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O SENSO CRÍTICO NO ÂMBITO ORGANIZACIONAL

                    David W. Carraher, em seu conceituado livro “Senso Crítico: do dia-a-dia às Ciências humanas" argumenta que as pessoas estão condicionadas a um dilema existencial com duas maneiras de se manifestar bem explícitas. Ele diz que, por um lado, as pessoas se recusam a desenvolver suas próprias opiniões a ser diferente dos demais, porque elas têm pavor de se sentir só e serem rejeitadas pelo grupo. No outro lado do dilema está o desejo que as pessoas têm de manter uma identidade própria e não ser apenas mais um membro do seu grupo de referência.

                    Diante dessas afirmações pode-se referir á  personalidade das pessoas como a soma das influências do meio onde elas vivem com as suas próprias tendências auto-afirmadas frente ao grupo a que elas pertencem, no obstante cada um é único e especial para si mesmo e para a definição das organizações que integra. Sob esse prisma, ter um senso crítico apurado é um fator determinante quanto a posicionar-se conscientemente na sociedade em que se vive, eis a condição básica da cidadania plena: saber se impor dentro de uma estrutura que regula as vontades individuais em favor dos interesses coletivos, numa dicotomia de direitos e deveres, porém sempre aberta às ações populares.

                   Empiricamente, num estado de prontidão permanente, quando o senso crítico é a premissa para todas as questões, logo nos deparamos, por exemplo, nas rotinas diárias do trabalho, com a necessidade de sermos pragmáticos dentro de um clima organizacional já estabelecido, que nos demanda sermos, de fato, práticos por pura conveniência, isto é, se o sistema é apenas regular, enquanto você é bom, ele gradualmente o vencerá, condicionando-o a ser útil e apresentar resultados dentro das diretrizes nele estabelecidas, o que não significa ser negligente, apenas é uma questão de sobrevivência e interação com a empresa em situações que exijam respostas imediatas, a despeito de uma visão mais crítica e criativa, gerando, a curto prazo, conflitos e desgastes nas relações interpessoais e na produtividade.

                    É público e notório que, de um modo geral, os funcionários são constantemente estimulados para produzirem mais, com maior qualidade e rapidamente, mas a eficiência deles está condicionada, sobretudo, pelas motivações que possuem para otimizarem o seu desempenho no decurso das atividades diárias. Assim, o sucesso das empresas depende das políticas e das estratégias de administração de recursos humanos que elas adotam para motivarem os seus funcionários, visando a harmonia e a sinergia entre o atendimento dos interesses individuais e organizacionais.

                    Entretanto, para o desenvolvimento de talentos pela aprendizagem de novas habilidades e capacidades, o embate destes múltiplos interesses (individuais e organizacionais) deve ser muito bem ponderado, em que pese a aprendizagem no âmbito organizacional depender, entre outros fatores, da motivação e da capacidade de cada pessoa. Contudo, é imprescindível que os funcionários conheçam os pontos fortes e fracos do seu desempenho para melhor se adequarem às metas estipuladas pela empresa.




CARRAHER, David w. “Senso Crítico: do dia-a-dia às Ciências humanas." 7ª Reimpressão. São Paulo: Pioneira Thomson Learning, 2003.
GILSON MATOS
Enviado por GILSON MATOS em 10/07/2009
Reeditado em 26/07/2009
Código do texto: T1692271
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Sobre o autor
GILSON MATOS
Ceilândia - Distrito Federal - Brasil, 37 anos
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