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Não ha Razão para Alarmismo

Não há razão para alarmismo

Gostaria de fazer uma reflexão da legalização das drogas levando por um aspecto econômico.
Enquanto muitos pensam no usuário e se preocupa com ele principalmente questionando a liberdade, etc..., eu embora seja contra a legalização, gostaria de dizer que  é um direito de expressão todos aqueles que levantam a bandeira a favor da legalização das drogas, afinal estamos numa democracia. Mesmo me  posicionando contra pôr achar que alguns argumentos não tem base, são inconsistentes, e que está luta seja  mais num sentido de rendição e sentimentalismo, ainda assim, quando militantes estão com os olhos fixos no “bem estar do usuário”, acredito que esta luta encontra sentido ( observação: mesmo não concordando com a legalização).
Olhando também pôr um outro lado, infelizmente, sabemos que em sua maioria as pessoas visam somente o seu bem estar e seus interesses sobrepões todos os outros, principalmente, quando está em questão o ter,  poder e o prazer. As pessoas são capazes de fazer qualquer coisa, passar pôr cima de quem for para atingir esses objetivos, e isto, não é exceção é regra, a exceção seria o contrario, as pessoas olharem-se coletivamente, pensar no bem comum e ver outro como próximo e que para o ter, o poder seus fins fosse para a melhoria ou transformação social e o prazer fosse o sentimento de felicidade pôr esta transformação.
Sabemos que hoje as  drogas ilícitas está entre as primeiras fontes de recursos mundiais e muitos estão buscando tomar parte da fatia desta atividade econômica, e uma delas é a área farmacêutica, e acredito que esta seja uma forte aliada que exerce um forte loby a favor da legalização. Aí podemos também refletir sobre varias outras atividades econômicas que seriam beneficiadas.
Temos vários exemplos de drogas que foram legalizadas e que a sua legalização não resolveu o problema de saúde dos usuários, pelo contrario agravou-se ainda mais. Hoje convivemos com o mercado legal e paralelo,  as condições de tratamento para estes dependentes praticamente é inexistente. Cadê os recursos para atender estes dependentes?
Quando falamos sobre os efeitos causados pelas drogas, não estamos só focalizando aqueles dependentes que tiveram o desenvolvimento da doença, mas todos que de um modo geral fazem uso de tais drogas. Quantas doenças são provocadas pelo uso do cigarro? Existem algumas leis que restringe o uso, mas dentro de uma casa estas leis podem atingir? Quantas doenças e acidentes provocados pelo uso ou excesso de álcool, de pessoas que “bebem socialmente”.
Volto a repetir, muitos interesses estão em jogo quanto a buscar da legalização, principalmente, o financeiro e acredito que se não fosse a mobilização da sociedade organizada, as pesquisas médicas, a pressão da igreja defendendo a vida embasada nas pesquisas cientificas e princípios evangélicos , sem duvida as drogas ilícitas  já  faria parte do cardápio do brasileiro.
O uso destas drogas ilícitas embora tenha um grande consumo, esta população usuária é pequena relativamente aos que não consomem e sendo assim não há necessidade de alarmismo, e acredito que com políticas publicas na área educacional e da Saúde muito colaboraria para a minimização da busca pela droga e o tratamento para os usuários . A ONU, em seu relatório de 2004 mostrou um quadro otimista em relação a estas drogas.
Acredito que estamos no caminho correto, uma conscientização preventiva; um trabalho  solidificando o Programa de Redução de Danos que acredito deve-se restringir a prevenção tanto a nível informação quanto a distribuição de materiais visando a segurança e prevenção contra doenças  do usuário, o não contagio à outros. O governo  dar condições de tratamento a todos os usuários indistintamente que desejam tratar-se. Abrandar as penas aos usuários. Investir no combate ao mercado das drogas ilícitas visando dificultar o acesso a elas. Enfrentar o mercado das drogas licitas como o cigarro e a bebida com leis mais severas as industria e o comercio desta drogas. Enfrentar o problema das drogas semi-licitas, o mercado farmacológico que usa como ponta a propagando enganosa a mídia. Infrações mais rígidas à profissionais da área médica que indiscriminadamente tem disseminado a dependência.
Acredito que com estas medidas tomadas, o quadro de dependência e de usuários tem-se à diminuir sensivelmente. Estas medidas são continuas e seu êxito só ocorrerá com sua implementação efetiva..
Os casos isolados de alguns estados devem ser analisados e com políticas especificas. As drogas devem terem políticas nacionais, mas também terem as contextuais e regionais, respeitando a diversidade do pais. Devem ser políticas que surgem do município, isto é, de baixo para cima e não de cima para baixo. Em suma as políticas Antidrogas devem ser regionalizadas.
Ataíde Lemos
Enviado por Ataíde Lemos em 07/05/2005
Código do texto: T15440
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Sobre o autor
Ataíde Lemos
Ouro Fino - Minas Gerais - Brasil, 51 anos
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