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Aparecida do Norte

Acompanhei o movimento daquelas pesoas nas ruas;
Palha na cabeça, nos ombros a enxada, atuavam,
Apesar dos pés doídos, molhados de poeira.
Romeiras, rumam ao santuário a pedir proteção,
Estrangeiros na própria terra, vão pela pirambeira.
Caminheiros, viajores sedentos, suados, em adesão
Influir, com seu modo aldeão, cheio de aflição, na atual
Democracia... sua forma correta de luta. Na feição
A marca do sol, da chuva, da agonia da incerteza...
Dureza que embeleza e também suaviza a tristeza.
Ordeiras seguem rumo ao santuário, sem intimidação.
Nação de livres, ondulam pela estrada, cheios de orgulho.
Obstruem as ruas, ligeiras pernas, como páginas de cidadãos.
Rosas, de todas as cores, são a pavimentção e o perfume,
Testemunhas vivas da trabalheira com os grãos.
Entram no santuário; reverenciam seus santos, abrem o coração.

MVA
Enviado por MVA em 23/11/2006
Código do texto: T299559
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre a autora
MVA
São Paulo - São Paulo - Brasil
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