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Maturidade

Maturidade
 
 
Você já notou o quanto é comum ouvirmos os seguintes comentários: fulano é muito infantil, sicrano é metido a intelectual, beltrano sim é uma pessoa sensata. Podemos ser os críticos ou os criticados, não importa, pois, é através das nossas ações e reações que mostramos quem realmente somos e assim sedemos a devida margem para o possível julgamento alheio.
 
Em síntese o homem atinge a plenitude de seus anseios aventureiros ao alcançar uma determinada idade. Idade essa que não tem absolutamente nada em haver com a nossa idade cronológica, mas sim com nossa idade “moral”, com o poder de assimilar tudo que a vida pode nos ensinar. Estes ensinamentos são muitos e os professores variados.  Contudo, nosso aprendizado pode ser lento ou rápido, tanto faz, pois de qualquer forma, ele é constante, ele é ininterrupto e esta dividido pelas muitas fases de nossas vidas, de nossa evolução como pessoas.
 
A estagnação plena de nossos anseios, esta diretamente ligada à nossa aparente quietude das ações. À nossa calmaria nos excesso desacerbados, proporcionados pelos anos de maior vitalidade física. Nossas reações, decisões e atitudes estão diretamente ligadas ao nosso estado de maturidade. Este estado só é alcançado pelo individuo, que prefere ser mais comedido quanto aos exageros que comete.
 
Maturidade pode ser vista como sinônimo de calmaria e esclarecimento.
 
A maturidade do homem é comparada a uma equação de matemática. Podemos dizer que a maturidade é inversamente oposta à soma de toda sua insegurança, mais a sua irritabilidade, menos seu equilíbrio emocional, tudo isso dividido pela sua autoconfiança.
 
No momento que sabemos domar nossa insegurança diária, nossa irritabilidade, também diminui. O entrelace entre a insegurança e a irritabilidade é tamanha, que no primeiro sinal de perigo, estamos prontos para o revide, que alias, pode não ser imediato, pois isso depende de nossa auto confiança. Infelizmente, neste caso, esse revide pode ser descarregado somente em nossos familiares, dentro dos nossos próprios lares. É quando injustamente atingimos pessoas que nos amam, por motivos contrários ao do relacionamento vivido.
 
Impreterivelmente nosso equilíbrio emocional é o que nos ajuda na agilidade de tomadas de decisões.
 
Portanto, nossa insegurança esta diretamente amarrada a nossa irritabilidade que teem como mola propulsora nosso equilíbrio emocional. Que é arma certa a alimentar discussão infrutífera. Todos estes distúrbios repousam sobre um estopim chamado autoconfiança.
 
Nossa autoconfiança é a válvula reguladora que atua sobre nosso humor e nossa condição de vida. É ela quem nos condiciona a sermos melhores ou não.
 
Ser maduro é distanciar-se de conflitos, não evitando-os, mas sim resolvendo-os. Enfrentar as desavenças é uma virtude de gente equilibrada, que sabe dosar a sua serenidade suficientemente para transformar seus momentos ruins em momentos melhores.
 
Comparando o homem a uma arvore frutífera, fica fácil entender, as fases de nossas vidas.
 
Nascemos como sementes, que germinam pequenos galhos e folhas, frágeis e desprotegidos, carentes de cuidados especiais. Com o passar do tempo crescemos procurando pelo sol, que é a nossa luz, ao mesmo tempo em que fortalecemos nossas raízes no solo previamente preparado. No auge da juventude oferecemos flores, com a espera de reconhecimento alheio. Quando “maduros” nossos frutos, dirão se a arvore é boa ou não. Bons frutos nascem de boas arvores, que por sua vez darão boas sementes.
 
Nascer, crescer, florescer, frutificar e espalhar novas sementes. Esta é nossa vida.
 
Somos assim, vivemos num ciclo de varias fases.
 
Vivemos a busca constante de nosso “auge”, de nossa “maturidade”. Vivemos varias vidas numa só.
 
Tornar-se uma pessoa madura, é simplesmente tornar-se uma pessoa melhor. É ter sua própria ideologia, mas sabendo respeitar a do próximo, é dar-se o devido valor. É descobrir o prazer em coisas pequenas. É entender que só seremos felizes na medido em que nosso semelhante também for feliz. É descobrir que devemos nos irritar menos com os por menores, que devemos ser menos inseguros quanto ao que queremos, que devemos buscar e praticar constantemente  nosso equilíbrio emocional e acima de tudo, devemos ser absolutamente auto confiantes no que fazemos.
 
 
Reginaldo Cordoa, futuro Administrador de Empresas e Apaixonado pela Vida.
05/06/2006

Reginaldo Cordoa
Enviado por Reginaldo Cordoa em 07/06/2006
Código do texto: T171246
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Sobre o autor
Reginaldo Cordoa
Matão - São Paulo - Brasil, 46 anos
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Reginaldo Cordoa