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Qualidade de vida: Uma questão a se pensar





Muito se ouve falar sobre o tema, porém acredito que pouco se absorve do sentido mais profundo deste atributo.
Caso não nos dediquemos a perceber bem suas implicações, correremos o risco de nos perder nas cercanias da superficialidade, e nada de concreto extrairemos para nossa vida cotidiana, o que me parece ser o bojo de todo o significado desta expressão.
 Os valores que vamos aceitando em nossa vida, vão determinando quais os nossos objetivos, o que nos fará feliz, e quais as conquistas que nos levarão ao sentido de realização. Em última análise, o fundo cultural, que compõe toda a rede de idéias e critérios pelos quais iremos pautar nossas escolhas, é de considerável importância, para que possamos compreender o que vem a ser qualidade de vida para nós. E o mais interessante neste fato é que isso se dá independente de nos darmos conta dele, ou seja, vamos processando nossas escolhas consciente ou inconscientemente. A ação das crenças, idéias, valores, e toda sorte de condicionamento que nossa mente abriga, é, pois, imponderável.
Quais os caminhos que desejamos percorre? Em que lugar pretendemos chegar? Talvez devêssemos começar nossas reflexões por aqui.
Somos nós que determinamos o caminho que iremos trilhar. Apenas nós podemos estabelecer o que vem a ser a qualidade de vida por nós desejada.
Quando perambulamos nesta direção, penso que estamos abrindo um espaço precioso para que entre um facho de Luz em nossa consciência e que, sem dúvida nenhuma, iluminará um trecho razoável dela, proporcionando a compreensão de tantos pontos obscuros que, até então, nos escapava.
Buscarmos conhecer nossas mais profundas ambições, os sentimentos adormecidos e até esquecidos em algum canto empoeirado de nosso coração, é permitir que a possibilidade de uma alteração em nossa consciência se concretize, e opere, quem sabe, verdadeira revolução em nosso interior.
Pode ser este um bom caminho para irmos de encontro ao nosso verdadeiro destino, e nele desfrutarmos a qualidade de vida, como uma condição natural e desejada para todo ser humano, independente do traje com que possamos adorná-la.
Qualidade de vida talvez possa ser definida como o ponto de equilíbrio, onde há uma certa harmonia entre as necessidades físicas, materiais, afetivas e intelectuais.
E, quando penso no assunto, acabo por concluir, que já que o homem nasceu para ser feliz, qualidade de vida deve ser o estado de felicidade experimentado pelo ser humano, enquanto percorre sua jornada.

 Compreender em alguma medida a dinâmica da organização social é importante para que possamos fazer escolhas e tomarmos decisões em nossa vida. Sem o mínimo de informação é certo que nos perderemos e cometeremos enganos, nos afastando do lugar que desejamos chegar.
O cenário social é onde se desenrola nossa história e o enredo desta é composto através de cada conseqüência que advém de nossas escolhas.
Hoje há uma considerável facilidade para que possamos estar cientes dos movimentos sutis da sociedade. Como esta “dama” caprichosa se comporta em meio aos desmandos do tempo, aos caprichos do destino e a falta de maturidade da humanidade.
Dedicarmos tempo e atenção a estes movimentos é nos apropriarmos do comando de nossa existência, mesmo que este comando seja relativo, parcial e intermitente. Mas sem duvida alguma, eficiente no tocante à nossa evolução.
Se observarmos atentamente, reconheceremos uma nova configuração social nos acenando, numa sábia acomodação aos novos rumos, aos novos tempos e as novas necessidades que este novo mundo nos sugere.
Estar atento a tudo isso é estar inserido de maneira inocente e ousada, consciente e sonhadora, dentro da “globalização”, considerando-a muito mais que uma ação externa de países e de homens, mas como um fato evolutivo de proporções gigantescas e com enorme alcance, envolvendo todas as almas e corações, mentes e consciências, de tal sorte que ao fim do período de acomodação o mundo esteja totalmente mudado.
Nenhuma mudança duradoura e efetivamente saudável ocorre sem que antes se altere a maneira de pensar das pessoas.
Estamos vivendo um novo tempo, e o grande desafio que temos é criarmos um novo modelo social, justo, humano e harmonioso.
A violência é, antes de tudo, doença da alma e a expressão equivocada do sofrimento humano.
Organizarmos de modo sábio e consciente nossos valores, crenças, pensamentos e sentimentos fará de nós pessoas fortes.A consciência de que somos todos nós responsáveis pelo funcionamento da sociedade, nos torna mais participativos e eficientes em nossas ações.
Não mais esperando apenas receber, mas atuando na construção deste novo modelo, que deve ser a manifestação de nossos ideais.
Fácil? Não! Impossível? Também não!
Tudo nesta vida que vale a pena exige esforço, dedicação e profunda atenção.
Haverá assunto mais importante para refletirmos do que nossa própria felicidade?
Vale a pena nos conhecer e repensar nossa vida, nossa comunidade, nossa cidade, nosso país.
Se cada um fizer a sua parte, seremos uma nação diferente.
Diz um ditado popular: “Se cada qual lavar sua calçada, a cidade estará limpa...”.
Todos nós precisamos de um pouco de ousadia, um tanto de coragem e muita, mas muita fé na vida e em nós mesmos.
Assim, é preciso conhecer-se bem. Comecemos por descobrir nossos talentos que estão plantados dentro de nós e que apenas esperam a oportunidade de se expressar.
A potencialidade em si, nada faz. Mas quando é trabalhada, desenvolvida passa a ser o instrumental da realização.
E, a meu ver, será desta maneira que teremos a possibilidade de alcançarmos a tão desejada “qualidade de vida”.

Priscila de Loureiro Coelho
Consultora de Desenvolvimento de Pessoas


Priscila de Loureiro Coelho
Enviado por Priscila de Loureiro Coelho em 10/01/2005
Código do texto: T1394
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Sobre a autora
Priscila de Loureiro Coelho
Jacareí - São Paulo - Brasil, 65 anos
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Priscila de Loureiro Coelho