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O artigo do auxiliar!


-          Irá publicar o artigo desse rapaz?

-          Sim, publicarei.

-          Ele não tem formação alguma!

-          O artigo dele se enquadra em nossos padrões.

-          Não acredito que publicará artigo de um simples auxiliar administrativo!

-          Pois pode acreditar.

 

A alma humana ainda se debate em ilusões.

Rótulos, títulos, status, poder social ainda falam ao coração humano.

Muitos não se dão conta que  são apenas posições transitórias que ocupamos em nossa passagem terrena e se deslumbram com um mundo irreal, muitas vezes julgando-se superiores à outros companheiros de caminhada por possuírem uma mais qualificada instrução, ou mesmo, maior poder aquisitivo.

Alguns, chegam mesmo a desprezar boas idéias e grandes iniciativas por partirem de pessoas que em sua opinião – “Não devem ser levadas em conta”.

Orgulham-se de ter amigos influentes, pessoas “importantes” em seu rol de relacionamento.

 Tratam o ser humano de conformidade com o grau de influência que exerce na  sociedade – Quanto mais influente, melhor atenção dedicam, mais desvelado é seu apreço.

Agem com lamentável interesse!

Todavia, consideremos que somos muito mais do que isso; somos almas a desfilar pelo cenário da vida com nossa bagagem inalienável de conhecimentos.

Quando discriminamos, marginalizamos, só temos a perder, porquanto, não raro, aquele que discriminamos por não ocupar posição de destaque é fonte rica de preciosos ensinamentos; e por puro preconceito deixamos passar grande oportunidade de aprendizado, de fazer amigos, de conviver com idéias diferentes, de agregar valores...

Prezado leitor, bom senso e qualidade nunca deixam de sê-los por estarem grafados por um simples auxiliar administrativo.

Para que deixemos de cair nessas armadilhas, se faz imperioso, um refletir:; questionemo-nos:

Quando surgem idéias, nos ocupamos com a essência da mesma?

Ou

Vamos direto à posição que ocupa aquela  pessoa para ver se damos ou não crédito?

No ambiente profissional, tratamos melhor nosso superior hierárquico  do que nossos subordinados?
Ou:
Damos aos dois igual atenção?

Nossas amizades, são pelo prazer e afinidade?
 Ou:
Pensamos em auferir alguma vantagem e mantemos esse consórcio para nos beneficiarmos da influência que têm nosso amigo?

Pessoas com idéias arejadas, de mente aberta, maduras,  não deixam se arrebatar pelas aparências, pelos rótulos.

Primam pela essência, enxergam além do muro limitado desses julgamentos do tipo:

- Quanto mais se tem, melhor se é.

Agem acima de tudo com coerência e bom senso,  comportamento próprio de criaturas despidas de preconceitos que distorcem a realidade das coisas.

Pensemos nisso!

 

Wellington Balbo
Enviado por Wellington Balbo em 13/03/2006
Código do texto: T122549
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Sobre o autor
Wellington Balbo
Bauru - São Paulo - Brasil, 41 anos
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Wellington Balbo