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Fábula Política


  Fábula Política

Era uma vez um lugar lindo, cheio de sol, futebol e Carnaval; animais bonitos, trabalhadores e ordeiros. Os habitantes desse lugar só tinha um terrível defeito: a maioria não gostava de ler e também odiava a política, deixando “brechas” para serem manipulados; por  programas “bobos” exibidos na TV e riam e faziam piada com a própria desgraça, mas mesmo assim era um povo honesto.
Neste lugar, como em qualquer outro das fábulas, também existiam muitos vilões, como sapos venenosos, tucanos pousados em árvores públicas; vigilantes predadores em busca do poder; além de porcos infiltrados em várias associações, as quais eles chamavam de partidos da floresta.
Existiam também raposas espertas, conhecidas cientificamente por “periculum valerium” e falcatrurium dudium mendoncium” que associadas à uma espécie rara de raposa vermelha que tinha como peculiaridade a “língua presa” de tanto enrolar os bichos no decorrer da vida, dominavam o poder desse exuberante lugar.
Os habitantes também tinham a memória “curta” e devido à esse problema, quando se reuniam para escolher seus novos líderes esqueciam tudo de ruim que eles tinham feito e trocavam seu valioso direito ao voto por cestos de maçãs , potes de mel, etc. Fazendo isso, perdiam a chance de conseguir trabalho digno para ganharem dinheiro de seu esforço e comprarem alimentos para a família.
Lá também existia um grupo de bichos que se reuniam vários meses numa tal de CPI (Comissão Palhaçal Incontrolável) , onde a pizza era a comida preferida e servida de caminhões, mas também brigavam por interesses individuais e assistiam danças típicas, sempre protagonizadas pelas Antas.
Nessa floresta, um animal estranho que tinha como peculiaridade o não crescimento, era um “eterno garotinho”, e vivia espalhando aos quatro cantos que arrumaria a floresta, mas os bichos não acreditavam, pois ele não conseguia arrumar nem o seu próprio quintal, onde passava um rio.Era vizinho do “alquimista” , um pássaro da espécie dos tucanos que prometia uma “geral” do começo ao fim. Também tinha os animais metidos à escritores, que defendiam o governo com unhas e dentes, mas escreviam pelos cotovelos e ninguém acreditava neles, porque que saía cada asneira! Os papagaios tinham que ser ligeiros, pois devido ao horário eleitoral curto, só tinham tempo de dizer o nome.
Os bichos que habitavam esse lugar eram conhecidos como OS INCRÍVEIS ( numa analogia com o desenho da PIXAR) , mas seus super-poderes era viver com um salário mínimo baixíssimo, um sistema de saúde péssimo e um sistema educacional caminhando para o caos, e ainda caminharem sorrindo e lutando! Alguém duvida que esses personagens existam e que esse lugar seja fictício?


Telêmaco Marrace de Oliveira
Enviado por Telêmaco Marrace de Oliveira em 17/05/2006
Código do texto: T157602
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre o autor
Telêmaco Marrace de Oliveira
Blumenau - Santa Catarina - Brasil, 44 anos
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Telêmaco Marrace de Oliveira