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Cento e cinqüenta anos !

Fiquei pensando o que escrever para homenagear a sempre lembrada Dois Córregos. É que cento e cinqüenta anos é bem expressivo marco na história da cidade.
Para mim que abri os olhos pela primeira vez na Santa Casa, em 1960; que aqui me habilitei como motorista em 1978; que estudei na antiga Escola de Comércio nos idos de 1975/1977 e que aqui residi em 1982/1983, além dos quase 20 anos de trabalho no Banco do Brasil e das amizades aqui construídas, as lembranças são intensas.
Fiquei pensando que a melhor maneira de homenagear o aniversário da cidade é homenagear seu povo. Sim, a gente de Dois Córregos.
Esquivo-me de pronunciar-me sobre qualquer nome. Correria riscos enormes de esquecer alguém. Afinal é uma multidão de amigos, de pessoas conhecidas, cujo relacionamento muito enriqueceu minha vida pessoal no sentido do aprendizado e das experiências vivas que tais pessoas, com seus valores e talentos, trouxeram para contribuir com meu crescimento moral e intelectual.
Colegas de trabalho, profissionais da comunicação, amigos pessoais, pessoas de meros e simpáticos encontros casuais pelas ruas, amigos de infância, colegas de escola, comerciários e comerciantes, industriais e atendentes das diversas instituições da cidade, inclusive da já citada Santa Casa (que tantas vezes utilizamos), policiais, profissionais liberais das diversas áreas, políticos e governantes... Nossa, quanta gente... Mães, pais, famílias, médicos, enfermeiros, dentistas e tantos outros profissionais, mesmo de profissões mais humildes, mas sempre tão úteis e valorosos.
Esta lembrança é especialmente de gratidão. É que os valores humanos nunca se perdem. Nunca nos esquecemos de relacionamentos sadios, de atenção recebida, de simpatia espontânea com que nos atenderam... Isso jamais se perde.
Quantas vezes, em situações de aflições, em emergências mesmo com os filhos e a família, ou mesmo em pequenas circunstâncias em que favores imensos (embora aparentemente pequenos) nos beneficiaram diretamente, ou à família?!
Ora, isso não se esquece.
A própria convivência com clientes do Banco do Brasil, na época em que aqui atuamos profissionalmente, criou vínculos duradouros de amizade e contínuo relacionamento.  Por outro lado, alguns laços de parentesco também nos prendem à cidade e mais que isso, laços autênticos de afinidade indestrutível nos ligam também a pessoas muito especiais à nossa vida pessoal e familiar. Que bom!
Aprendemos muito com a gente de Dois Córregos. Existem exemplos vivos de dignidade, de dedicação à vida, ao semelhante, que comportam livros e filmes... Existem iniciativas de apoio à cultura, de valorização de talentos, que, se observados atentamente, denotam o imenso valor das pessoas que aqui residem.
Por tudo isso (compreendam os leitores as limitações de espaço), minha gratidão ao povo de Dois Córregos, até pela atenção à nossa coluna semanal. E meus cumprimentos pelo expressivo marco de 150 anos hoje alcançados.
Resumo minha homenagem num grande exemplo, entre tantos outros, de dignidade, bravura e forte espírito de luta e coragem. Exponencial personagem da vida de Dois Córregos (embora sua vida não tenha destaque social), a quem me curvo em admiração: Ana Mangili, mãe de Luciana! Ana, prezada Sra: Deus te ampare e continue a te conceder forças para levar adiante sua luta. Seu mérito, digna mãe, é enorme diante de Deus, pela tua coragem, fé, e sobretudo, pelo imenso amor que te conduz os passos.

Orson
Enviado por Orson em 03/02/2006
Código do texto: T107581
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Sobre o autor
Orson
Matão - São Paulo - Brasil, 56 anos
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