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GUERRA URBANA

 GUERRA URBANA


Em todas as matérias que confecciono para o Diário do Nordeste, principalmente quando relato a violência desenfreada que tomou conta de nosso estado, e suas conseqüências para a população. Vem sempre a desculpa esfarrapada de que os cofres do governo estão vazios, e aí indagamos: “o que estão fazendo com o dinheiro dos contribuintes”? Brincando de esconde, esconde? Tais atitudes tomadas por políticos inescrupulosos, que assumem as dívidas deixadas por governos anteriores, deveriam ser combatidas. Como? Muito fácil. Chamar o governo anterior e obrigá-lo a mostrar timtim por timtim aonde empregou as verbas liberadas pelo Governo Federal. Mas, não, encobrem os delitos, tentam equilibrar as contas para enfrentar uma reeleição. Será que o povo é tolo, e não sabe que ser político não é profissão. Aliás, fica o alerta, para aqueles que querem realmente defender o povo. Eleito, cumpra seu mandato e tchau! Reeleição jamais. São nessas nuanças que surgem as corrupções e deixam o país naufragar num mar de lama como se encontra agora. “São verdadeiros santinhos quando são interrogados pela lei”. Mais uma vez alerto as autoridades do estado, para a inércia dos governos quando se trata em gastar verbas para melhoria das ações sociais, que envolvem educação, saúde e segurança. Se nenhuma medida for tomada, casos como o do profissional do volante, José Maria Ramos da Silva que cumpria sua nobre tarefa de acompanhar o trabalho de reportagem de uma organização de comunicação impressa teve um fim trágico e infeliz. Lamentamos o acontecido, pois todos nós corremos os mesmos riscos, e o que se vê são milhões e milhões de dólares enterrados em obras gigantescas, intermináveis e ninguém toma uma atitude sensata.
Na realidade a insegurança assusta a população. Lamentamos o brutal acontecimento, a morte do motorista José Maria Ramos da Silva, como também de outros profissionais do volante que sofreram a mesma barbárie. Queremos enviar a família enlutada nossos pêsames, nossas manifestações de carinho e nossa revolta pelos governantes, que atiram no que ver e acertam os que não vêem. É uma aberração, mais uma família órfã em Fortaleza e os Direitos Humanos já disseram para que foram criados e quais suas atribuições.
No teatro de operações, onde a violência urbana mostra todas as formas de incredulidade humana, tanto na capital fortalezense, como no “interlã” cearense, o palco da miséria, o cenário visual está deletado pelo modelo sócio-econômico atual. O homem do campo, o agricultor em época de vacas magras, não consegue colher o mínimo para o seu sustento, e de sua numerosa família. As agruras começam a infernizar a vida desse laborioso trabalhador rural, trazendo-lhe a fome, a miséria. As ações deleterianas que transformam os ideais de um homem sofredor, numa esperança inóspita, levando-o a migração de seu torrão natal, para os desconfortos das favelas, dos viadutos, e das zonas de risco da capital. É mais um pai de família, que vai acrescer as estatísticas da tristeza pauperrista, que dilaceram corações humanos, aniquilando o ego, mostrando nos pródromos, nos écrans, como vivem os estropiados, que tentam um lugar ao sol nas grandes cidades, e megalópoles. Esta situação tem uma causa e toda causa um efeito.





ANTONIO PAIVA RODRIGUES-ESTUDANTE DE JORNALISMO-MEMBRO DA ACI - E ACADÊMICO DA ALOMERCE.






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Enviado por Paivinhajornalista em 02/06/2006
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Sobre o autor
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Fortaleza - Ceará - Brasil
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