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O Orgasmo

O orgasmo

“Eu sou à flor do campo e o lírio dos vales. Como o lírio entre espinhos, assim é minha amada entre as moças. Como a macieira entre as árvores dos bosques, assim é o meu amado, entre os moços. A sombra de quem eu tanto desejara me sentei, e seu fruto é doce ao meu paladar. Ele me introduziu na sua adega, e sua bebida sobre mim é Amor! Sustentai-me com bolos de uvas, revigorai-me com maçãs, porque desfaleço de amor”. (Cântico dos Cânticos 2, 1-5).

Vamos colher flores
Os lírios nos campos
Das flores nos vales
Comemorar ardores

Vamos comer frutos
Das suculentas maças
As deliciosas uvas
Bebemorar amores

Vamos beber juntos
Nas salivas do amor
As seivas da alvorada

O orgasmo é a resposta dada por nosso corpo a estímulos que nos dão prazer sexual. O orgasmo é um evento físico e psíquico, começa com a emoção e termina com o prazer.

O orgasmo, do grego orgasmós, de orgân, ferver de ardor, é definido como o mais alto grau de excitação sexual e, portanto o prazer físico mais intenso que um ser humano pode experimentar.

Deveria ser muito simples, temos pontos específicos para receber prazer. Cada pessoa tem um ponto “fraco.” Aquele que a deixa mais propicia ao orgasmo.

Durante longos séculos a mulher foi privada desse prazer, já que a mulher estava associada apenas a procriação e o orgasmo não era necessário. Só mais tarde o orgasmo feminino foi admitido, mas com muita cautela e a mulher que atingia o gozo sem amor era tida como ninfomaníaca.

Em 1967, Desmond Morris sugeriu, em seu primeiro livro ciência-populares O macaco nu (The Naked Ape) que o orgasmo feminino evoluiu para encorajar a fêmea a manter uma intimidade física com seu parceiro e ajudar a reforçar a ligação do casal. Morris sugeriu que a relativa dificuldade em se alcançar o orgasmo feminino, em comparação com o orgasmo no sexo masculino, poderia ter uma função favorável, na biologia evolução Darwinian, por direcionando a fêmea a selecionar companheiro que tenham qualidades como paciência, atenção, imaginação, inteligência, em oposição às qualidades tais como tamanho e agressão, que tem relação com à seleção de companheiros em outros primatas. Essas qualidades vantajosas foram-se tornando acentuadas dentro da espécie humana e impulsionadas pelas diferenças entre os orgasmos dos sexos masculino e feminino.

A impossibilidade total ou parcial de atingir o orgasmo denomina-se anorgasmia e é a mais freqüente das disfunções sexuais femininas. As estatísticas americanas apontam que há apenas 25% de mulheres orgásticas e 75% de mulheres que apresentam algum tipo de dificuldade em alcançar o orgasmo. No Brasil as pesquisas dão informações semelhantes.

Todas as pessoas são capazes de ter orgasmo, a não ser que estejam sofrendo de alguma doença neurológica, endocrinológica, urológica ou ginecológica, que tenha destruído a base física do orgasmo, mas isso é muito raro. A maioria das causas é psicológica; entretanto é importante que se faça uma avaliação com um especialista em sexologia para obter a orientação adequada.

Fases do orgasmo:
- desejo;
- excitação;
- platô;
- orgasmo
...e resolução.

Desejo ...a partir de uma visão, leitura, imaginação ou fantasia.

É a fase da vontade, do apetecer, que pode variar muito nas situações em que surge que pode acontecer a partir de uma visão, leitura, imaginação ou fantasia.

Excitação ...os órgãos genitais passam do estado de repouso para o de excitação.

Essa fase desenvolve-se a partir de qualquer fonte de estímulo físico ou psíquico. Os estímulos que provocam a excitação variam em cada pessoa. Podem ser visuais, olfativos, táteis palatares ou lembranças de outros momentos vividos ou uma fantasia.
Os estímulos que provocam a excitação chegam a certas regiões dos centros cerebrais superiores da resposta sexual ocasionando diversas reações corpóreas neurológicas, musculares, endócrinas e vasodilatadoras. Assim, os órgãos genitais passam do estado de repouso para o de excitação.

...aprenda a ouvir:

"A regra de ouro para satisfazer uma mulher é escutá-la", garante o sexólogo Ian. "Encare as preliminares como uma dança em que ela conduz os movimentos." De que jeito? Deixando sua garota à vontade, principalmente se ela for tímida. Vale criar um clima à meia-luz, fazer perguntas entre sussurros e até sugerir que ela banque a professora, guiando a sua mão lá embaixo. De qualquer forma, ser delicado nunca é demais. "Não precisa ter medo de encostar no clitóris, mas seja gentil. Quando perceber que sua mulher está bem excitada, os beijos mais fortes estão liberados", ensina Ian.

Na mulher, os órgãos genitais estando em estado de repouso, o útero situa-se dentro da cavidade pélvica, o clitóris escondido no prepúcio, a vagina enxuta. Os estímulos sexuais fazem com que esses órgãos recebam aumento do fluxo sangüíneo.

...para garantir a excitação máxima:

Use os dedos para acariciar o clitóris em círculos e tocar grandes e pequenos lábios, desça o dedo até a entrada da vagina. Acaricie a parte interna das coxas, percorra levemente a entrada da vagina. Estimule o ponto G (logo na entrada da vagina) com movimentos circulares...

O clitóris se ingurgita e torna-se sensível ao toque, as glândulas de Bartholin - localizadas na vagina - liberam sua secreção e os músculos circunvaginais começam a transudar (suar) lubrificando a vagina e facilitando a penetração. A sensação de umidade que chega aos órgãos externos é acompanhada pelo relaxamento desses músculos que circundam a entrada vaginal.

...O ideal é que ela esteja deitada de costas, com as pernas separadas. Corra os dedos pelo púbis, chupe os lábios vaginais sem usar a língua. Depois do toque inicial, dê as primeiras lambidas no clitóris, longas e duradouras. Sinta sua língua percorrendo a vulva e... interrompa os movimentos. É o jogo do provoca-e-pára. Cada ciclo de estímulos deve durar aproximadamente dez segundos, repetidos durante três minutos.

Ao mesmo tempo, as mamas aumentam 25% de tamanho, ocorre à ereção dos mamilos, a dilatação das aréolas, os grandes lábios se afastam do orifício vaginal e os pequenos aumentam de tamanho. A vagina se alarga e se aprofunda e os tecidos perivaginais ingurgitados de sangue e suados formam a chamada plataforma orgástica, ou seja: início da fase de platô.

Mas nem sempre a excitação ocorre naturalmente. Se a mulher estiver ansiosa ou preocupada, o estado de excitação pode ser de uma intensidade muito baixa ou mesmo não se produzir. Os músculos estando tensos e a vagina seca, a introdução do pênis é dolorosa e em alguns casos até impossível.

...pressione levemente a ponta da língua sobre a cabeça do clitóris, como se fosse uma onda banhando-a. Continue por cinco segundos. Falando na "zona sul", carícias no períneo, espaço situado entre o final da vagina e o ânus, e nos pequenos lábios também são ótimos meios de deixar a mulher excitada. "A área se enche de sangue quando estimulada, o que aumenta o contato contra o pênis no momento da penetração. A conseqüência disso é que a abertura vaginal fica mais estreita, potencializando a excitação masculina."

No homem, o pênis é um órgão cilíndrico, cujos tecidos podem enrijecer-se quando se enchem de sangue. Os corpos cavernosos são duas espécies de cilindro que se estendem do osso púbico até a glande. Normalmente suas paredes estão quase secas, pregadas uma à outra. Na fase de excitação o sangue entra nesse tecido e fica retido lá dentro. Enquanto isso acontece, a ereção se mantém. Qualquer distração, mudança de posição ou de estímulo, pode fazer variar a ereção. Quando o sangue flui das veias penianas para o interior do abdômen, ocorre a flacidez.

Os homens excitam-se principalmente com estímulos visuais e a mulher com estímulos táteis. Além dessa diferença, a mulher se excita em geral mais lentamente do que o homem.

Progressão e estímulos na excitação sexual: ...aparelho genital feminino, lubrificação vaginal e masculino ereção.
Centros cerebrais superiores e inferiores organizam o sentido e o significado dos estímulos.

- Estímulos visuais: a aparição da pessoa desejada já desencadeia estímulos eróticos, roupas insinuantes, lingeries eróticos e sensuais, preparação do ninho de amor, flores, velas, sedas, veludos, frutas, etc.

- Estímulos olfativos: cheiros e perfumes, odores característicos;

- Estímulos sonoros: músicas sensuais e românticas, audição de palavras carinhosas, gemidos;

- Estímulos táteis: a pele da orelha leva grande quantidade de estímulos ao cérebro, massagens, exploração e carícias nas zonas sexuais secundárias, seios, nádegas, etc.

- Estímulos palatares: beijos, sugar partes do corpo, vinhos, frutas vermelhas, etc.

Órgãos sexuais primários: aparelho genital feminino, lubrificação vaginal e masculino ereção.

Platô

Nesta fase a excitação sexual é intensificada e atinge o nível máximo. A pele do corpo pode ficar avermelhada, o coração bate mais rápido (os batimentos podem chegar a 120/m), a respiração fica mais intensa e há um aumento da pressão sangüínea. Para que o orgasmo vaginal aconteça é necessário que o ponto G seja estimulado nesse momento .

Para a mulher é importante que essa fase se prolongue, permitindo que o sangue irrigue adequadamente toda a cavidade pélvica, onde estão os órgãos genitais, propiciando um orgasmo satisfatório. No homem, os corpos cavernosos e o corpo esponjoso estão cheios de sangue, fazendo com que a ereção seja total, e os testículos dobrem de tamanho.

A duração da fase de platô depende da combinação entre a eficácia dos estímulos utilizados e a necessidade pessoal de cada um para chegar à excitação máxima. Se os estímulos forem inadequados ou suprimidos, não haverá orgasmo e da fase de platô passa-se direto - mas vagarosamente - para a fase final de resolução.

Há uma diferença de tempo entre o período de excitação do homem e da mulher. Para ele são necessários apenas 20 a 30 cm3 de sangue para encher seus órgãos genitais e manter uma boa ereção. A mulher, entretanto, necessita do triplo, pelo menos, para garantir uma excitação constante e uma lubrificação adequada. Esse tempo varia muito e oscila de mulher para mulher, mas geralmente nunca é menor do que quinze ou vinte minutos.

O desconhecimento desse fato é responsável pelo desprazer que muitas mulheres sentem no momento da penetração, já que não estão suficientemente lubrificadas. Isso, é claro, também dificulta o orgasmo. O homem, muitas vezes estando bastante excitado, supõe que sua parceira também esteja.

No final da fase de platô produzem-se contrações uterinas e retração do clitóris e da glande. Chega-se, então, ao orgasmo.

Orgasmo

O envolvimento total do corpo na resposta à excitação sexual é experimentado de forma subjetiva pelas pessoas. Existe grande variedade tanto na intensidade quanto na duração da experiência orgástica. É uma fase de muito menor duração que as anteriores, mas de altíssimo nível de prazer. "As sensações produzidas são de intenso alívio, como libertar-se bruscamente de uma carga de tensão acumulada durante certo tempo. Algo assim como subir lentamente por uma escada a um tobogã muito alto e, depois de se sustentar lá em cima por um tempo, soltar-se numa queda vertiginosa, carregada de tensão, mas alegre, vigorosa, relaxante", define o psicanalista Juan Carlos Kusnetzoff.

Na mulher, os músculos do aparelho genital contraem-se ritmicamente. Os movimentos na entrada da vagina, ânus, uretra e útero podem ser espontâneos e ocorrer ao mesmo tempo. Quando as contrações são muito fortes - podem ocorrer a cada doze segundos ou a cada um ou dois minutos -, o muco aglutinado no fundo da vagina pode se liberar junto com a secreção das glândulas de Skene, localizadas na entrada da uretra e responsáveis pela ejaculação feminina. As contrações podem ser rítmicas, simultâneas e podem ocorrer separadas. Às vezes a mulher pode nem perceber os movimentos ondulatórios do baixo ventre, como pode também contribuir para iniciar voluntariamente as contrações do orgasmo.

O controle dessa musculatura vem diminuindo no decorrer dos tempos. As civilizações mais antigas tinham maior controle sobre esse tipo de musculatura. Mas a sexóloga Marilena Vargas ensina: "Basta, porém, que você contraia o abdômen, o ânus e, em seguida o orifício vaginal, tentando engolir o pênis com a vagina e, em seguida, expulsá-lo. Repita isso várias vezes. Dessa forma, você pode 'chamar' o orgasmo e pode aumentá-lo em duração (o orgasmo feminino dura de 90 a 104 segundos). Nessa fase, quanto maior a fricção entre o pênis e a vagina, maior o nível de excitação e mais facilmente você chega ao orgasmo."

O orgasmo feminino pode ser produzido pela estimulação clitoriana ou vaginal, ou por uma combinação de ambas. Essa estimulação pode se dar por auto-erotismo (masturbação), sexo oral, sexo com penetração vaginal, sexo anal, pelo uso de vibradores ou consolos).
O orgasmo feminino não é igual ao do homem. As mulheres podem gozar pela estimulação apenas do clitóris, pela estimulação da vagina (mais raro), pela estimulação de ambos e pela estimulação anal. Geralmente, após orgasmo, uma mulher pode gozar novamente, se for devidamente estimulada e se ela estiver com desejo. Ao contrário dos homens que precisam de certo tempo para se recuperarem.
No homem, iniciam-se as contrações do pênis e dos órgãos que conduzem o líquido ejaculatório até o bulbo uretral. Num segundo momento, ocorre a expulsão desse líquido devido às contrações dos músculos perineais e bulbo cavernosos. Quando o líquido ejaculatório está sendo expulso, a uretra do pênis se contrai, assim como o ânus e os músculos do assoalho pélvico.

Segundo Masters e Johnson, o orgasmo masculino pode durar até vinte segundos, mas existem exercícios musculares para aumentar esse tempo, assim como para possibilitar que o homem tenha orgasmos múltiplos.

Geralmente o orgasmo masculino ocorre simultâneo à ejaculação, embora possa existir independente dele.

Resolução

O homem e a mulher, a partir do ponto culminante do orgasmo, caminham para a fase de resolução do ciclo sexual. A sensação é de plenitude e bem-estar. A mulher pode entrar nessa fase após um único orgasmo ou após vários consecutivos. E também pode retornar a uma nova experiência orgásmica a qualquer momento, desde que submetida a novos estímulos. No homem, geralmente existe um período refratário que varia de duração. Sua capacidade fisiológica para responder à nova estimulação após a ejaculação é muito mais vagarosa do que a da mulher. A não ser que ele aprenda a ter orgasmo sem ejacular e, assim, consiga vários orgasmos consecutivos.

Mudanças físicas no homem durante o Ciclo de Resposta Sexual

Desejo
Nenhuma mudança física específica

Excitação
Início da ereção - O escroto começa a intumescer, as dobras escrotais desaparecem - Os testículos começam a subir - Os mamilos podem tornar-se eretos (isso também pode ocorrer apenas na fase de 'platô') - Os batimentos cardíacos aceleram-se e a pressão sangüínea sobe

Platô
Aumenta a tensão neuromuscular geral - Aumenta a rigidez da ereção - A glande aumenta um pouco - Os testículos tornam-se maiores e são puxados para mais perto do corpo - Pode surgir o fluido pré-ejaculatório - Pode ocorrer o rubor sexual (em cerca de 25 por cento dos homens) - Os batimentos cardíacos se aceleram e a pressão sangüínea sobe ainda mais - A respiração pode tornar-se curta e rápida - Contração voluntária do esfíncter retal usada por alguns homens como uma técnica de estimulação - Novo aumento da tensão neuromuscular - A acuidade visual e auditiva é diminuída

Orgasmo
Início das fortes e rítmicas contrações involuntárias da próstata, das vesículas seminais, do reto e do pênis - A ejaculação ocorre logo depois do início das contrações da próstata - Os testículos são puxados firmemente contra o corpo - O rubor sexual, se presente, atinge seu ponto máximo e se espalha - Os batimentos cardíacos, a pressão sangüínea e o ritmo da respiração chegam ao ponto máximo - Perda geral do controle muscular voluntário; pode haver contrações de grupo de músculos no rosto, nas mãos e nos pés

Resolução
Perda rápida da maior parte da ereção do pênis, seguida por um retorno mais lento ao tamanho normal - O escroto relaxa e reaparecem as dobras escrotais - Ocorre o período refratário, durante o qual não é possível outra ejaculação (a duração do período refratário é muito variável, geralmente mais curta em homens mais jovens e aumentando com a idade) - Perda da ereção dos mamilos - Rápido desaparecimento do rubor sexual - Pode continuar a haver uma tensão neuromuscular irregular, como é mostrado por contrações involuntárias de grupos de músculos isolados - Os batimentos cardíacos, o ritmo da respiração e a pressão sangüínea voltam aos níveis normais (de pré-excitação) - Comumente há uma sensação geral de relaxamento - A acuidade visual e auditiva volta aos níveis normais

Mudanças físicas na mulher durante o Ciclo de Resposta Sexual

Desejo
Nenhuma mudança física específica

Excitação
Início da lubrificação vaginal - Dois terços anteriores da vagina se expandem - A cor da parede vaginal torna-se mais escura - Os lábios vaginais externos se espalmam e afastam-se da abertura vaginal - Os lábios vaginais internos se intumescem - O clitóris torna-se maior - O colo uterino e o útero se movem pra cima - Os mamilos ficam eretos - Os seios aumentam um pouco de tamanho - O rubor sexual aparece (tardio e variável) - Os batimentos cardíacos aceleram-se e a pressão sangüínea sobe - Aumenta a tensão neuromuscular geral

Platô
A lubrificação vaginal continua, mas pode aumentar e diminuir - A plataforma orgásmica surge na terça parte externa da vagina - O colo uterino e o útero se elevam ainda mais - Os dois terços interiores da vagina se alongam e se expandem ainda mais - O clitóris recua para debaixo do prepúcio clitoriano - Os lábios vaginais ficam mais intumescidos e mudam de cor - O rubor sexual se intensifica e espalha mais - A respiração pode tornar-se curta e rápida - Contração voluntária do esfíncter retal usada por algumas mulheres como uma técnica de estimulação - Novo aumento da tensão neuromuscular - Diminuição da acuidade visual e auditiva

Orgasmo
Início das fortes e rítmicas contrações involuntárias da plataforma orgásmica e do útero - O rubor sexual, se presente, atinge seu ponto máximo e se espalha - Contrações involuntárias do esfíncter retal - Os batimentos cardíacos, a pressão sangüínea e o ritmo da respiração chegam ao ponto máximo - Perda geral do controle muscular voluntário; pode haver contração de grupos de músculos no rosto, nas mãos e nos pés.

Resolução
O clitóris retoma sua posição normal entre 5 e 10 segundos após o orgasmo - A plataforma orgásmica desaparece - Os lábios vaginais voltam à sua espessura, posição e cor normais - A vagina recupera rapidamente seu tamanho normal; a volta à cor normal pode demorar entre 10 e 15 minutos - O útero e o colo uterino descem para as posições de pré-excitação - A aréola volta rapidamente ao tamanho normal; a ereção dos mamilos desaparece mais lentamente - Rápido desaparecimento do rubor sexual - Pode continuar a haver uma tensão neuromuscular irregular, com mostrado por contrações involuntárias de grupos de músculos isolados - Os batimentos cardíacos, o ritmo da respiração e a pressão sangüínea voltam aos níveis normais (de pré-excitação) - Comumente há uma sensação geral de relaxamento - A acuidade auditiva volta aos níveis normais

Fatores psicológicos que podem inibir o orgasmo

- Tabus e crendices quanto ao sexo fazem com que muitas mulheres fiquem tensas, não se sentindo livres para participar ativamente do ato sexual, descobrindo suas áreas mais sensíveis, as posições que lhe dão mais prazer e comunicando isso ao parceiro.

- Conflitos inconscientes evocados pelas sensações eróticas, sentimentos de culpa em relação à sexualidade, hostilidade inconsciente ao parceiro.

- O medo de se entregar às sensações pode fazer com que a mulher fique alerta, controlando tudo, mesmo sem perceber. A excitação, assim, só chega até certo ponto, não atingindo a fase de platô, que é o nível de excitação máximo necessário para desencadear o orgasmo.

- A preocupação excessiva em ter orgasmo gera ansiedade, impedindo o relaxamento necessário para desencadeá-lo.

Nos dias de hoje, as mulheres reivindicam o direito ao prazer sexual e se sentem frustradas se não atingem o orgasmo numa relação. Algumas, entretanto, tendem a negar a importância do orgasmo, esforçando-se para adaptar-se a essa disfunção, usufruindo apenas dos aspectos não orgásmicos da relação. Mas, ao serem repetidamente frustradas durante algum tempo, acabam ficando pouco a pouco desinteressadas de sexo.

"Em alguns casos, a compreensível angústia da mulher pela sua incapacidade de atingir orgasmo e a antecipação do fracasso, quando começa a fazer amor, podem ocasionar-lhe perturbação suficiente para dar origem a uma frigidez secundária ou ausência geral de resposta sexual, que não poderá ser completamente restaurada, a menos que ela aprenda a libertar o seu reflexo orgásmico inibido", afirma a sexóloga americana Helen Kaplan.

Ausência de orgasmo vaginal. O que os homens têm a ver com isso?

Mas os homens não têm nada a ver com o orgasmo da mulher? Têm, e muito. Entre as mulheres que conseguem atingir o orgasmo, não o alcançam através da penetração do pênis na vagina. E isso não é difícil de explicar, na medida em que em 80 por cento das vezes, o homem penetra a mulher antes que ela esteja pronta.

A maioria deles ainda está presa ao mito da masculinidade e vai para o ato sexual para cumprir uma missão: provar que é macho. Mas o medo de falhar, de o pênis não se manter ereto, é grande. Aí ocorre o desencontro.

Para a mulher é fundamental que a fase do platô - que antecede a fase do orgasmo - se prolongue ao máximo para que seus órgãos genitais sejam irrigados com bastante sangue, proporcionando alto nível de excitação. O homem - por desconhecimento ou por ansiedade - quando seu pênis fica ereto parte para a penetração, supondo estar a mulher tão excitada quanto ele. Só que ela ainda não está suficientemente lubrificada e, portanto não está pronta nem para a penetração nem para o orgasmo.

“Gaiarsa observa que desde o início da introdução do pênis na vagina, o ato vai se centrando num esforço cada vez mais espasmódico e convulsivo para livrar-se de, para expulsar (o esperma)”. Se a freqüência do vaivém do pênis dentro da vagina é rápida, se a profundidade da penetração é grande, se o ritmo é o mesmo, se o vaivém tem a mesma trajetória (ida e volta sempre com a mesma forma) e se a atenção se concentra nos genitais, o homem em pouco tempo ejacula, mas a mulher dificilmente chega ao orgasmo.

Ao contrário, se o movimento depois da penetração for mais lento e circular, de forma a tocar toda a parede do canal vaginal e pressionar o ponto G, a mulher atingirá o orgasmo mais facilmente.

Sem dúvida, na relação a dois, a contribuição do homem é fundamental para o prazer da mulher. E isso é necessário porque nem a mais livre e sensual das mulheres terá orgasmo algum se não receber o estímulo apropriado.

Sexo é um aprendizado

- As mulheres não são inerentemente menos orgásticas do que os homens. Na verdade, elas são fisicamente capazes de ter múltiplos orgasmos, e a maioria das mulheres que se masturba sempre alcança o orgasmo.

A prova é que mulheres - segundo pesquisa feita pelas autoras do livro Eu também quero Márcia e Lisa Douglass - que praticam sexo com uma parceira do sexo feminino gozam 83 por cento das vezes. Isso deixa claro que o problema de ausência de orgasmo não é das mulheres e sim da maneira como homens e mulheres praticam o sexo.

O sexo é um aprendizado. Natural e espontâneo é, sem dúvida, para a procriação, mas não para o prazer. A antropóloga Margareth Mead, após estudar os hábitos sexuais das pessoas comuns em dezenas de sociedades, concluiu que a capacidade para o orgasmo é uma resposta aprendida, que uma determinada cultura pode ou não ajudar as mulheres a desenvolver.

Sexo é formação e informação

Somos seres geneticamente sexuados, como designer aprendi que toda a forma tem uma função, só pra relaxar... rs Se o prazer existe, se ter orgasmo ainda que não faça parte da educação faz parte da constituição, resta-nos aprender a usar, a curtir e a gozar. Se você vê o assunto como um problema, se parece complexo, deve buscar profissionais que te oriente a buscar a melhor solução, ela existe, depois temos que aceitar o conselho de uma “expert” no assunto:

Relaxe e Goze!

Leia Aprenda a gozar

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Neide Mendes
Enviado por Neide Mendes em 22/12/2008
Reeditado em 22/12/2008
Código do texto: T1348828

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