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O Porto amigo

A nossa vida é como um grande porto, amigo, que abriga muitos barcos.
Barcos grandes e pequenos, novos ou velhos.
Alguns de suma importância, outros nem tanto. Neste nosso porto há embarcações com os cascos repletos de beleza, reluzentes como ouro, mas com o interior vazio, sem as acomodações necessárias, há também os velhos barcos, já castigados pelo tempo e pela fúria dos mares, mas carregados de sabedoria.
Alguns, sequer deixamos ancorar por um tempo, ao contrario de outros que vivem no ancoradouro e desfrutam da pronta segurança que oferecemos.
 
E, nessa nossa jornada, estamos preparados apenas para as boas ondas, para os bons acontecimentos, para os barcos que aparentemente estão carregados de momentos felizes.
Para os barcos, que em nosso ver, nos trazem a pujança. Não há espaço neste porto se não houver uma troca.

Deixamos os problemas sempre para depois, temos o péssimo habito de contar com a sorte. E não nos atentamos, que estamos permanentemente sujeitos a acontecimentos, que podem nos trazer constantes aborrecimentos, que podem deixar cicatrizes para o resto de nossas vidas.

Muitas pessoas trafegam por nossas vidas. Fazem parte do nosso dia a dia. Fazem parte de todos os nossos momentos, sejam eles felizes ou tristes.

O tão sonhado encontro, a noite perfeita. A roda de amigos, a festa surpresa.
O tchau de um amigo querido. O adeus da pessoa amada. A angustiante espera por alguém que teima em não chegar.
Cada momento deve ser único, seja ele qual for. E para tal é imprescindível o nosso equilíbrio.

Produz reflexo imediato nas condutas, nas ações e nos nossos pensamentos, todo o nosso estado vibratório, o nosso estado de espírito. É ele quem determina exatamente o que somos e como estamos. Na verdade usamos uma mascara, que cai no primeiro arrocho, no primeiro sinal de perigo.

Os iguais se atraem, quando nossa faixa mental, nosso estado vibratório esta baixo, ou seja, se pensamos de forma pessimista e raivosa, se agimos de maneira incompatível com o bem, se aplicamos apenas o rancor como o norteador de nossa conduta, não podemos esperar que o “eco” da vida tenha um som agradável. Neste caso, baixo também são os fluidos cósmicos que receberemos. Nossa companhia com certeza não será das melhores.
É lei natural!Mente sã, corpo saudável!

Sendo o homem o único animal que ri. E que muitas vezes ri, não se sabe do que. Proponho que deveríamos rever nossos velhos conceitos.
A começar pelo nosso porto, a começar pela nossa vida.
A reciclagem física e mental é ponto determinante para alavancar nossa felicidade.
Nossos corações possuem, em abundancia a virtude do amor e da fé. Mas na maioria das vezes somos como crianças, com medo de aprender a caminhar, com medo do desconhecido.

Todos devemos dar contribuições. Constantemente a vida nos cobra por isso. Mas depende exclusivamente de cada um, saber qual será a sua parte.

O que somos? Somos barcos ou porto?


Reginaldo Cordoa, futuro Administrador de Empresas e Apaixonado pela Vida.
22/03/2006

Reginaldo Cordoa
Enviado por Reginaldo Cordoa em 22/03/2006
Código do texto: T126888
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Sobre o autor
Reginaldo Cordoa
Matão - São Paulo - Brasil, 46 anos
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Reginaldo Cordoa