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A LÍNGUA PORTUGUESA PEDE SOCORRO.

Observamos, com tristeza,  pouco a pouco o nosso idioma pátrio ser tratado com um desdém inaceitável.
É verdade que se afigura como fato normal a linguagem adaptar-se aos tempos modernos.
A comunicação oral recebe as influências da comunicação, notadamente, aquela utilizada pelos jovens.
É óbvio que aceitemos  como parte integrante da fala as gírias próprias do diálogo entre eles.
O mundo é dinâmico e o idioma, seja de que país for,  deve acompanhá-lo, para  não se tornar retrógrado.
Admite-se como normal, por exemplo, a comunicação diferente, utilizada pelos interlocutores da Internet e, para exemplificar, citemos o Orkut, entre outros.
Compreendemos a linguagem própria das pessoas incultas, que, aliás, não poucas vezes, acrescentam vocábulos novos à  Língua Portuguesa, os quais enriquecem os dicionários, captadores atualizados da realidade imposta pelo uso contínuo de diversos termos populares.
Porém, no momento em que utilizamos a linguagem escrita,  a análise deve ser totalmente diferente.
Neste caso, o uso da norma culta torna-se imprescindível e até imperativo.
Em assim sendo,  devem ser evitados erros de concordância, de ortografia e de pontuação cometidos por pessoas que freqüentaram e freqüentam escolas de todos os níveis, sejam de primeiro, segundo e terceiro graus (cursos primário, secundário,  superior).
Não são raras as pessoas que não sabem pontuar um texto, possuindo, também, uma falta de vocabulário inconcebível. Há uma grande quantidade de brasileiros, tidos como escolarizados, que cometem erros absurdos de concordância, não os  casos complicados, mas os mais simples possíveis.
Citemos aqui a utilização dos pronomes e, em especial,  aquele que confunde tu com você. É incorreto dizer:
“Você é meu amigo; vou te ajudar”.
O certo é: “Você é meu amigo; vou ajudá-lo”. E por aí vai...
Poucos utilizam o dicionário para não errar a escrita de uma palavra, com a justificativa de que “deu para entender?” Então, tudo bem.
Falta cobrança desde os primeiros anos de estudo, ou seja, no primário.
O aluno, desde os seis, sete anos, já deve adquirir o hábito  de leitura,  demonstrando prazer em ler.
A escola e os pais desempenham papel fundamental; as autoridades mais ainda.
É lamentável verificar a Língua Portuguesa sendo relegada a um plano inferior ou secundário.
Erros de todos os tipos e tamanhos verificamos em cada esquina, em todos os estabelecimentos das cidades, sejam eles comerciais ou não.
O que fazer para evitá-los? Pesquisar em livros especializados, consultando professores que dominam a matéria.
Quase ninguém age assim, infelizmente. Exemplos negativos não faltam. A T.V. insulta os nossos ouvidos com erros primários de regência verbal. O pior é que vão a  milhões de lares os maus exemplos, principalmente nas “badaladas” novelas. É comum ouvir: “lhe avisei”, ao invés de “eu o (a) avisei”.
É o descaso que fulmina o bom senso, prejudicando a cultura, que tem na linguagem a base de sua  sustentação.
É necessário um S.O.S.. A Língua Portuguesa pede socorro urgente.
JOÃO OSMAR
Enviado por JOÃO OSMAR em 14/05/2006
Código do texto: T155964
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Sobre o autor
JOÃO OSMAR
Salesópolis - São Paulo - Brasil
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