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A GESTÃO ESCOLAR E SEUS DESAFIOS

          Enquanto agentes e educadores imbuídos do desejo peculiar na análise do comportamento de gestores no tocante ao ensino-aprendizagem, convém ressaltar que o conhecimento é imensurável dentro do contexto da metodologia do ensino e da visão clientelista a que muitos estão de certa forma submetidos.

          Por outro lado, a revisão de certos conceitos acadêmicos faz com que diretores (as), supervisores (as), e pedagogos (as) e outros se sintam de alguma forma desmotivados (as) quando na implantação de uma metodologia didática estruturante, tendo-se em vista o que foi exaustivamente debatido durante a longa jornada em sala de aula.

          Uma vez amplamente discutido e de alguma forma, tendo como primeiro plano o riquíssimo acervo bibliográfico, fonte do aprendizado e da experiência adquirida é imperioso que o profissional em questão reoriente a sua caminhada com respeito ao compromisso ora assumido.

          Nesse prisma a Educação deve ser encarada como um desafio constante na busca de novas oportunidades e ferramentas ideais na inserção do conteúdo programático e, que deverá estar coerentemente embasado na normatização em vigor e/ou àquilo que a próprio ensino deixa como legado aos profissionais da área.

          Contudo, necessário se faz romper paradigmas e analisar, planejar e desenvolver projetos pedagógicos que sirvam não como fundamento utópico. A Educação deve ser repensada de forma crítica, sem o deslumbramento inicial e ingênuo de que obstáculos a serem transpostos terão pouca ou nenhuma dificuldade.

          Convém reconhecer o papel do gestor escolar como de fundamental importância não apenas como coordenador de uma instituição, mas, sobretudo como dinamizador das atitudes e do comportamento de todos que o cercam. É imprescindível antever os mecanismos disciplinadores que são o fortalecimento desse elo tão importante na definição das metas diárias que representa o vetor principal do projeto pedagógico da própria escola.

          Sensato seria termos uma Educação justa e que desenvolvesse o senso de equidade de seus membros, formando um ser humano com a auto-estima elevada, crítico, consciente, digno, engajado, solidário, dinâmico, participativo, habilidoso, qualificado, responsável, respeitador e espiritualizado, enfim.

          Esta Educação tão debatida deve ser vista e revista como um processo comum do ser íntegro e integral, que dê valor aos pequenos talentos e progressos e, que trabalhe com conteúdos significativos e, substancialmente, que jamais deixe de buscar meios interessantes para executar todas essas tarefas para muitos vistas como dispendiosas.

          A Educação ideal é aquela que desenvolve habilidades, aquela cuja pedagogia funda-se na união e cooperação porque educar implica em inserir a escola na sociedade, discutindo as interferências de uma para a outra e, também decidindo quais são efetivamente os conteúdos pertinentes a serem trabalhados e de que forma isto poderá ser feito.

          Abrir espaços pedagógicos para abordar de fato a nossa cultura nacional, nada mais é que uma questão ética e que precisa estabelecer-se na própria escola, aquela que se revela contra as manifestações discriminatórias de raça, gênero, classe, cultura, credo, dentre outros e, melhor, de dentro para fora.

          Apesar deste enfrentamento com a realidade, a presente expectativa de reconhecermos a dimensão histórico-cultural (sempre inacabada) do próprio processo de aprendizagem da história da humanidade, é fato notório. Esta “realidade” do mundo e do homem – não pode ser mais analisada sob o ponto de vista linear, face à uma visão essencialmente antropológica.

          É preciso reconhecer as contradições que mobilizam os homens, a história e a cultura dentro dessa realidade. Portanto não se trata de ordenar e classificar os fragmentos de histórias, mas, reconhecer os bastidores deste cenário, apontando limites e desafios.

          Portanto, através desses conhecimentos adquiridos, interessante se faz observar que a análise da gestão escolar carece de uma realidade em que esteja explícita a auto-análise como influência do aspecto educacional.

          Até porque, mesmo com o bom trabalho desenvolvido sempre existirá uma distância da verdadeira escola-modelo, que interage com a comunidade, os profissionais da Educação, e principalmente o aluno, embasada numa filosofia que corresponda à realidade com enfoque na dinamização do ensino-aprendizagem sem as interferências de toda ordem.

          Mas, alguns aspectos necessitam ser mensurados em relação ao convívio interpessoal, no resgate do bom relacionamento, do companheirismo, e na possibilidade de se trabalhar as habilidades de todos os membros da escola.

          A reorientação das famílias é outro fator fundamental para que a gestão descubra seu papel primordial no grupo social de modo cooperativo, sendo este o ideal de verdadeiro educador.

          É importante, também, a inserção de uma gestão participativa que anule o discurso ideológico. Uma vez que de todos os segmentos escolares sobre o valor da democracia, o perfil do gestor, é o que está suscetível às críticas face às ações diárias que propõem uma visão mais próxima da realidade.

          A isto se atribui a falta de conhecimento de alguns agentes e educadores quanto ao verdadeiro significado da palavra “gestão”, e da verdadeira dimensão que isso implica dentro do universo escolar.

          Uma vez observado a diversidade de idéias, opiniões e sugestões, o gestor (a) escolar deve renunciar quaisquer atos de egocentrismo, insegurança e insatisfação que venha a ser disseminado como um “mal” aos seus subordinados, alunos, pais e comunidade  inseridos nesse contexto.
 
          Neste caso o diretor (a) precisa ter clareza de que sua efetiva presença deverá estar voltada para os objetivos comuns e sua postura pautada na transparência de ações, uma vez que o mesmo (a) organiza e gerencia todas as atividades da escola, evidentemente auxiliado pelos demais componentes.

          É importante que o diretor tenha a absoluta convicção da sua responsabilidade, estando, pois, apto a novos e constantes desafios sendo o sujeito vigilante e atuante na promoção de momentos de reflexão, estando aberto ao diálogo e, principalmente procurando estabelecer um conjunto de metas factíveis com a participação dos envolvidos para que a Educação de fato seja globalizada, qualitativa, humanizadora, reflexiva e formadora.


Pirapora/MG, 27 de novembro de 2008.


Marco Oliveira
Enviado por Marco Oliveira em 27/11/2008
Reeditado em 16/09/2011
Código do texto: T1306945
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre o autor
Marco Oliveira
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