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E POR FALAR EM POESIA

A poesia está presente na nossa vida e não raro em eventos sociais, como em formaturas, são relembrados poetas universais, como Castro Alves, Shakespeare, Dante, Olavo Bilac, Pablo Neruda e mesmo o nosso Quintana, com seus poemas, em que eternizou sua paixão por Porto Alegre (nem tão alegre assim..).

Quem não refletiu um dia acerca da imortal frase de Fernando Pessoa, na poesia o Mar Português: “Tudo vale a pena se a alma não é pequena”. Ou, ainda, “Põe quanto és no mínimo que fazes, assim em cada lago a lua toda brilha por que alta vive”. As poesias estão presentes no dia a dia e são um convite diário à reflexão, na medida em que instigam os nossos sentidos e nos fazem pensar qual a melhor trajetória para nossa vida.

A poesia é, sem dúvida, um dos gêneros mais expressivos dentro da literatura, pois permite ao poeta criar imagens fantásticas, por meio de poderosas metáforas, no sentido de diminuir a distância entre o real e o imaginário, dentro da chamada “licença poética”. A inspiração é fonte da poesia, um momento mágico e único em que o poeta sublima a dor e transcende a emoção à altura das estrelas. O momento em que se busca a melhor das essências, a forma lapidada da criação genuína, sentida como um aroma de flor do campo ou a degustação de um seleto vinho. A poesia é um culto de amor à vida, ao homem e um tributo à paixão de poetas por suas musas, como a imortal Matilde de Neruda.

Entretanto, infelizmente a poesia não tem tido a valorização suficiente por parte das grandes editoras, pois, na maioria das vezes, só editam poetas consagrados e na maioria já mortos, e com isso faz com que o público tenha pouco ou quase nenhum contato com a poesia contemporânea e com o que de melhor tem se produzido em nível de Brasil e de mundo.

Certo é que eventos como feiras do livro, congressos e sites literários têm aproximado os poetas contemporâneos e consagrados da população, bem como alguns belos filmes de cinema como "O Carteiro e o Poeta" ou a "Sociedade dos Poetas Mortos", produções que sem dúvida, fascinaram e fascinam multidões. Entretanto, os meios de comunicação de massa como a televisão, jornais, revistas e rádios têm resistido à promoção da poesia e, assim, ficamos reféns de programas de televisão e músicas de baixa qualidade que nada acrescentam ao nosso intelecto.

O estudo da poesia não pode ficar restrito aos bancos escolares e acadêmicos, bem como a revistas literárias especializadas, pois falar de poesia é falar de emoção, de sentimento, de luta, de dor, de amor, valores inerentes a nossa condição humana que com maestria são transformados em arte por artesãos da palavra.

Evidentemente, vivemos em um ritmo frenético e descompassado de vida, os problemas são constantes e as lutas são diárias, mas sempre vale a pena um minuto de pausa. Um minuto de reflexão, um instante de magia e encanto na nossa existência, por isso a leitura de um bom livro de poesias pode proporcionar momentos preciosos e de raro prazer para cada um.

E para finalizar, agradeço a todos com a poesia do mestre Neruda: “Obrigado violinos, por este dia de quatro cordas. É puro o som do céu, a voz azul do ar.”

pássaro poeta
Enviado por pássaro poeta em 12/06/2006
Código do texto: T174356

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Sobre o autor
pássaro poeta
Porto Alegre - Rio Grande do Sul - Brasil
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