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CULTURA ORGANIZACIONAL



CULTURA ORGANIZACIONAL


A palavra em voga hoje em dia chama-se cultura. Podemos defini-la usando as mais diversas expressões. Está inserida nos meios de comunicação, na sociedade, nos debates e nas famosas conversas cotidianas e nos deletérios discursos políticos. O velho jargão popular afirma que ela vem do berço, mas a predominância está encravada no meio. Muitos afirmam ser produto do homem, acrescentado a uma boa educação e uma moral ilibada, adquirida no decorrer da vida e dos ciclos que participamos.
Os mais exigentes, os orgulhosos, fazem da cultura um trampolim chamativo para si, numa demonstração de sabedoria expositiva e aparência; um chamativo de atenções para os neófitos e um desprezo para os intelectuais. Na simples expressão escorreita da palavra, o significado de cultura representa: ato, efeito ou modo de cultivar; cultivo, atividade econômica dedicada à criação, desenvolvimento e procriação de plantas ou animais, ou à produção de certos derivados seus; o conjunto de características humanas que não são inatas e que se criam e se preservam ou aprimoram através da comunicação e cooperação entre indivíduos em sociedade.
Nas ciências humanas, opõe-se por vezes à idéia de natureza, ou de constituição biológica e está associada a uma capacidade de simbolização considerada própria da vida coletiva e que é a base das interações sociais. É a parte ou o aspecto da vida coletiva, relacionada à produção e transmissão de conhecimentos, à criação intelectual e artística etc.
É o processo ou estado de desenvolvimento social de um grupo, um povo, uma nação, que resulta do aprimoramento de seus valores, instituições, criações etc.; civilização, progresso. Atividade e desenvolvimento intelectuais de um indivíduo; saber, ilustração, instrução.  Refinamento de hábitos, modos ou gostos.  Apuro, esmero, elegância. “O conjunto complexo dos códigos e padrões que regulam a ação humana individual e coletiva, tal como se desenvolvem em uma sociedade, ou grupo específico e que se manifestam em praticamente todos os aspectos da vida, modos de sobrevivência, normas de comportamento, crenças, instituições, valores espirituais e criações materiais” etc.
“Como conceito das ciências humanas, da antropologia, cultura pode ser tomada abstratamente como manifestação de um atributo geral da humanidade ou, mais concretamente, como patrimônio próprio e distintivo de um grupo ou sociedade específica”. Categoria dialética de análise do processo pelo qual o homem, por meio de sua atividade concreta (espiritual e material), ao mesmo tempo em que modifica a natureza, cria a si mesmo como sujeito social da história. Método ou atividade que consiste em promover, em meios artificialmente controlados, o desenvolvimento ou proliferação de matéria viva, como microrganismos, células e tecidos orgânicos, órgãos ou parte de órgãos. O meio nutriente em que tais microrganismos, células etc. são criados e mantidos. Conjunto de microrganismos, células etc. assim criados e mantidos. Cultura de massa. cultura imposta pela indústria cultural; indústria cultural. Cultura física. desenvolvimento sistemático do corpo humano por meio de ginástica e desporto. Cultura material. Designação geral dos aspectos culturais determinantes da produção e uso de artefatos é cultura cultivo; plantação.
Criação: cafeicultura, fruticultura, vinicultura, canaricultura, praticultura, puericultura. Para os envolvidos em processos culturais e na atividade da cultura organizacional, praticamente está atrelada às definições pedagógicas e conseqüentemente excarcerada.
No texto há a existência de padrões, regras, modelos, normas que permitam interação das pessoas; a sobrevivência dos grupos são atributos dela. A cultura é moradia de um campo exaurível, onde podemos, além de mapear campos de relações sociais, ‘enumerar’ um sem-número. De ‘praticidades’ para regular as relações e definir modelos de atitudes e avaliar a intromissão nas relações. A organização tem como base de sustentação pilares de relações simbólicas, baseadas nas relações de poder, que vão buscar guarida na relação social.
Manifestações de cultura já foram enumeradas bastante, restando tão-somente a manutenção da essência e a natureza da organização. Os exemplos de Riviera (1994), de Robbins (2000) mostram a natureza tradicional e usual de pensar e trabalhar. Concordo plenamente. Os significados comuns entre as pessoas são aviltantes, as subculturas podem ser definidas por departamentos nominados, a separação geográfica acentua os valores da cultura dominante. Já que se falou tanto em cultura, a organizacional carimba, identifica, nomeia, batiza a identidade da empresa e pode diferenciar das demais. Quando se sucedem os choques culturais cria-se uma situação delirante com sabor gostoso, pois denota que a competição é altiva e valorosa. Para Nardy (1999) as empresas têm muito haver com a cultura de seu fundador, com o rol em que ele participa e os preâmbulos culturais da época da fundação. A cultura se planta, rega e cultiva, mas exige um bom adubo e um cuidado criterioso.  Já segundo Fossá (1998), quando um fundador é considerado um líder pode ser transformado num herói.
A cultura de que é possuidor passa de geração para geração, perpetuando-se. Na cultura da organização, conforme Robbins, as mais eficazes são as histórias, os rituais, os símbolos materiais e a linguagem. Discordo um pouco, pois a colocação não define com clareza esses rituais, cita alguns e se compararmos com os das universidades, os trotes já estão quase abolidos, a formatura é a coroação mais importante para o universitário. As nuanças da cultura organizacional estão num vetor chamado “sucesso”; para se chegar a ele, houve cultivo, aprendizagem, força de vontade, comunicação interna, externa, quebra de paradigmas e mais um número precioso de qualidades, sempre aliado ao poder e ascensão da cultura com planejamento bem elaborado e executado. O ser humano será sempre uma preocupação a mais para a organização, pela sua imperfeição ele se torna imprevisível. A cultura vai depender sempre de sua cultura organizacional. A influência entre as duas é fundamental; a cultura é ponto preponderante de comunicação. Sendo partícipe, as formas como são usadas na comunicação, estrategicamente utilizadas e absorvidas, são processos constitutivos da sua cultura.
É o fluido vital, o sangue que corre no corpo de cada um, o suor derramado para atingir um objetivo, elo entre diretoria e corpo de funcionários, é um empreendimento que obteve sucesso. Enfim, é o nome da organização cantado em verso e prosa pelos concorrentes e clientes, frutos da cultura aliada à boa organização, são amantes latinos que jamais poderão ser separados. Este exemplo está impregnado na mente dos grandes empreendedores de hoje. O que foi citado nesta matéria é preocupação geral com a cultura organizacional; sem ela, o bálsamo perde seu perfume, o pássaro perde seu canto e encanto, o homem se desespera e pode jogar tudo fora.


ANTONIO PAIVA RODRIGUES-MILITAR E GESTOR DE EMPRESAS
Paivinhajornalista
Enviado por Paivinhajornalista em 30/05/2006
Código do texto: T165924
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