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A Impostergável Rosa Acróstica

Restituo-lhe o carinho impressentido
Os abraços que se perderam num vão
Nosso único bem  talvez construído
Ilhado por um oceano de decepção.
E o tempo haverá de sanar a ferida -
Ferida cruenta e fatídica da nossa alma
E então talvez a morte, (talvez a vida)
Retire da tempestade uma brisa calma...
Nada porém será como o que poderia
Antes da grande guerra ser deflagrada.
Nós dois enfim perdemos (e quem não perderia?)
Depois de errar tanto o caminho numa estrada!
Escrevo-te assim sabendo-nos condenados
Sem qualquer apelação pelo bem perdido.
Dedico -não para você, essa poesia triste
Entrecortada de desgaste e gritos de perdão
Já a dediquei à vida trapaceira que resiste
E que joga e aposta nos que sempre perderão.
Sonhemos e esperemos, meu triste e amado amigo
Um dia, quem sabe, reencontrando-me contigo
Silenciaremos nossas dores (e nossas almas cantarão!)



Marcos Aurelio Paiva
Enviado por Marcos Aurelio Paiva em 13/09/2006
Reeditado em 13/09/2006
Código do texto: T239069
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Sobre o autor
Marcos Aurelio Paiva
Reino Unido, 42 anos
32 textos (1952 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 06/12/16 08:35)
Marcos Aurelio Paiva