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"A SUPERAÇÃO DE UM PRECONCEITO"


Durante séculos o mundo acompanhou o preconceito racial existente na maior potência mundial de todos os tempos, motivo de críticas veementes. Vários líderes afro-americanos se levantaram e ergueram a bandeira contra esse racismo que insistia  em correr nas veias de parte dos norte americanos. Martin Luther King já sonhava com esse dia como disse em 1963, no seu discurso “Eu tenho um sonho”. Infelizmente, não viveu para presenciar este momento histórico, emocionante de quebra de um preconceito secular. Barack Obama, semente forte, colocada em terra fértil, brotou e se transformou em árvore viçosa; com respaldo familiar encarou o preconceito de frente, freqüentando as melhores escolas e universidades, focando sempre no seu ideal: ser presidente dos Estados Unidos da América!
A maior potência, atualmente, está abalada pela crise econômica, pelas grandes guerras nas quais recentemente se meteu, atentados sofridos e grande insegurança; quem não se lembra do fatídico 11 de Setembro? Atentados terroristas que vitimaram tantas pessoas, brancos e negros em meio aos escombros de grandes monumentos que ostentavam o poderio daquela potência. O destino não separou brancos e negros naquele momento de dor e fez a reflexão dos seus valores tomar conta de todos ao olharem a tragédia vinda do alto para marcar a ferro e fogo toda uma nação.
O povo se cansou da pequenez do sentimento depreciativo que rotulava o ser humano pela sua cor. Então, deu seu grito de liberdade, quebrando as correntes que prendiam aquela nação ao preconceito que não mais se encaixava neste século e abriu as portas da grande Casa Branca a Barack Obama. O preconceito não esgotou, mas foi vencido pela maioria que, através dos seus delegados eleitos, disse: “Basta!”. Elegendo Barack Obama presidente dos Estados Unidos da América.
Espero ver o exemplo refletido no meu País, que ainda não teve um governante afro-brasileiro, aliás, poucos são os cargos eletivos ocupados por eles. Mas, já começou a mudar o seu modo de enxergar as coisas, elegendo há seis anos um cidadão vindo da classe operária. É preciso avançar, olhar para a nossa Nação e ajustá-la de maneira a valorizar a sua composição de mistura de raças, já que a lição está aí para quem quiser aprender. Temos que tirar as travas do preconceito que, mesmo oculto, insiste a usar fortes correntes como as utilizadas no século passado para prender os escravos nos grandes Navios Negreiros. Como posso afirmar que no meu País não temos esse tipo de problema, será que não é a hora de prepararmos melhor os nossos afro-descendentes para que também possam chegar ao comando desta Nação?
É preciso enxergar aquilo que está oculto; são vários os tipos de preconceitos disfarçados e as mulheres também sofrem com eles.
O que está faltando, onde estamos errando?
Afinal, onde está o preconceito, lá ou aqui?
Salette Granato
    07/11/08
SALETTE GRANATO
Enviado por SALETTE GRANATO em 17/11/2008
Código do texto: T1287804
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre a autora
SALETTE GRANATO
Jacareí - São Paulo - Brasil, 44 anos
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