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É Pecado Pescar?

Recebemos a seguinte pergunta,  É PECADO PESCAR?

Temos aí duas questões a serem esclarecidas. A primeira é a que se refere quanto a concepção de pecado. Se formos atribuir a idéia de pecado como a perda da graça divina por um ato cometido contra as leis de Deus, é importante observar que Deus não é um ser vingativo que pune aquele que o desobedece.  A Segunda se refere a disposição que o homem faz em relação aos animais. Diz-nos o Livro dos Espíritos, na parte terceira, das Leis Morais, Capítulo 1, questão 614. “A lei natural é a lei de Deus. É a única verdadeira para a felicidade do homem; ela lhe indica o que deve ou não fazer, e ele é infeliz somente quando se afasta dela.” O que nos faz sabermos se estamos agindo conforme as leis naturais ou leis de Deus é a consciência de cada um diante de seus atos. Como nos esclarece os espíritos o certo e o errado, na forma de bem e mal, está na consciência de cada indivíduo. E pergunta Kardec aos espíritos, questão 630. “Como se pode distinguir o bem do mal? - resposta:O bem é tudo o que é conforme à lei de Deus; o mal, tudo o que lhe é contrário. Assim, fazer o bem é proceder de acordo com a lei de Deus. Fazer o mal é infringi-la.” Kardec aborda o assunto com mais propriedade quando acrescenta a pergunta 631. “Tem meios o homem de distinguir por si mesmo o que é bem do que é mal? - resposta: Sim, quando crê em Deus e o quer saber. Deus lhe deu a inteligência para distinguir um do outro.” Mas esses esclarecimentos não respondem de forma clara o que nos pergunta nosso amigo, se é pecado pescar? Vamos, então, analisar o que de bom traz ,a prática da pesca, ao homem e ao meio em que vive.
Partindo da premissa ser certo ou errado tudo que se relaciona ao bem ou mal vejamos as seguintes situações: Se o homem se utiliza da pesca para aliviar sua tensão, amenizando a pressão provocada pelo stress e fazendo uso da prática da pesca esportiva, onde não se mata o peixe, devolvenso-o ao mar, ou mesmo utilizando da pesca como meio de saborear as delícias da culinária, em nada isso vem agredir ou infringir as leis de Deus. Por outro lado, se essa prática é utilizada sem o devido respeito e como meio de satisfazer o prazer de pegar o peixe, provocando sua morte, isso é mal.
Para não deixar duvidas sobre isso vamos trancrever duas questões do Livro dos Espíritos, parte terceira, Capítulo VI, Da Lei de Destruição, que diz o seguinte: pergunta 734. “Em seu estado atual, tem o homem direito ilimitado de destruição sobre os animais? - resposta: Tal direito se acha regulado pela necessidade, que ele tem, de prover ao seu sustento e à sua segurança. O abuso jamais constituiu direito.” e pergunta 735. “Que se deve pensar da destruição, quando ultrapassa os limites que as necessidades e a segurança traçam? Da caça, por exemplo, quando não objetiva senão o prazer de destruir sem utilidade? - resposta: Predominância da bestialidade sobre a netureza espiritual. Toda destruição que excede os limites da necessidade é uma violação da lei de Deus. Os animais só destroem para satisfação de suas necessidades; enquanto que o homem, dotado de livre-arbítrio, destrói sem necessidade. Terá que prestar contas do abuso da liberdade que lhe foi concedida, pois isso significa que cede aos maus instintos.”
Para concluirmos fechar esse assunto acrescentamos ao conceito de pecado que, aquele que vai contra a lei de Deus, não é punido por Ele, apenas sofre os efeitos que seu ato provoca. Um exemplo disso é a lei da gravidade, que atrai para o centro da Terra todos os corpos e não adianta querer sair andando do telhado de um prédio que cairemos.
Humberto S Espirito Santo Jr
Enviado por Humberto S Espirito Santo Jr em 26/02/2006
Reeditado em 26/02/2006
Código do texto: T116234
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Sobre o autor
Humberto S Espirito Santo Jr
Caraguatatuba - São Paulo - Brasil, 55 anos
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