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Aos Vencedores

Aos Vencedores

Caminhava ele sem direção alguma, seu coração estava dilacerado, pelo abalo emocional sofrido, nos ombros o peso da enorme saudade que sentia.
Caminhava sem direção alguma, trazia na face muitas cicatrizes da dor vivida, traduzidas num sorriso amarelo e sem graça, seus olhos avermelhados como brasa eram poços de lagrimas.
Perdido, cansado, abatido. Não notou sequer o passar das horas. A solidão, sua nova companheira, feria-lhe o peito ao insistir em perguntar “por que?”. Sua mente confusa, sem saber o que fazer ou para onde ir. Na parede da memória apenas um quadro, já amarelado pelo tempo. Na parede da memória apenas a lembrança da pessoa amada, dos momentos felizes e do seu sorriso iluminado que pertencera a ela.
O mesmo sorriso que costumava alegrar os seus dias e iluminava seu caminho, que lhe enchia a alma de esperança e o coração de amor.
Sua única lucidez era a certeza de que “ela”, não mais se fazia presente.
Caminhava sem direção alguma, pois o único caminho que conhecera era o que o levava até ela. Todos os caminhos, todos os pensamentos, todas as ações, acabavam nela.

De repente refrescou-se com a chuva fina e fria em seu rosto. Despertou-se com a chuva e banhou-se com ela. Pode então, observar os jardins e as flores, se assustou com os carros que passavam. Ouviu motores e os cantos dos pássaros.
Contemplou-se com casais abraçados, recordou-se de velhos amigos O contraste entre a chuva e o sol, trouxe-lhe à tona lembranças do tempo que ainda era um menino. Historias inocentes, os amigos da escola, a primeira namorada, as canções que marcaram épocas. Esforçou-se um pouco mais e organizou os pensamentos. Lembrou-se que tinha que comer, que precisava volta para casa. Lembrou-se que outras pessoas ainda dependiam dele, que a vida continua, que precisava viver. Viu a noite chegar e com ela as estrela e a lua. Entendeu por que o seu sofre, não mudava as coisas. Decidiu não se entregar mais.

Caminhava agora, com uma nova direção, o coração ainda machucado, mas seus ombros estavam leves. Com muito esforço, melhorou seu sorriso e o vermelho dos seus olhos já não existiam mais.
Caminhava agora, norteado pelo desejo de melhorar. Lembrou-se que o amanhã logo chegaria, com ele também um novo dia e novos desafios. Caminhava agora, com a certeza de que era possível recomeçar, com a certeza de que não fora esquecido pelo criador. Caminhava agora fortalecido pela fé, pois descobriu que a perda é parte inerente em nossas vidas e saber aproveitar os novos encontros é a arte que a torna especial.

Renovou o seu astral e o seu sorriso, lançou-se na esperança de encontrar novamente um amor, de encontrar a paz.

Amigo leitor, este artigo é dedicado a todos aqueles, que de alguma forma conseguem, mesmo sofrendo, encontrar a saída para os dias cinzentos, pintados pela angustia e pelo sofrimento da separação. A todos aqueles que conseguem separar razão e a emoção.

O sentimento de perda é algo que realmente nos faz sofrer em demasia, seja ela qual for. Contudo somente os fortes de espírito são capazes de discernir que fomos feitos apenas para um propósito, o de sermos felizes. E que sofrer é apenas um pequeno acidente de percurso, nesta fantástica jornada chamada vida.

Caro amigo, jamais se esqueça, que  cada retomada é uma vitória!


Reginaldo Cordoa, futuro Administrador de Empresas e Apaixonado pela Vida.

04/05/2006
Reginaldo Cordoa
Enviado por Reginaldo Cordoa em 04/05/2006
Código do texto: T150473
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Sobre o autor
Reginaldo Cordoa
Matão - São Paulo - Brasil, 46 anos
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Reginaldo Cordoa