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Ceia à luz de velas

Véspera de Natal, 24 de dezembro. Forte temporal por volta das 16 horas derruba três torres de distribuição de energia elétrica e a cidade fica às escuras até mais de 22 horas.
O grupo familiar está reunido. Avôs, avós, netos, cunhados (as), noras, genros, sogros (as), sobrinhos (as), namorados (as), filhos (as) reunidos à luz de velas para o jantar de confraternização.
             Experiência peculiar. Bem diferente, mas com um sabor bem especial. As alegrias do Natal foram acrescidas de mais aconchego com a falta de energia elétrica.
Incrível como um pequeno detalhe pode alterar todo o panorama.
Sim, é o que ocorre nos relacionamentos:
a) Pequena frase, infeliz e pronunciada no momento errado, pode ser causa de muitas discussões;
b) Pequena frase, de estímulo e valorização, pode ser causa de felicidade e entendimento;
c) Atitude de desprezo, mesmo sem palavras, pode gerar traumas psicológicos intensos;
d) Silêncio, quando poderia ferir com palavras agressivas, pode conduzir para outros estados emocionais todo um grupo reunido;
e) Julgamentos precipitados, de atitudes e circunstâncias, podem separar pessoas por longo tempo;
f) Guerras mentais e virtuais, alimentadas apenas na suposição do que o outro estaria pensando, sem diálogos, adiam momentos de felicidade e intercâmbios de aprendizado;
g) Diálogos de boa vontade, desarmados, criam ambientes facilitadores do entendimento;
h) Ironia, cobranças, imposições, chantagens e pressões só desequilibram...;
i) Compreensão, tolerância, bondade e paciência. Não são palavras vãs. São autênticas virtudes a serem exercitadas para a paz individual e coletiva.
Convenhamos, a lista é interminável. Tais detalhes nos relacionamentos, na convivência familiar, social ou profissional, é que formam as guerras entre nações. Quantos dramas e tragédias não são construídos por um momento de invigilância naquilo que falamos ou deixamos de falar?
Quanto progresso e felicidade não podem ser construídos, igualmente, por breve momento de reflexão antes de agir ou de falar?
Preferível o aconchego, o carinho, a desculpa, o perdão. Mil vezes preferível ser enganado do que enganar, ser maltratado do que maltratar; muito melhor sofrer prejuízos do que causá-los. A paz de consciência é tesouro inestimável. Aprendamos a respeitar, inclusive a nós mesmos, e seremos mais felizes.

Orson
Enviado por Orson em 07/03/2006
Código do texto: T119964
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Sobre o autor
Orson
Matão - São Paulo - Brasil, 56 anos
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