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O Inimigo

Eu sou o espelho diante de tua alma, a refletir tua face oculta.
De teu pensamento mais íntimo eu sou a mágoa escondida,
E de tua felicidade aparente, eu sou as lágrimas que tu rejeitas.


De toda luz que ilumina o caminho
Eu sou a sombra projetada por teu próprio corpo,
E de toda palavra que consola
Eu sou o silêncio da tua indiferença.


Da brisa de teu sopro criador eu sou a tempestade,
E da vida que se renova incessantemente
Sou a morte a lhe ceder espaço.


Do amor que tu irradias, sou a missão (objetivo) da caridade
E do esplendor que eleva teu nome
Sou o pedestal que sustenta teus pés.


Das obras moldadas por tuas mãos
Eu sou o barro disforme que se transforma,
E da árvore frondosa que dá o sustento
Eu fui a semente - e sou a raiz seca e fria que se oculta sob a terra.


De tua compaixão eu sou a justiça,
E da disciplina eu sou a espada que se ergue.
Sou o eco da tua voz, a ressoar por ti nos corações endurecidos.


De tuas virtudes eu sou a renúncia
E de tuas paixões eu sou o ímpio
Pois que teu orgulho voa por minhas azas,
E minha alma lava o teu nome.


Eu sou o NÃO que se oculta em teus lábios
Eu sou o rancor abafado em teu peito.
Sou o servo fiel que sofre por ti.


Para que possas sorrir...  eu choro!
Para que possam te amar... me odeiam!
André da Costa
Enviado por André da Costa em 19/09/2006
Código do texto: T244466
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Sobre o autor
André da Costa
Viradouro - São Paulo - Brasil
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André da Costa