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O VALOR DE CADA UM...

Como é desprezível e abominável o ato de algumas pessoas se acharem mais importantes do que outras. Se alguém é médico, se acha um semideus simplesmente por que pode curar pessoas. Um professor se vangloriza de preparar pessoas para o futuro. Um policial conclama que a segurança das pessoas está em suas mãos... Alguém rico acha que todos devem lhe respeitar mais... e assim por diante e cada um se acha ser mais importante na escala social. Mas, se não houvesse doentes não se precisaria de médicos, se não houvesse analfabetos, não existiriam os professores, se não houvesse pessoas irresponsáveis, não se precisaria de policiais, se não houvesse pobres, ricos não teriam status...
E a coisa não é bem assim! É cada um em seu devido lugar devolvendo à vida a parcela do que dela recebeu construindo e enlevando a vida. Somos todos um elo para que a vida se aprimore  e melhore, apenas isto!
Um exemplo explica melhor o texto acima:
O cérebro um dia deu uma de gostosão... e disse ao resto do corpo de que era ele o órgão mais importante pois comandava a todos. Sem ele nada seria feito.
O ouvido retrucou:
— Sem mim, sem o som que envio a você, senhor cérebro, você não saberia o que estaria acontecendo. Não identificaria as coisas pelo barulho.
Os olhos entraram na briga:
— Eu sou mais importante. Eu vejo as coisas e mando imagem correta para que você, meu caro cérebro, eu vejo as coisas. Eu vejo a vida!
O nariz também protestou dizendo que pelo cheiro colaborava e em muito para que as coisas fossem identificadas. A boca apelou, também, dizendo que pelo paladar mostrava o que deveria ser bom para comer ou não.
O coração deu o berro:
— Eu sou o mais importante e sem mim não há vida! Vocês todos me devem muito respeito! Eu bombeio o sangue para todos os lugares. Sem mim não há vida!
O estômago entrou também na briga:
— Eu tiro dos alimentos as vitaminas e proteínas para que todos vocês vivam. Eu sou o mais importante!
O fígado, o baço, os rins e os demais órgãos também reclamaram para si ser o mais importante e de que sem eles tudo se complicaria.
Então, o anus, vendo que ninguém se lembrava dele, gritou:
— Eu sou o mais importante dos órgãos! Eu jogo fora o que não é necessário a todos vocês. Sem mim todos vocês morreriam!
Então, todos os órgãos do corpo caíram numa tremenda gargalhada! E todos foram unânimes em debochar do pobre anus dizendo coisas horríveis sobre ele.
O anus, então, magoado pelo desprezo e se sentindo humilhado se fechou!
Daí a algum tempo todos os órgãos do corpo começaram a reclamar de que estavam sobrecarregados e que alguma coisa não estava funcionando bem, havia excesso de resíduos inúteis em todas as partes do corpo e todos os órgãos estavam ficando empanturrados e sem meios de eliminar os excessos... o coração disparou, o cérebro sentiu uma tremenda dor de cabeça e as coisas iam de mal a pior! O corpo estava inchando!
Não suportando mais aquela agonia, os órgãos do corpo entenderam de que realmente um inofensivo e simples orifício fazia algo muito importante, deixava todos limpos das impurezas!
E então, pediram desculpas e cada um entendeu que todos deveriam trabalhar conjuntamente para o bom funcionamento do corpo e de que ninguém era o mais importante!
Moral da história... um simples elo quebrado pode colocar tudo a perder. Todos nós somos importantes em nossas funções e não devemos nos achar semideuses simplesmente por estar numa posição superior! Para vivermos felizes, todos à nossa volta também devem estar felizes e fazer a sua parte!

Fim.

Lucas Durand
Enviado por Lucas Durand em 02/05/2006
Reeditado em 13/05/2006
Código do texto: T148805
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre o autor
Lucas Durand
Belo Horizonte - Minas Gerais - Brasil
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Lucas Durand