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MULHER DE BOTAS

Quando chego, de botas.
Até desbotas, mudas de cor.
Perde a fala
E o desejo, se instala.

Vou tirando, devagar.
Sentindo seus olhos, acompanhando meu ritual.
Descendo o zíper, cruzando as pernas.
Deixando você alucinado a espera.

E nessa espera, desvias o olhar.
Não suporta mais, sussurras palavras picantes.
Nesse seu afã de amante
Manhosa, demoro um pouco mais!

Maliciosa, espero sua ajuda.
E, quando minhas botas tiras.
Esquecemos tabus ou regras
Somos apenas amantes
Em total entrega
Luiza Porto
Enviado por Luiza Porto em 17/05/2005
Código do texto: T17633
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Sobre a autora
Luiza Porto
São Paulo - São Paulo - Brasil, 71 anos
468 textos (35407 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 06/12/16 03:58)
Luiza Porto