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CRÍTICAS E SUGESTÕES PARA O FUTEBOL

      Não concordo com a forma com que o futebol brasileiro está sendo conduzido atualmente, no que se refere às normas e tabelas.
      É simplesmente patético e aberrante!
      Não gosto de campeonatos definidos pelo critério dos pontos corridos.
      É essencial que qualquer competição tenha uma final, em que os dois melhores times se enfrentem, em jogos de ida e volta.
      Ou seja, o comumente denominado "mata-mata" é a melhor forma para se definir um campeão. Os Estados Unidos, por exemplo, só definem seus torneios e campeonatos, em todas as modalidades de esporte (futebol, basquete, handebol, voleibol, beisebol, etc) depois de vários "mata-mata". E eles têm razão!
      O "mata-mata" é mais emocionante! E tão justo quanto os pontos corridos!
      Pontos corridos devem servir somente para separar criança de gente grande, como costumo dizer. Ou seja, para separar os times fracos dos fortes. Os times fracos devem ficar pelo caminho; os fortes seguem para os "mata-mata".
      Não gosto também da opção de que gol marcado fora de casa vale como critério de desempate, atualmente utilizado na Copa do Brasil e (pasmem!) em alguns campeonatos estaduais.
      Um negócio absolutamente injusto e sem nexo!
      Afinal, é do conhecimento de todos que 80% dos gols que são marcados no futebol de campo são originados de lances fortuitos, ou seja, da pura sorte e erros do adversário, e não fruto dos treinamentos e/ou do mérito da equipe atacante.

      Faça um teste, leitor.
      Acompanhe atentamente o campeonato brasileiro de 2006 e fique ligado na forma como os gols são marcados. Verás que tenho razão.
      Quantas vezes você não ouviu falar em: frango de goleiro, o goleiro aceitou, o zagueiro falhou, a zaga falhou, o atacante pegou na veia, a bola entrou chorando, essa até eu faria, pênalti duvidoso, pênalti que não houve, gol em impedimento, gol de mão, gol olímpico, etc? O que são essas frases senão gols de pura sorte?
      O futebol de campo é, essencialmente, um jogo de azar, como o baralho. É por isso que um time de menor expressão consegue vencer um outro mais forte. E a fórmula é única: basta colocar seis, sete ou até oito jogadores na retranca, rezar para não levar gols e tentar fazer um na sorte. Quando isso acontece, eis a zebra na área.
      Em incontáveis oportunidades, nos diversos torneios espalhados pelo mundo, não é o melhor time que vence, que sagra-se campeão, e sim, o que tem mais sorte. Um ótimo exemplo foi o Uruguai, campeão da Copa do Mundo de 1950, ao vencer o Brasil por 2x1, num  Maracanã lotado, com mais de duzentas mil pessoas. Aquela vitória do Uruguai (grande tragédia para o futebol brasileiro) foi fruto da sorte e nada mais que isso. Afinal, eles eram tecnicamente inferiores ao nosso selecionado, na época.
      Sorte para eles, azar para o Brasil. Coisas que só o futebol permite.
      No ano passado (2005), só para citar outro exemplo,  o campeão brasileiro foi o time que teve mais sorte, o Corinthians. Mesmo por pontos corridos, a sorte decidiu um título. Quer dizer, no campo, o melhor time foi o Internacional, mas quem ficou com o título foi o que contou com a sorte. O Corinthians, claro, se beneficiou do fato de que dez jogos foram erradamente anulados, por causa do juiz-ladrão, o Edilson. Sorte mesmo.
      Outro ponto importante, que condena esse tal de gol marcado fora de casa: para dar maior ênfase à minha afirmação, analisemos os clássicos, como: Vasco x Flamengo, Palmeiras x Corinthians, Atlético x Cruzeiro, dentre outros. Qual a justificativa que se dá para termos gol marcado fora de casa como critério de desempate para jogos em campos neutros? Para jogos no Maracanã, Morumbi e Mineirão?
      Absolutamente nenhuma!
      Portanto, não se pode considerar gols marcados fora de casa como critério de desempate. É burrice de dirigentes e organizadores!
      Como conseqüência, temos times como Criciúma, Juventude, Paulista e Santo André, dentre outros, como campeões da Copa do Brasil.
      Se o critério fosse outro, mais justo, analisando-se as campanhas dos times acima citados, nenhum deles chegaria, sequer, a uma final de Copa do Brasil.
      Pesquisem na Internet e verificarão isso.
      Não quero desmerecer o Criciúma, Juventude, Paulista e Santo André, mas nós sabemos que são times pequenos e que a probabilidade que possuem de conquistar um título em nível nacional é mínima, quase ínfima. Foram, obviamente, beneficiados por um regulamento esdrúxulo. Ou, para apaziguar os torcedores de tais times, souberam tirar proveito da coisa, além de contarem com a sorte.
      Depois, sem a ajuda dos gols marcados fora, jamais conquistaram outro título importante, em nível nacional.

      Por falar em Copa do Brasil, trata-se de um torneio ridículo e sem o menor fundamento.
      Se eu fosse presidente da CBF, não teríamos Copa do Brasil.
      Eles criaram esse torneio na ânsia de imitar os europeus e para ganhar dinheiro fácil.
      Tanto é que eles mudaram as regras. Na primeira Copa do Brasil, por exemplo, só participaram os campeões e vices dos estaduais. Sabia disso, leitor?
      Hoje, há os times convidados. Times que nada fizeram, em campo, para merecerem participar do torneio. Exemplo? O Flamengo. Sou flamenguista, mas estou ciente de que o Mengão só entra na Copa do Brasil como convidado da CBF, por ser um time de massa, e não por méritos em campo.
      Os cartolas do futebol zombam da inteligência dos torcedores!
      Eles dizem que a Copa do Brasil é charmosa e que dá chance aos times pequenos de conquistarem um título e terem vaga na Libertadores.
      Um troço ilógico e irracional!!!
      Na primeira e segunda fase da Copa do Brasil, para quem não sabe, há uma regra absurda! Caso o time visitante vença o da casa com uma diferença de dois ou mais gols, não haverá o jogo de volta. Pura aberração! Acredite se quiser.
      É assim que eles dão chance aos times pequenos? Arg!
      Além disso, um time pequeno conquista a Copa do Brasil pra quê?
      Vejam um caso recente: provavelmente o Paulista nem vai passar da primeira fase, na Taça Libertadores de 2006. E olhe que ele foi o último campeão da Copa do Brasil, hein?
      Conquistou a vaga na sorte e está pagando mico na Libertadores...
      É pra rir, meu, com certeza.
      Na minha opinião, time pequeno só joga com time grande ou médio, valendo três pontos, se conquistar esse direito em campo. Esse negócio de dar chance é pura frescura de dirigente que quer lucrar, sugando os mais fracos.
      Outra coisa: nunca se inicia qualquer torneio de futebol com "mata-mata". É errado se fazer isso. Sempre se deve iniciá-lo com pontos corridos e terminar no "mata-mata". Sempre. É a lógica. É mais justo. Isso é outro furo dos cartolas brasileiros.

      Essa tal de Copa do Brasil deveria era ser extinta, meu.
      Sumir do mapa! Escafeder-se! E já iria tarde!


      Mudando de assunto, você acompanhou o campeonato Paulista de 2006?
      Já pensou, um campeonato definido em pontos corridos com jogos só de ida? Existe algo mais tétrico e sobrenatural do que isso? Claro que o campeão só poderia ser o Santos, um dos piores times a conquistar um título importante como o paulista. Contou com a sorte e soube tirar proveito de um regulamento anômalo e grotesco.
      Pontos corridos têm que ser definidos em jogos de ida e volta. Essa é uma regra simples, leitor, que os cartolas paulistas ignoraram. Como puderam fazer isso?!? São um bando de cabeças de bagre, ávidos por grana!
      Pontos corridos só serão definidos em jogo de ida caso o torneio ocorra em um único local. Exemplo disso é a primeira fase da Copa do Mundo de 2006. Ali teremos o caso típico de pontos corridos definidos em jogos só de ida, sim, porém realizados num mesmo local; no caso específico, na Alemanha.
      Simples, lógico e rasteiro.
      Na Copa do Mundo pode, sem problemas. No campeonato paulista não dá, né?
      Qualquer criança sabe disso.

      A tabela do campeonato do Rio de Janeiro, por exemplo, é uma das mais sinistras e nauseabundas do futebol brasileiro. Os caras que organizaram o campeonato do Rio devem ser loucos e/ou incompetentes, sem a menor noção do que seja tabela de jogo.
      O futebol dos quatro grandes do Rio já está um lixo, imagine participando de um campeonato cuja tabela não tem o menor nexo. Quer dizer, eles continuam insistindo em fazer as tais de Taça Guanabara e Taça Rio, algo que deveria ser extinto há séculos! Parece que eles ainda estão vivendo no tempo do Ronca, em que lamparina dava choque.
      Horrível!

      No gauchão, outra loucura! Utilizaram o tal de gol marcado fora de casa, numa final, e prejudicaram o Internacional, o time de melhor campanha.

      No Mineiro, outra tabela ridícula. Os times jogaram entre si, na primeira fase, em jogos de ida, e os quatro primeiros se classificaram para as semifinal. O primeiro colocado pegou o quarto e o segundo colocado pegou o terceiro.
      Sem comentários. Arg!
      Já fizeram isso no brasileirão e, como vimos, resultou numa coisa horripilante!

      E nem vou citar os campeonatos paranaense, catarinense, baiano, pernambucano, etc. É uma tabela pior do que outra. A bisonhice se espalha por todo o país.

      Os dirigentes alegam que organizaram tais campeonatos desse jeito doidão por causa do calendário, que é apertado.
      Pura desculpa! O prazo é suficiente para se organizar uma tabela melhor e mais justa. Basta raciocinar. Usar a massa cinzenta, compadre.
      O problema é que eles só visam o lucro. Têm os olhos grandes, cobiça, ambição, deixando a lucidez e a coerência em segundo plano.
      Vou dizer qual foi a maior falha nas tabelas de todos os campeonatos estaduais. É simples. Todos os jogos têm que ser definidos em ida e volta. Qualquer tabela que tenha jogos só de ida, em qualquer das fases, não será justa. Seja por pontos corridos, seja no "mata-mata", nenhum jogo pode ser realizado numa única partida, leitor.
      No Campeonato do Rio, Vasco x Flamengo, Flu x Botafogo, etc, só jogaram uma vez.
      No paulista, Santos x São Paulo, Palmeiras x Corinthians, etc, só jogaram uma vez.
      E assim aconteceu com a maioria dos demais campeonatos.
      Lamentável!
      Espero que os dirigentes, para o ano de 2007, elaborem seus campeonatos estaduais de modo mais coerente, colocando jogos de ida e volta em todas as fases.
      Vou acender uma vela preta, se isso ocorrer. Eh, eh, eh!


      Bem, irei citar agora o brasileirão.
      Para o campeonato brasileiro, vou dar minha sugestão de como seria o campeonato ideal.
      É o seguinte:
      Uma vez extinta a patética Copa do Brasil (e vou torcer para que isso aconteça, no futuro), o campeonato brasileiro deverá modificar a quantidade de times participantes.
      Na série A (primeira divisão), teríamos trinta e dois times. Isso mesmo. E não os vinte atuais, o que, na minha opinião, é pouco.
      Na série B (segunda divisão) mais trinta e dois times.
      E na série C (terceira divisão) sessenta e quatro times.
      Ou seja, teríamos um supercampeonato, iniciando em abril, com cento e vinte oito times! Um show de futebol no Brasil! Algo maravilhoso e emocionante!
       E cada time no seu devido lugar. Os fortes na série A; os médios na série B; e os fracos na C. Não tem essa mistura esquisita que existe na famigerada Copa do Brasil.
       O fraco quer ser forte? Que conquiste em campo essa condição, subindo de uma série para outra.


      Vamos às tabelas.
      As tabelas das séries A e B do brasileirão seriam iguais e assim definidas:
      Na primeira fase, haveria quatro grupos com oito times em cada. Os times jogariam entre si, dentro dos respectivos grupos, em jogos de ida e volta.
      Os dois melhores colocados, de cada grupo, se classificariam para os "mata-mata" (quartas-de-final), num total de oito times. Os dois piores colocados se classificariam para os "mata-mata" (torneio da morte), num total de oito times.
      Os melhores para as quartas-de-final; os piores para o torneio da morte. Os demais times iriam descansar e/ou ver os jogos pela TV.

      Haveria, a partir daí, uma inovação no regulamento.
      Atualmente, quando se faz uma competição dividida em grupos, os organizadores, para a segunda fase, sempre definem os grupos da seguinte forma:
         - Grupo A: 1o do Grupo 1 (da primeira fase) x 2o do Grupo 3 (da primeira fase) e assim por diante.
      Eu não faria assim, pois não concordo com esse critério.
      Para as quartas-de-final do brasileirão, na minha ótica, os quatro grupos seriam assim definidos:
         - O time com melhor campanha na primeira fase, independentemente do grupo em que jogou, enfrentaria o time com oitava melhor campanha; o time com a segunda melhor campanha enfrentaria o time com sétima melhor campanha; e assim sucessivamente.
      Já é feito algo parecido com a Taça Libertadores de 2006 (e também com a de 2005). Infelizmente eles só fazem isso para definir as oitavas-de-final e param por aí.
      Uma pena...
      Nas quartas-de-final do brasileirão, os times com as melhores campanhas jogariam por dois empates ou dois resultados iguais.
      Os vencedores se classificariam para as semifinais.

      No brasileirão por mim organizado, haveria uma diferença: os pontos obtidos nos "mata-mata" são somados aos obtidos na primeira fase.
      Até hoje não sei porque ninguém faz isso, nos diversos campeonatos que têm "mata-mata", espalhados pelo mundo. Nunca foi feito, por incrível que pareça! Em vez disso, eles, erradamente, zeram os pontos de todos os times, antes dos "mata-mata", dando a impressão de que tais times estão iniciando outra competição. Cruel! Arg!

      Vejam o péssimo exemplo da Copa dos Campeões, na Europa, da Taça Libertadores, aqui na América, e até (pasmem!) da Copa do Mundo.
      A primeira fase desses torneios é definida por pontos corridos. Tudo bem. No entanto, a partir da segunda fase (dos "mata-mata"), eles simplesmente zeram os pontos dos times! Horrível!
      Nivelam os times bons e ruins, como se ninguém tivesse ainda efetuado nenhum jogo!
      Ou seja, caso um time ruim consiga, na sorte, dois empates com o time bom, ele teria a chance de se classificar na prorrogação ou na decisão por pênaltis.
      E é do conhecimento de todos que decisão por pênaltis é pura loteria. Quem afirmar o contrário está errado!
      Pênalti é loteria, compadre! Nem precisa manjar de futebol para saber disso.
      Um regulamento estapafúrdio! Não entendo porque fazem assim.
      E isso há muito tempo.

      Em 2004, como conseqüência desse regulamento, o Once Caldas, time pequeno e medíocre, conquistou a Libertadores na sorte, vencendo vários jogos na decisão por pênaltis. Bastou se retrancar (o que é uma tática nojenta e feia, muito praticada hoje em dia por times de menor expressão) e não tomar gols.
      E, aos trancos e barrancos, ele foi levando, levando, e, pimba!, sagrou-se campeão.
      Time ruim, que soube se aproveitar da falha desse regulamento mucureba.
      Se fosse utilizado o critério de que o melhor time jogasse por dois empates ou dois resultados iguais, o Once Caldas não chegaria sequer na semifinal.

      O mais lógico (e justo!) seria o time de melhor campanha jogar por dois empates ou dois resultados iguais. Simples.

      Na Copa do Mundo, tem que se acabar com esse lance de que, para as oitavas-de-final, o 1o do grupo A (da primeira fase) enfrenta o 2o do grupo B, o 1o do grupo E pega o 2o do grupo F, etc. Desse jeito não fica 100% justo.
      O certo seria, para as oitavas-de-final, que:
        - Grupo I: a seleção de melhor campanha, na primeira fase, independentemente do grupo em que jogou, enfrentar a que obtiver a 16a melhor campanha;
        - Grupo J: a seleção com a segunda melhor campanha, na primeira fase, independentemente do grupo em que jogou, enfrentar a que obtiver a 15a melhor campanha...
      ... e assim sucessivamente.
      Entendeu, leitor?
      A seleção com a melhor campanha jogaria pelo empate. Não haveria a ignóbil prorrogação e muito menos a loteria da decisão por pênaltis.
      Pênalti, leitor, foi feito para ser cobrado durante o jogo, após uma falta na área, e não como critério de desempate, valendo título.
      Quando os cartolas perceberão isso?
      Nenhum título de futebol, no mundo, deveria ser definido nos pênaltis. É errado!!! E, como você notou, tem como se evitar esse tipo de loucura.

      Continuando, para as quartas-de-final da Copa do Mundo, a definição dos grupos seria idêntica à da fase anterior, ou seja, a seleção que obtiver a melhor campanha (somados os pontos da primeira fase com os das oitavas-de-final) enfrentaria a que obtiver a oitava melhor campanha e assim sucessivamente.
      Idem para a semifinal e final.
      Em todas as fases (incluindo a final), a seleção de melhor campanha sempre jogará pelo empate. É mais justo.
      Vou torcer para que um dia os figurões da FIFA tenham uma luz inspiradora e modifiquem as regras das Copas, pois as que estão em vigor são pífias e patéticas.
      Lembra do jogo Brasil x Itália, na final da Copa de 2004? Se valesse o critério da campanha, o Brasil já seria campeão, após os 90 minutos, com o 0x0, por ter tido a melhor campanha. Não haveria a prorrogação e nem as terríveis cobranças de pênaltis.

      Na Copa dos Campeões o negócio fica pior: quando terminam as oitavas-de-final sabe o que eles fazem para definir os grupos das quartas-de-final? Um sorteio.
      Juro. Sorteio, numa confederação de primeiro mundo!
      Eles sorteiam os times que irão se enfrentar na fase seguinte, formando grupos incoerentes. O sorteio é tão lixeira que faz com que dois times fracos se enfrentem num grupo e dois fortes em outro.
      Vejam na TV e confirmarão o que estou dizendo.
      Ignoram completamente as campanhas dos times. Uma coisa grotesca! Esses dirigentes europeus também são enrolados, pode crer.

      Bem, voltemos ao campeonato brasileiro.
      Para as semifinais, os dois grupos seriam assim definidos:
         - Grupo K: O time com a melhor campanha na primeira fase e nas quartas-de-final (somados os pontos que obteve nas duas fases), enfrentaria o time com quarta melhor campanha; e
         - Grupo W: o time com a segunda melhor campanha enfrentaria o time com terceira melhor campanha.
      Os vencedores, claro, fazem a grande final.
      Na final, assim como em todas as fases do "mata-mata", obviamente, o time de melhor campanha joga por dois empates ou dois resultados iguais.
      Os cinco primeiros colocados se classificam para a Taça Libertadores.

      E o torneio da morte? Esse terá por finalidade definir os quatro times que serão rebaixados.
      Quer dizer, os times não caem direto, como é feito hoje. Eles irão disputar um "mata-mata". antes. Afinal, se tem "mata-mata" para definir o campeão, por que não haveria "mata-mata" para o rebaixamento?
      É o mais lógico.
      O torneio da morte seria assim definido:
         - O time de pior campanha enfrenta o que teve a oitava pior campanha; o que obteve a segunda pior campanha enfrenta o que teve a sétima pior campanha; e assim sucessivamente.
      Jogos de ida e volta.
      O time com a campanha menos pior, digamos assim, jogaria por dois empates ou dois resultados iguais. Quem perder, cairá para a série B ou série C, conforme a competição que estiver disputando.
      Traduzindo, os quatro piores times da série A cairiam para a serie B, utilizando esse critério, assim com os quatro piores times da série B também cairiam para a série C.
      Em contrapartida, os quatros primeiros colocados da série B sobem para a série A.

      Vamos para a terceira divisão, a dos times fracos.
      Para o brasileiro da série C, na primeira fase haveria oito grupos com oito times em cada. Os times jogariam entre si, dentro dos respectivos grupos, em jogos e ida e volta.
      Os dois primeiros colocados iriam para os "mata-mata".
      A partir daí, as regras seriam idênticas às das séries A e B.
      Os quatros primeiros colocados subiriam para a série B.
      Os dois últimos colocados, de cada grupo, num total de dezesseis times, participariam do torneio da morte ("mata-mata") e os oito perdedores sairiam da competição, dando lugar a novos times. Os oito times novos, a entrar na série C, seriam os que mais se destacassem nos campeonatos estaduais.
      Pronto.

      Com esse regulamento, teríamos os pontos corridos, nas primeiras fases, com jogos de ida e volta, e, principalmente, com os "mata-mata", logo em seguida, que são emocionantes!
      "Mata-mata" (coisa sensacional!) com os pontos somados e devidamente computados.
      Um dia será desse jeito, caso os cartolas acordem para a realidade.
      Tomara que eles caiam na real!!!

      Irei agora, abordar outros assuntos, ligados ao futebol:

      Para os cartões amarelos, o critério utilizado no brasileirão é ótimo. Que continue assim.

      Com relação aos árbitros, acho que eles cometem os mesmos erros de vinte, trinta anos atrás. A diferença é o número excessivo (porém importante) de câmeras utilizadas atualmente durante uma partida de futebol, sem contar o tira-teimas e outros recursos tecnológicos.
      Bom para o espetáculo, ruim para os árbitros.
      Apitar um jogo de futebol é um negócio tão complexo que até os comentaristas, sentados confortavelmente nos camarotes dos estádios, têm dificuldade em dizer se uma jogada foi legal ou não. Eles querem criticar os árbitros, mas precisam ver o lance mil vezes, pela TV, para chegarem a uma conclusão.
      Então, como condenar um árbitro por um erro? Não dá, né? É  covardia.
      Dou nota oito para a arbitragem brasileira, pois a considero uma das melhores do mundo, com certeza.
      Parabéns, árbitros brasileiros. Vocês são ótimos!

      Mudança nas regras do futebol?
      Bem, eu sugeriria o seguinte:
      1) Árbitro titular, árbitro reserva e os dois assistentes munidos de transmissores, como foi feito no campeonato paulista de 2006. Excelente idéia.
      2) Árbitro reserva com um aparelho de TV por perto, para tirar as dúvidas do jogo.
      3) Utilização do spray para demarcar o local da cobrança das faltas e do posicionamento da barreira, como é feito hoje no Brasil.
      4) Lateral podendo ser cobrando com os pés ou com as mãos.
      5) Fim da pequena área. Todo campo de futebol só teria a demarcação, no gramado, da grande área. A pequena área é coisa inútil, pois só serve para enfeitar.
      6) Caso uma equipe cometa sete faltas num jogo, seja por um ou mais jogadores, seria penalizada com uma cobrança de falta, em favor do time adversário. Falta esta cobrada a um metro da grande área, em local a ser escolhido pelo árbitro, com direito a barreira. Se o time fizer mais sete faltas, teria nova falta contra. E assim sucessivamente, durante o jogo todo. Isso para ambas as equipes.
      7) Utilização do cartão azul, que deixaria o jogador fora da partida por treze minutos corridos, como é feito em alguns esportes. Um segundo cartão azul, na mesma partida, provocaria o vermelho, nos mesmos moldes do amarelo. Ou seja, o árbitro poderia optar, dependendo da interpretação que der ao lace, em dar ao infrator o cartão amarelo, azul ou vermelho.
      8) Seriam permitidas quatro substituições de jogadores de linha (e não três, como é atualmente) e mais a do goleiro.
      9) Bola com ships, para lances duvidosos na linha do gol. Dessa forma, o árbitro saberá, por meio eletrônico, de a bola passou ou não da linha do gol. Será utilizada na Copa do Mundo de 2006. Espero que dê certo. Ótima idéia.
      10) Carrinho por trás, expulsão de imediato. Excelente medida disciplinar.
      11) Exclusão do impedimento. Essa regra é o maior ponto de discórdia em quase todos os jogos. A FIFA bem poderia fazer uma experiência, organizando jogos em que não haja impedimento. Acredito que seria a maior revolução no futebol mundial de todos os tempos. Já pensou? Futebol sem impedimento? Seria fantástico, sensacional e emocionante!!! Táticas, formas de jogar, posicionamentos de jogadores, etc, teriam que ser reformulados, para uma rápida adaptação. Seria a principal e mais espetacular mudança nesse que é o mais popular esporte praticado no Planeta Terra.


      É isso aí.

      E a Copa do Mundo?
      Essa deveria ser realizada de três em três anos, assim como as Olimpíadas. Quatro anos é tempo demais para competições dessa magnitude, compadre.
      Quebra meu galho, meu.
      É esperar demais, tchê. Ai, ai. Eh, eh, eh!


      E, para finalizar, o Mundial de Clubes, no Japão, deveria contar com a participação dos campeões e vices das confederações e não só os campeões, como é feito atualmente.
      A lógica é simples.
      Para a Taça Libertadores, cinco times brasileiros têm vaga garantida; assim como cinco times argentinos, etc.
      Para a Copa dos Campões, quatro times do campeonato espanhol e quatro do italiano têm vaga garantida. Sem contar os demais campeonatos europeus.
      Em outro nível, trinta e duas seleções disputam o título de campeão mundial de futebol, mesmo sabendo que a maioria vai apenas passear na Alemanha.
      Então, por que só os campeões das confederações é que disputam o Mundial de Clubes?
      Não dá, né? Não tem lógica.
      Os dirigentes devem repensar essa medida.
      O Mundial de Clubes, no ano passado, por exemplo, deveria ter os campeões e vices da Taça Libertadores, Copa dos Campeões, da CONCACAF, Oceania, Ásia e África. Doze times, compadre, disputando o título.
      Seria mais interessante, tchê.


      Bem, leitor, já meti pau nos cartolas e nos diversos campeonatos, dei meus palpites e é hora de tirar meu time de campo.
      Sou flamenguista e espero não sofrer muito, este ano. Eh, eh, eh!
     E você, leitor, concorda com tudo o que aqui escrevi ou não?
      O que acha?
      Um abraço a todos!

Artigo concluído no dia 14 de abril de 2006 (sexta-feira).


                          Fuuuiiiiiii!
Joderyma Torres
Enviado por Joderyma Torres em 14/04/2006
Reeditado em 20/04/2006
Código do texto: T139138
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre o autor
Joderyma Torres
Florianópolis - Santa Catarina - Brasil, 51 anos
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Joderyma Torres