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A Linguagem das Mãos

Lendo o lindo poema do recantista  Calaf,  veio-me à lembrança o texto de uma educadora residente em Divinópolis, que o publicou  na “Folha da Diocese”.

“A linguagem das mãos
Maria das Mercês Costa – Orientadora Educacional

A descoberta deste dom maravilhoso que Deus nos deu, acontece desde os primeiros meses de nossa vida. A gente passa  horas e horas admirando as mãozinhas das crianças, acariciando-as e sentido-lhes  o leve toque, como a nos agradecer as carícias. E, ainda bem pequena, a criança descobre que, se estender os bracinhos, alguém poderá ampará-la em seus braços fortes de pai, de mãe, de tia, de pessoa amiga... Como é lindo ver o pequenino agitando suas mãozinhas em um adeus! E eu observo bem: os dedinhos se movem fechando-se nas mãozinhas, sendo mais um chamado que uma despedida! Ele carece sempre de alguém!
Toda essa reflexão de hoje é para nos chamar a atenção para o valor de nossas mãos. Que nos façamos crianças de novo e nos lembremos: se a criancinha com um simples toque de mão, é capaz de emocionar a mãe, é capaz de nos emocionar, imaginemos o que seremos capazes de conquistar, usando sabiamente as nossas mãos!
Eu poderia escrever um tratado sobre as mãos que constroem (pedreiros, serventes, artistas, operários...), mãos que abençoam (pais, sacerdotes...), mãos que curam (médicos, enfermeiros...), mãos que alimentam (semeadores, cozinheiras...), mãos que educam (Mestres...)...
Mas hoje quero ater-me às mãos que acolhem e que nos dão alento neste mundo tão cheio de incompreensões, de divisões, de violências...
Ah! Se soubéssemos valorizar, reconhecer e aproveitar a riqueza de um aperto de mão; de como nos faz bem uma carícia feita por um leve toque das mãos no rosto; da segurança sentida quando se coloca a mão em nosso ombro; ou quando alguém nos estende as mãos em momentos de aflição; da paz que nos traz a mão do sacerdote ou dos pais, colocada em nossa cabeça, abençoando-nos!
O meu sonho, o meu desejo, é que possamos usá-las e sempre para o bem.
E eu estendo, agora, as minhas mãos, ergo os meus braços, para concretizar tudo o que sinto ao falar das mãos, em um abraço carinhoso a todos os meus leitores, acariciando-lhes neste inverno, mas desejando que sintam sempre as carícias da mão de alguém!”

fernanda araujo
Enviado por fernanda araujo em 13/05/2006
Código do texto: T155271
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Sobre a autora
fernanda araujo
Divinópolis - Minas Gerais - Brasil
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