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Dá-lhe Populismo.

Alguém se lembra o que é o populismo? Uma breve pesquisa sobre a história do Brasil vai revelar que este termo foi inicialmente usado para definir a política adotada por Getúlio Vargas, que se orientava pela obtenção do favor popular através da medidas que agradavam, sobretudo, as classes com menor poder econômico.

Com estas medidas, Getúlio sustentava o poder e ao mesmo tempo tentava desenvolver a economia nacional, fortalecendo a camada empresarial urbana. Aos poucos, tal política mostrou-se totalmente inviável, principalmente num mundo pós 2ª Guerra Mundial.

Mas para que estou fazendo esta breve recordação histórica? O que pretendo, na verdade, é questionar: o atual governo nacional adota uma política populista?

A resposta é óbvia, basta ver as propagandas, os programas e os discursos do Governo para afirmar sem medo de erro: vivemos em um tempo de política populista.

Já perceberam que a economia brasileira está estagnada, que o país vai de mal a pior mas a popularidade do presidente Lula está em alta e ele encabeça as todas pesquisas de intenção de voto? O governo está uma droga, mas o presidente continua popular. Por que isso? Por que a massa dos brasileiros tem vendido sua alma (na verdade seu voto) em prol das misérias oferecidas pelas políticas populistas.

Os que nunca tiveram nada, continuam tendo nada, porém, pelo menos a cesta básica ou a bolsa escola, família, gás ou bolsa sei-lá-o-que sempre está garantida para todo o mês.
Os pobres continuam pobres, continuam sem integração social, sem oportunidade de trabalho e sem dignidade de vida. Um pai coloca a comida na mesa de seus filhos tirando-a de dentro de uma cesta básica que recebeu do governo. Um filho vê seus pais sustentando a família ainda que não tenham um trabalho.

Que exemplo é esse para a sociedade mais carente? Quem quer trabalhar enquanto este Estado paternalista lhe põe o pão, o arroz, a marmelada, o jabá e o feijão na mesa?

O Estado tornou-se um verdadeiro e estranho Hobin Hood, dizendo que tira dos que estão em melhor condição para dar para os pobres. De fato ele está realmente tirando de quem trabalha para, assim, poder sustentar com suas políticas populistas aqueles que não trabalham.

Já perceberam como está difícil pagar sua água, luz, telefone, supermercado todo mês e, além de tudo,  no fim do ano, quando é o momento de desfrutar dos frutos do suor do trabalho não ter dinheiro para nada? A elevada carga tributária do país tem destroçado a vida digna daqueles que realmente trabalham.

Não quero afirmar que as classes menos abastadas, as massas onde está o grande numero de votos, deve ser abandonada. O que penso é que há uma inversão de foco dos recursos públicos, pois o Governo gasta com a pobreza sem investir na geração de empregos.

A indústria, o comércio, a agricultura, a pecuária, etc., estão assoberbados com os exorbitantes impostos. Por que não diminuir essa carga tributária? Não sou economista e acho que não entendo patavina de economia mas, é uma questão de lógica: se o Estado gasta com os pobres simplesmente mantendo-lhes em sua miserabilidade e atendendo a políticas de solução imediatistas, nada vai mudar.

Seria diferente se o investimento fosse voltado à produção de empregos, com benefícios e políticas concretas. Gerando vagas no mercado de trabalho, diminuindo impostos, aquele miserável que realmente deseja trabalhar terá a sua tão sonhada oportunidade.

O trabalho dignifica o ser humano, mas essas políticas populistas só querem manter o cabresto na canga das massas. No início da história da república Brasileira, na época do coronelismo, o fazendeiro (coronel) obrigava e usava até mesmo de violência para que os eleitores de seu "curral eleitoral" votassem nos candidatos apoiados por ele.

Hoje, o cabresto permanece sob um novo manto e os novos coronéis ameaçam dizendo que se mudar o governo irão perder suas cestas e benefícios.

Não me iludo e sei que isso não é uma política adotada só pelo PT. Acho que essas práticas até podem ter sido inventadas por eles, mas os demais partidos caíram de boca sobre esse cocho de policagem banal, voltada apenas para obtenção massiva de votos.

Chega. Minha vontade era erguer uma bandeira em pró do Movimento dos Com Trabalho, que defende os interesses daqueles que lutam e suam todos os dias para terem a dignidade e recursos para manter sua família.

Um pais forte e produtivo tem mais condições de sustentar seus filhos do que um pai moribundo que só quer encher a boca e a barriga de seu povo às custas de outros que trabalham.

Basta...
Kzar
Enviado por Kzar em 19/04/2006
Reeditado em 28/10/2008
Código do texto: T141737

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Sobre o autor
Kzar
Mundo Novo - Mato Grosso do Sul - Brasil, 39 anos
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