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                COMPORTAMENTO
 ( MATÉRIA DO POETA VALDECK ALMEIDA DE JESUS, PUBLICADA PELO RADAR MIX.COM )



                Diversidade - Diversificar

Qualidade de diverso, diferença, dessemelhança, variedade, tornar diverso, variar, divergir, diferençar-se, ser diverso.

Uma palavra, ou palavras, pouco divulgadas no seu sentido literal até pouco tempo, agora é moda, é freqüentadora de sites gls, de colunas de jornais, de livros sobre sexualidade, principalmente.

Contrapondo-se a elas, guetos e “mundo gay” são nada mais que uma forma de discriminar, disfarçadamente, de segregar ainda mais uma minoria que sempre foi rejeitada e desrespeitada durante séculos, quiçá milênios.

Muita gente (gays e simpatizantes) não freqüenta “gueto”, não freqüenta o “mundo gay”, assim chamados os locais freqüentados tanto por gays quanto por heteros curiosos ou simpatizantes da causa gay. O mundo GLS, ou mundo gay, não é nada além de uma utopia, como se fosse possível existir um mundo dentro de outro mundo, separado daquele por tantas barreiras quantas fossem possíveis.

Utopia ou realidade, muita gente prefere se esconder nesse chamado mundo gay, fugindo de tudo o quanto considera não-gay. Ou seja, ao invés de se diversificar, de ser diferente dentro do igual, se refugia em guetos, em becos e vielas, fugindo da mistura, fugindo da convivência com “mundos outros”, que lhe traria muita experiência de vida e onde aprenderia a ser tolerante com o diferente, a respeitar e a ser respeitado.

Como ser tolerado, quando não se exercita a tolerância e não se experimenta os “outros mundos” fora do “mundo gay”? Repete-se a mesma história de vida clandestina e – muitas vezes – segregadora: o gay, quando se descobre “diferente”, foge da família, foge da cidade natal, foge dos ambientes não-gays (onde quase nunca é aceito) e se refugia entre os “iguais” - outros gays - que, nem sempre, lhe oferece um mundo diverso daquele mundo machista e preconceituoso do qual fugiu.

Vivendo e convivendo com outros “iguais” a ele, muitas das vezes o gay se isola por completo de uma vida social ampla e repleta de diversidade, restringindo-se a freqüentar locais ditos “gays”, onde paga mais caro por tudo. Paga mais caro, pois a crença geral é a de que os gays têm mais dinheiro, não gastam com família etc, guardando todo o suor do seu rosto para consumir “festa, alegria e diversão”, pois não tem opção, não há diversidade de lugares “gays”, então ele TEM que gastar nos guetos disponíveis. Aos gays reservam os preços mais caros, os lugares mais escondidos e distantes, a fim de que eles – os gays – se sintam à vontade, longe de seus habitat naturais (casa da família, trabalho etc).

Esta crença de que gay tem mais dinheiro que hetero é uma meia-verdade, no entanto. Pois na atual realidade, tanto hetero quanto gay está desempregado, está com o salário achatado.

Felizmente muitos gay estão descobrindo que não devem pagar mais caro por nada. Estão exigindo ser respeitados e aceitos em locais onde “os normais” freqüentam, a demonstrarem carinho pelos parceiros, da mesma forma que os hetereos demonstram.

Essa é a verdadeira diversidade, é a democracia que se espera acontecer por todos os estabelecimentos de ensino, de diversão etc, pois gay é diferente sim, mas tem o direito de estar onde bem entender, pois o direito de ir e vir é assegurado a todo cidadão brasileiro, conforme a Constituição Federal.

Aí sim, com mais opções, sem se restringir a “mundinhos” e a guetos, os gays pagarão o mesmo preço que os heteros, respeitarão os diferentes e serão respeitados em contrapartida.

Salvador, 25 de março de 2006

Enviado por: Valdeck Almeida de Jesus - www.jeanwyllys.com
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florzinha
Enviado por florzinha em 06/04/2006
Reeditado em 06/04/2006
Código do texto: T134596
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre a autora
florzinha
João Pessoa - Paraíba - Brasil, 64 anos
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