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El Cid

 Em tempos de mensalão, CPIs e corrupção no governo, seria interessante que nossos políticos pudessem rever o filme El Cid, produzido na década de 60, com Charlton Heston  e Sophia Loren.

            Eu era um menino de dez anos, aproximadamente, quando vi o filme. Foi marcante! Nas telas do Cine Central, em Mineiros do Tietê, ou do Cine São Paulo, em Dois Córregos – com em tantas cidades do Brasil e do mundo –, a produção fez sucesso em sua época.

            Há tempos persigo a vontade de revê-lo. Num fim de semana pude localizá-lo na locadora, em DVD. São três horas de exibição, mas é muito bom.

            O filme mostra a Espanha no ano 1.000 de nossa era. Um guerreiro nobre, de bom coração, lidera os grupos espanhóis e se torna um herói. As lições de nobreza, coragem, honestidade e desprendimento, em favor da causa nacional, todavia, fazem a essência da história.

            Parece-me bem indicado para nossos políticos, para resgate da cidadania, do respeito à coletividade, da honestidade e principalmente do patriotismo. Afinal, vemos e ouvimos o Hino Nacional apenas nos eventos esportivos; praticamente esquecido nas escolas; talvez fosse o caso de ouvirmos mais nosso extraordinário Hino!

            Parece um paradoxo falar num guerreiro nobre, de bom coração. Mas, assim como no futebol, é preciso garra, disposição, boa vontade, brio realmente, para vencer as batalhas de uma vinda honrada. Naqueles tempos, a única arma era mesmo a guerra, homem a homem.

            Hoje ninguém precisa matar ninguém. Felizmente outros são os tempos, mas que é preciso coragem para dizer Sim, Sim!, não, não!, ah! É preciso muita coragem. E Deus ajuda quem tem coragem... Mas, coragem nobre, não a coragem da covardia, da omissão...

            Os acordos de bastidores, os interesses escusos, o proveito pessoal, os desvios imorais e os prejuízos da causa coletiva bem dizem da ausência de decência e honestidade com as causas públicas.

            Quem sabe revendo o filme, tais sentimentos despertem...

            Briga-se tanto por posições, por poder, por acúmulos patrimoniais e interesses pessoais, em detrimento dos interesses coletivos, que o resultado que se vê aí está: corrupção e imoralidade na política! Que pena! Mal sabem as conseqüências pessoais que daí advirão. Se pensassem apenas um pouco mais, assim não agiriam. E isso não está só na política, mas até nos maus exemplos aos filhos, no comportamento em sociedade e que refletem-se diretamente na vida coletiva, em prejuízo de muitos.

            Essas ilusões mundanas são todas passageiras, fugazes mesmo. O que fica realmente são os laços de honradez e afeto que conseguirmos construir. Os exemplos ficam. Quem se lembra de vultos que mancharam a história? Todos nos lembramos daqueles que a dignificaram! Fica, pois, a sugestão para o bom filme.
Orson
Enviado por Orson em 17/04/2006
Código do texto: T140454
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Sobre o autor
Orson
Matão - São Paulo - Brasil, 56 anos
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