Capa
Cadastro
Textos
Áudios
Autores
Mural
Escrivaninha
Ajuda
Textos
Texto

781-Cenário (2) AMOR, nos engenhos decassílabos de Camões.

781-Cenário (2) AMOR, nos engenhos decassílabos de Camões.
VALORES , DESVALORES E ABSTRAÇÕES na Literatura Lusofônica.

Acróstico-didático
Por Sílvia Araújo Motta

A-“Amor é um fogo que arde sem se ver...”
M-Mas se é um sofrer, não amar é sofrer mais...
O-O “Amor é dor que desatina sem doer...”
R-Reconhecido punhal que tem dois gumes fatais.

A-Amor verdadeiro compreende fraquezas.
M-Manifesta por palavras e obras, sem justificá-las.
O-O amor valoriza qualidades, com certeza,
R-Reconhece, respeita, aceita, sem lisonjeá-las.

A-Amor constrói e edifica a paz.
M-Mas o ódio destrói o sabor  e o cheiro...
O-O que semeia lealdade torna-se capaz de
R-Recolher o amor que a felicidade traz.

A-Amor no tear da Sabedoria,
M-Mais tece a lição da boa messe,
O-o amor embaraça a hipocrisia,
R-Reconhece o homem que cresce.

A-Amor é escolha, é opção,
M-Mais do que perdão traz,
O-O amor na fraterna doação,
R-Recusa-se ao bastão de Satanás.

A-Amor tem íntimas formas
M-Materno, fraterno, filial...
O-A amor  também tem normas
R-Revelação carnal, sexual.

A-Amor ensina a perdoar,
M-Mas ter liberdade e estima,
O-O Dom sabe colocar
R-Reciprocidade acima.

A-Amor exige pureza,
M-Merece autenticidade,
O-O preço tem, com certeza:
R-Realiza-se na plenitude.

A-A luz-universalidade
M-Molda o amor universal,
O- O equilíbrio e a harmonia
R- Ressuscitam o ser total.

A-Amor conhece a Verdade,
M-Morre aos poucos, se traído,
O-Ao morrer, vê que a saudade
R-Retém o tempo vivido...

Belo Horizonte, outubro de 2006

Nota:
a)Em “Os Lusíadas” , o gênio de Luís Vaz de Camões usa o vocábulo
AMOR e cuida de Vênus, a “amorosa estrela” e “deusa do amor, a diva mais dedicada aos Portugueses...”

Estância 85 do Canto VI (...)
“Mas já a amorosa estrela cintilava...)

b) Ao longo dos 8816 versos clássicos de “Os Lusíadas, Camões adotou adotou oitenta vezes a palavra AMOR, com vária plástica semântica.

c) A principal causa dos sonetos de Camões é a dialética AMOR E DOR.

---***---
Silvia Araujo Motta
Enviado por Silvia Araujo Motta em 08/11/2006
Reeditado em 12/06/2008
Código do texto: T285929
Enviar por e-mail
Denunciar

Comentários

Sobre a autora
Silvia Araujo Motta
Belo Horizonte - Minas Gerais - Brasil, 65 anos
6555 textos (668716 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 04/12/16 04:28)
Silvia Araujo Motta