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Violência, política e direitos humanos.


( Este artigo foi escrito dias após o assassinato do prefeito
  Celso Daniel)


    Agora, quando mais um político de destaque é vítima da violência,em virtude da inoperância das leis, dos políticos, da polícia e da própria sociedade, ainda não vimos nenhum defensor dos direitos humanos se pronunciar, tentando com isso fazer média ou mesmo fazer apologia do respeito pelos direitos humanos.
    Acredito, porém que se a vítima tivesse sido algum marginal de destaque,com certeza os responsáveis pelos ditos direitos humanos, estariam tentando questionar se houve ou não excesso dos policiais etc...
    Porque temos que aceitar pacificamente a hipocrisia de tais defensores dos direitos humanos?
    Será que estes defensores dos fracos e oprimidos, não são na realidade pessoas, que tentam formar opinião contra o sistema governamental, com o intuito de se aproveitar das crises sociais com objetivos pouco definidos e talvez escusos?
    Neste momento de preocupação das autoridades, viria a calhar uma reforma completa das estruturas das polícias, do judiciário e principalmente das leis, que ainda dá mais direitos aos bandidos que aos cidadãos honestos. Estes se vêem obrigados a se encarcerar por traz de grades a fim de se proteger dos marginais que ficam soltos, espalhando o terror e o desassossego por toda a sociedade.
    É o momento de uma tomada de decisão definitiva, em relação ao que se deve ou não fazer, para que possamos novamente ser donos de nossa liberdade e não reféns do medo.
    Os investimentos não podem ser apenas, na construção de presídios e sim na educação e formação dos jovens que são o futuro da nossa sociedade, sob pena de apenas adiarmos os problemas. Senão depois iremos ficar presos, reféns do medo e nos perguntamos.
    Porque tudo isto acontece?
    São nestes momentos  que aparecem os salvadores da pátria,com idéias que são verdadeiros disparates, procurando apenas chamar a atenção sobre si, com intuitos eleitoreiros e sabe lá mais o que.
    Temos que ser conscientes que o problema da violência, é conseqüência de políticas adiadas durante dezenas de anos e irá se agravar se não tomarmos decisões imediatas que possam reverter os problemas que irão surgir no futuro.
    O presente já se encontra perdido e somente medidas paliativas é que irão dar resultados no momento.
    É necessário que os governantes, os legisladores e todas as autoridades envolvidas, apresentem soluções e não apenas inventem  fórmulas  mágicas  para  uma  sociedade que já se encontra na beira de um abismo.
    E neste abismo, cada um tenta se esconder jogando a culpa nos outros, como se isso fosse o suficiente para evitar e acabar com o problema.
    Todos devemos ajudar, não podemos dizer isto não nos atinge. Na realidade somos parte de um complexo, onde cada um é parte do todo.
    Um tijolo que falte na parede deixa um espaço vazio, um buraco.
    Somos todos responsáveis e necessários, mas não devemos esquecer que a lei tem que ser justa e eqüitativa, punitiva e também coercitiva, para inibir e punir os delinqüentes(todos os tipos de delinqüentes)
    Acaso existe diferença entre o assaltante que rouba,  mata, tira a vida e constrange a sociedade com sua violência com o banqueiro, o juiz,o comerciante, o político e todo deformado mental que através da corrupção desvia milhões e usufrui de  todo o aparato  da justiça para fugir dela ?

    Porque dois pesos e duas medidas?

    Será que o corrupto e o corruptor são menos delinqüentes que o assaltante que através de armas em punho, expõe todos ao vexame do medo e ao sofrimento?

    É necessário que políticos ainda não comprometidos com o crime em todas as suas formas, tomem a iniciativa de criar, leis duras e severas.
    E que a justiça seja aplicada e não exista diferença entre o bandido pobre e bandido rico, senão será mais uma lei a fazer parte do grande número já existente que jamais será aplicada.


25/01/02
Vanderleis Maia
Enviado por Vanderleis Maia em 20/03/2006
Código do texto: T125793
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Sobre o autor
Vanderleis Maia
Imperatriz - Maranhão - Brasil
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