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Não sei porque, vira meche e lá está meu pensamento voltado para êle.
Chuva, quantas recordações, boas , más, mas recordações sim.
Na porteira, a noite chegando, eu a Nayara esperando.
Kombi escolar que só se atrasava, e quanta angustia e aflição , eu á esperar ficava, , me sentava nos barrancos e nos troncos caidos e sêcos.
Banquinho que o Edson fez, para com ela se sentar, nas manhãs sempre a kombi á esperar.
Nayara, Nayara, o quanto já sofremos ,juntas, por quantas já passamos, e juntas continuamos.
Estava esses dias á falar-lhe, do quanto nos conhecemos.
O simples fato de olhar-me no rosto, a minha expressão e já sabe qual será a minha reação.
Sitio , há sitio, se falar pudesse, e contar quanto sofremos , quando seu pai lá nos deixou.
Só nós duas, vacas para cuidar e seguir sempre em frente, roças para plantar, vacas na roça e eu á tirar.
Como colocar tudo isso no papel?
Não dá ,impossivél, só quem viveu, sentir sabe.
E fomos nos amparando, enfrentando ,e todas as tristezas acumulando.
E hoje ainda juntas estamos, e a cada dia nos amparando.
E sempre um novo porvir esperando...

martamaria
Enviado por martamaria em 14/11/2006
Reeditado em 16/11/2006
Código do texto: T291362
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre a autora
martamaria
São Paulo - São Paulo - Brasil, 71 anos
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martamaria