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O Auto Perdão!


Flávio adentrara nebulosos caminhos.

Ofendera familiares, virara as costas para amigos, discutira com colegas de trabalho.

Porém, arrependeu-se e pediu perdão a todos, não obstante a seus equívocos os amigos lhe concederam essa benção e acabaram por esquecer, oferecendo-lhe assim nova oportunidade.

O perdão liberta, apazigua e acalma.

É remédio contra a magoa, é elixir de compreensão.

Contudo, embora todos houvessem lhe perdoado, era Flávio que não conseguia se auto perdoar.

Não se perdoar equivale a sofrer a tornar a jornada amarga e densa.

Julgava-se indigno de repreender os filhos quando estes mereciam.

Não se considerava mais apto a coordenar a instituição de trabalho voluntário que era o dirigente, e para agravar o quadro pedira demissão do emprego onde ocupava a gerência de uma respeitável indústria de calçados.

Não, ele muito errara, não tinha condições de admoestar, liderar, coordenar!

Tamanha era sua sensação de culpa que não olhava adiante, os equívocos o jogaram ao chão do desânimo e Flávio acabou por adoecer de tanto namorar com o passado.

Tão importante quanto perdoar ou pedir perdão é se auto perdoar.

Em nossa romagem terrena todos nos equivocamos e se formos ficar atrelados ao passado não teremos força para seguir adiante e  continuar nossa caminhada.

A melhor forma de se redimir dos equívocos é com eles aprender e colocar a experiência adquirida em ação para beneficiar a nós e ao semelhante.

Se ontem magoamos, vamos hoje felicitar.
Se ontem agredimos, vamos hoje pacificar.
Se ontem erramos, vamos hoje acertar.

Prender-se ao passado é deixar de viver o presente e não semear para o futuro.

O que passou para trás ficou, não podemos deixar que nossas atitudes infelizes de outrora continuem a machucar nossa alma.

Tiremos do passado as lições, nos perdoemos verdadeiramente e sigamos em frente!
Wellington Balbo
Enviado por Wellington Balbo em 28/01/2006
Código do texto: T104928
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Sobre o autor
Wellington Balbo
Bauru - São Paulo - Brasil, 41 anos
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