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O que acontece agora*

O que acontece hoje, agora, não pertence ao momento do acontecimento. É consequência de um ontem, recente ou talvez muito distante; é o produto de fragmentos esparsos, agora completados, que se materializa e se torna visível, palpável e sensível. O momento presente é o resultado de muitos ontens, de muitos momentos do passado. É a colcha de retalhos que se completa cada dia e cada hora, com pedacinhos que lhe formos acrescentando.

Não estamos vivendo o que acabamos de executar. Não estamos colhendo o fruto que acabamos de semear, mas o fruto doce ou amargo da nossa semeadura do passado, que frutificou e pela qual somos responsáveis. São nossos esses frutos, e teremos de prová-los, queiramos ou não. Cenas inesperadas acontecem na nossa vida. Surpresas agradáveis ou dolorosas nos tomam de assalto, e nos espantamos com o inesperado, e não podemos entender porque alguém nos estende a mão amiga, nos estreita ao coração, oferece-nos uma amizade que julgamos não merecer, ajuda-nos plenamente em nossos anseios. Outras vezes, somos surpreendidos por ingratidões, injustiças, malquerenças, e mã compreendemos o porquê de tais reações, porque também achamos que não as merecemos. Eis aí o ontem se apresentando e trazendo o seu fruto, que teremos que colher. Os que estão afastados do conhecimento das leis de Deus, os que vivem apenas com os sentidos voltados para o mundo ilusório da matéria não compreendem esses contrastes da vida, esses paradoxos.

Acabamos de enxotar alguém, de ferir, de enganar, e eis que somos agraciados com recompensas agradáveis. Outras vezes, beneficiamos, amparamos, damos o melhor de nós, e somos seguidamente apedrejados, perseguidos. Que Deus é esse que permite tanta incoerência, tanta injustiça? Isto nada tem a ver com Deus. Trata-se apenas da colheita do fruto anteriormente semeado, por nós mesmos. Nada acontece em endereço errado.

Portanto, nós que já conhecemos essa verdade, tratemos de semear boas sementes, escolher o momento para sua semeadura. Não nos revoltemos, nem nos envaidecemos com a nossa colheita de agora, procurando, cada vez mais, selecionar as nossas sementes para uma futura colheita farta, saborosa e nutritiva, especialmente.



*transcrição parcial, extraída do livro "EU SOU O CAMINHO". de Cenyra Pinto.
Orson
Enviado por Orson em 25/04/2006
Código do texto: T145006
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Sobre o autor
Orson
Matão - São Paulo - Brasil, 56 anos
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