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Cotidiano e Bom Humor – uma dobradinha que dá certo



Muitas vezes já refletimos sobre a correria dos tempos atuais, a pressão do dia a dia, e a constante mudança que interfere em nosso comportamento e em nossa rotina. Também não é novidade o número crescente de pessoas vitimas de depressão ou dependência, das mais variadas formas.
Essas e outras razões têm provocado estudos e pesquisas em diversos segmentos da ciência, numa tentativa de conquistar melhor qualidade de vida para o ser humano.
Um dado relevante que alguns pesquisadores apontaram, foi a questão do humor. É provado que pessoas que desenvolvem o bom humor apresentam maior resistência às pressões do cotidiano; desenvolvem um grau maior de tolerância frente aos obstáculos e frustrações; invariavelmente tornam-se mais criativas, pois este tipo de comportamento instiga a mente a buscar alternativas para adaptações e, com isso, ousam mais se tornando proativos. Podemos dizer que pessoas bem humoradas possuem a capacidade de negociar melhor com a vida.
Há um aspecto abordado nestes estudos que merece nossa atenção. Por muito tempo, acreditou-se que o humor era algo nato, que a pessoa trazia a predisposição para o bom ou o mau humor. Uma linha de pesquisadores defendia, e ainda hoje alguns defendem, a teoria de que o humor da pessoa era determinado desde o nascimento. Sabe-se agora que não é bem assim. As pessoas vão desenvolvendo a capacidade de agir de maneira positiva ou negativa, por assim dizer, de acordo com o modo como aprendem a elaborar as situações que experimentam no decorrer da vida.
Experiências provaram que é possível reverter o processo de elaboração de alguém que apresente a tendência para o mau humor, a impaciência e o negativismo crônico. Isso abre possibilidades animadoras, pois não mais é aceitável que alguém se conforme em viver de mau humor apenas porque é um traço de personalidade.
Podemos definir o humor como sendo a disposição de espírito, a capacidade de perceber, captar situações. Esta característica do ser humano pode manifestar-se de maneira favorável, positiva, bem humorada ou, de modo negativo, desfavorável e mau humorada.
Diversas experiências provaram que se trata da maneira como se encara a vida. Em nossa experiência podemos apontar pessoas que eram tidas como mau humoradas, impacientes, sempre vendo o lado negativo dos fatos em primeiro lugar, alterarem seu comportamento, depois de conviver com pessoas mais alegres e descontraídas, por exemplo.
Tudo é uma questão de referência. Quando vamos treinando lidar com as dificuldades sem reclamar, buscando encontrar alguma coisa aceitável em meio às contrariedades, descobrimos que nosso humor muda. Ter senso esportivo é aceitar regras, sem brigar com elas, adaptar-se aos entraves, sem se desesperar ou deixar-se tomar pela raiva. Podemos dizer que o bom humor é uma atitude deliberada. Algumas pessoas são mais afeitas e não tem muita dificuldade em conservar o bom humor. O interessante é que quanto mais se tem bom humor, mais ele se manifesta, facilitando a vida de quem o tem.
Da mesma forma o mau humor, quanto mais é cultivado mais se enraíza nos processamentos da mente. Uma pessoa habitua-se a ser de um determinado modo. Não podemos esquecer que o homem é um animal de hábitos, que tende a repetir ações que se tornam condicionadas a determinados estímulos.
Considerando a realidade que se apresenta em nossa sociedade convém ao homem dedicar-se a trabalhar seu humor. Nas empresas, e em todos os segmentos da frente de trabalho, hoje é observado com cuidado e interesse o comportamento da pessoa em relação ao seu humor. Mesmo alguém que tenha um bom currículo acadêmico ou experiência aceitável e até acima da média, se for pessoa que demonstra um humor instável, terá mais problemas para se colocar ou conservar seu trabalho, pois é atributo que está em evidência atualmente.
Vivemos constantemente em função de grupos, sejam eles permanentes: familiar, social, religioso e profissional; ou transitórios: quando estamos na rua, num ônibus, no aeroporto, enfim, qualquer situação em que tenhamos algum elo com outros, momentaneamente. Se isso é verdade, também é verdade que o humor é qualidade que interfere no comportamento da pessoa em relação ao grupo.
Todo comportamento é a manifestação de nossas crenças e condicionamentos, valores e idéias que desenvolvemos ao longo de nossa existência. Assim, se desejamos mudar nossa conduta em algum aspecto, precisamos alterar a programação, ou seja a idéia, a crença que aciona nosso comportamento.
Cuidar da programação de nosso humor é por si uma atividade lúdica e que nos prepara para saborear a verdadeira alegria de viver.


Priscila de Loureiro Coelho
Enviado por Priscila de Loureiro Coelho em 04/05/2006
Código do texto: T149957
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Sobre a autora
Priscila de Loureiro Coelho
Jacareí - São Paulo - Brasil, 65 anos
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Priscila de Loureiro Coelho