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JESUS APONTA O TRAIDOR
(EVANGELHO DO DIA 11.04.06 )



Jo 13,21-33.36-38

Depois de dizer isso, Jesus ficou muito aflito e declarou abertamente aos discípulos:
- Eu afirmo a vocês que isto é verdade: um de vocês vai me trair.
Então eles olharam uns para os outros, sem saber de quem ele estava falando. Ao lado de Jesus estava sentado um deles, a quem Jesus amava. Simão Pedro fez um sinal para ele e disse:
- Pergunte de quem o Mestre está falando.
Então aquele discípulo chegou mais perto de Jesus e perguntou:
- Senhor, quem é ele?
- É aquele a quem vou dar um pedaço de pão passado no molho!
- respondeu Jesus.
Em seguida pegou um pedaço de pão, passou no molho e deu a Judas, filho de Simão Iscariotes. E assim que Judas recebeu o pão, Satanás entrou nele. Então Jesus disse a Judas:
- O que você vai fazer faça logo!
Nenhum dos que estavam à mesa entendeu por que Jesus disse isso. Como era Judas que tomava conta da bolsa do dinheiro, alguns pensaram que Jesus tinha mandado que ele comprasse alguma coisa para a festa ou desse alguma ajuda aos pobres.
Judas recebeu o pão e saiu logo. E era noite.
O novo mandamento
Quando Judas saiu, Jesus disse:
- Agora a natureza divina do Filho do Homem é revelada, e por meio dele é revelada também a natureza gloriosa de Deus. E, se por meio dele a natureza gloriosa de Deus for revelada, então Deus revelará em si mesmo a natureza divina do Filho do Homem. E Deus fará isso agora mesmo. Meus filhos, não vou ficar com vocês por muito tempo. Vocês vão me procurar, mas eu digo agora o que já disse aos líderes judeus: vocês não podem ir para onde eu vou.
Simão Pedro perguntou a Jesus:
- Senhor, para onde é que o senhor vai?
Jesus respondeu:
- Você não pode ir agora para onde eu vou. Um dia você poderá me seguir!
Pedro tornou a perguntar:
- Senhor, por que eu não posso segui-lo agora? Eu estou pronto para morrer pelo senhor!
- Está mesmo?
- perguntou Jesus.
- Pois eu afirmo a você que isto é verdade: antes que o galo cante, você dirá três vezes que não me conhece.

Reflexão

“Faça logo o que você tem de fazer”. Essas palavras devem ter soado nos ouvidos e no coração de Judas quase como uma obrigação, e ele saiu correndo, como se tivesse medo e vergonha da própria sombra, porque teve consciência, naquele momento, de que o Mestre sabia de seus planos e de sua traição. E entanto, não voltou atrás. É pena! Muita gente quis ver nesse fato, uma espécie de predeterminação, como se Judas tivesse sido escolhido por Deus para ser o protagonista de um ato infame, mas necessário.

Na realidade não era necessário; Jesus podia ter sido descoberto e preso de outro modo. Se Judas, apesar de ser discípulo de Jesus, de ouvir todos os dias seus ensinamentos, chegou a esse ato de traição, é porque tinha tendências e personalidade de traidor, tendências que nascem da ambição, inveja, egoísmo, falsidade, e falta de amor. O mais triste é que se tratava de uma pessoa íntima, porque, como disse o evangelista, ele comia no mesmo prato do mestre. O modo de comer nosso difere do modo de comer dos judeus.

Era do costume deles colocar no centro da mesa bandejas com comida, das quais cada um ia se servindo, e em geral com os dedos, com a mão; costume que vigora ainda entre muitos povos. Judas pertencia aos amigos íntimos de Jesus. E isso é o que causa mais estranheza e tristeza. Que essas considerações sirvam de alerta para nós, que pensamos estar livres de traição só pelo fato de sermos pessoas de igreja e de comunhão freqüente. Onde não existe amor verdadeiro tudo é possível.

ORAÇÃO

Deus, meu Pai,
o nome Judas
Era comum entre o povo judeu;
Tanto que
Entre os 12 amigos íntimos de Jesus
Dois tinham esse nome.
Mas por causa do Iscariotes
Passou a simbolizar “traição”,
Porque, sem dúvida,
Foi o maior traidor,
Uma vez que traiu
A pessoa mais honesta
E santa que existiu,
E que não merecia ser traída.
Na espiritualidade da Igreja,
Nossos pecados são enquadrados
Nessa linha de traição,
Porque não sabemos ver
A bondade de um Deus
Que nos prodigaliza
bênçãos e mais bênçãos,
Enquanto nós retribuímos
Com pecados e mais pecados.
Assim pensando
não me resta que pedir
perdão, Senhor!
Amém.

florzinha
Enviado por florzinha em 11/04/2006
Reeditado em 26/03/2013
Código do texto: T137175
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre a autora
florzinha
João Pessoa - Paraíba - Brasil, 64 anos
4138 textos (1194696 leituras)
5 e-livros (3402 leituras)
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florzinha