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A menina que grita sem cessar e nunca dorme.
Recorda incansavelmente que animais da high society,
A espancaram, estupraram, mataram, e destruíram seu corpo.
Compraram polícia, justiça, testemunhas, mataram mais gente,
E saíram impunes desse ato abominável, covarde, monstruoso.
Linda menina, sua dor não foi em vão, apesar da impunidade.
Impoluto ícone tornou-se, no combate à violência sexual infantil.

18 DE MAIO DIA NACIONAL DE COMBATE AO ABUSO E EXPLORAÇÃO SEXUAL DE CRIANÇAS E ADOLESCENTES.

18 de maio de 1973, o último dia de vida menina Araceli, de 8 anos de idade.

O dinheiro pode comprar muita coisa:
a polícia, a justiça, testemunhas...

O poder é capaz corromper muita coisa:
mandar matar pessoas como "queima de arquivo",
apagar provas de atos bestiais...

O dinheiro e o poder podem comprar
e corromper muita coisa...
Mas nem os dois juntos puderam calar
O GRITO DESSA MENINA.

ARACELI, NUNCA MAIS!
NÃO À VIOLÊNCIA SEXUAL!
NÃO À IMPUNIDADE!
UM GRITO QUE NÃO QUER CALAR!

ENTENDA O CASO ARACELI, UM CRIME BÁRBARO QUE CHOCOU O BRASIL:
 
No dia 18 de maio de 1973, Araceli saiu mais cedo da escola, a pedido da mãe, que escrevera um bilhete para a professora. A menina se dirigiu então a um edifício levando um envelope, que continha — sem que ela soubesse — drogas para ser entregues a um grupo de rapazes, filhos de famílias ricas e importantes da cidade de Vitória/ES e que eram conhecidos por seu gosto em realizar orgias regadas a narcóticos, álcool e sexo.

Ao chegar ao lugar indicado por Lola, que era quem provinha de drogas aos jovens, Araceli se deparou com os rapazes, que já se encontravam sob os efeitos da cocaína. Estes a atacaram e a mataram com requintes de crueldade, deslocando seu queixo com socos e lacerando a dentadas seus mamilos, parte da barriga e sua vagina. Segundo uma testemunha, antiga amante de um dos envolvidos, Araceli foi violentada e dopada com uma forte dose de LSD, à qual não resistiu; exames periciais constataram depois que a menina foi também asfixiada.

O corpo da garota foi encontrado nu e desfigurado, seis dias depois do crime, em um terreno baldio. Antes, o cadáver havia sido levado para o bar de Jorge Michelini — a quem supostamente a droga estava dirigida, e cujo sobrinho, Dante, estaria envolvido no crime — e deixado por vários dias no freezer do lugar, localizado em uma movimentada rua da cidade. Tudo isto foi feito sem nenhum cuidado em evitar testemunhas, tamanha a certeza da impunidade dos assassinos e seus cúmplices. Finalmente, um ácido corrosivo foi jogado sobre os restos mortais da menina para dificultar sua identificação.

Apesar de Gabriel Crespo ter reconhecido o corpo da filha por um sinal de nascença, a certeza veio em um dia em que ele levou o cachorrinho de estimação da menina, Radar, ao Instituto Médico Legal (IML). Ao chegar ao local, o animal — que tinha recebido esse nome porque sempre a localizava — se dirigiu imediatamente à geladeira e passou a arranhar a gaveta em que se encontrava o cadáver de sua dona. Este permaneceria ainda dois anos e meio no IML, antes de ser enviado para uma autópsia no Rio de Janeiro e posteriormente sepultado, em 1976.

Os principais suspeitos do crime foram Paulo Constanteen Helal (o Paulinho) e Dante Michelini Júnior (o Dantinho): o primeiro, filho de um latifundiário membro da maçonaria capixaba; e o segundo, herdeiro de um rico exportador de café. De acordo com versões não confirmadas, ambos organizavam festas nas quais se drogavam e violentavam menores em apartamentos mantidos unicamente para esse fim. Lola, que era irmã de traficantes de Santa Cruz de la Sierra — para onde se mudou anos depois, deixando para trás marido e filho — havia utilizado a filha como ‘mula’, talvez sem intuir seu destino.

Embora houvesse testemunhas contra os dois jovens, Paulinho e Dantinho foram absolvidos em um último julgamento, em 1991, e atualmente nada mais pode ser feito, já que o crime prescreveu. Segundo Louzeiro, mais de dez pessoas que poderiam ajudar a desvendar o caso foram mortas, entre elas o sargento José Homero Dias, assassinado com um tiro nas costas, quando estava próximo a finalizar as investigações.
FONTE: http://paircapelinha.blogspot.com.br/…/tragica-historia-da-…
 
AndraValladares
Enviado por AndraValladares em 18/05/2017
Reeditado em 19/05/2017
Código do texto: T6002973
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre a autora
AndraValladares
Vila Velha - Espírito Santo - Brasil
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