, Santo, Santo, Senhor Deus dos Exércitos.
Pleni sunt coeli et terra gloria tua. Cheios estão os céus e a terra da Tua glória
Hosanna in excelsis. Hosana nas alturas.

VI. Benedictus
Benedictus, qui venit in nomine Domini Bendito o que vem em nome do Senhor
Hosanna in excelsis. Hosana nas alturas.

VII. Agnus Dei
Agnus Dei, qui tollis peccata mundi: donna eis requiem. Cordeiro de Deus que tira os pecados do mundo, dai-lhes o repouso.
Agnus Dei, qui tollis peccata mundi: donna eis requiem sempiternam. Cordeiro de Deus que tira os pecados do mundo, dai-lhes o repouso eterno.

VIII. Communio
Lux aeterna luceat eis, Domine: Que a luz eterna os ilumine, Senhor:
Cum Sanctis tuis in aeternum: quia pius es. Com os teus santos pela eternidade: pois és piedoso.
Requiem aeternam dona eis, Domine: Repouso eterno dá-lhes, Senhor:
Et lux perpetua luceat eis. E que a luz perpétua os ilumine.
Cum Sanctis tuis in aeternum: quia pius es. Com os teus santos pela eternidade: pois és piedoso.

FONTE:
Retirado de "http://pt.wikipedia.org/wiki/R%C3%A9quiem"

Nota:
Vale a pena refletir

MAIS UM POUCO:

BEM ANTES QUE A VIDA FINDE
ERGA A TAÇA COM PRAZER,
E À VIDA FAÇA SEU BRINDE
POIS VALE A PENA VIVER!


Silvia Araujo Motta
Enviado por Silvia Araujo Motta em 10/03/2006
Código do texto: T121258
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Sobre a autora
Silvia Araujo Motta
Belo Horizonte - Minas Gerais - Brasil, 65 anos
6556 textos (669123 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 10/12/16 13:14)
Silvia Araujo Motta