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TIREM O TUBO!

(Texto publicado no jornal Brasil Norte (Boa Vista, RR) e no sítio Fontebrasil (Brasília, DF)

“- Olhaí, tem até gente ‘de Boa Vista, Rondônia’...” (Galvão Bueno quando da transmissão do jogo Brasil X Peru, em Goiânia, no dia 27 de março de 2005). CLICK! Desliguei. (Fui informado que o locutor, posteriormente, corrigiu a informação).
“- Agora, ‘são meia-noite’ e cinco minutos... ‘Há cinco minutos atrás’ o senhor deixou de ser prefeito...”  (Capítulo da novela “Começar de novo”, no dia 4 de março de 2005, quando o ator(?) Tarcisinho Meira, travestido de delegado, dá voz de prisão ao ator Marcos Paulo, travestido de prefeito).
“- Podemos termos....” (Presidente Lula no Jornal da Globo do dia 4 de março de 2005 falando sobre mais uma chacina na Baixada Fluminense).
“- 28 dos cinqüenta e seis estados norte-americanos” aderiram informalmente ao Protocolo de Kyoto...” (Fátima Bernardes numa noite dessas no Jornal Nacional). Ao ouvir a notícia, entrei em parafuso: “Meu Deus, o presidente Bush criou seis novos estados e não me avisou!?” Corri para a internet pensando  “Será que já anexaram Porto Rico, Panamá, Iraque, Venezuela, Colômbia e o Estado do Amazonas?” Não. Não estou desinformado como eu pensava: a bandeira americana continua ostentando 50 estrelas; cada uma um estado.
“- A Faculdade Evangélica de Brasília informa que ‘já está aberta as inscrições’ para o vestibular 2006...” (Anúncio veiculado pela TV Record de Brasília em 30 de outubro de 2005).
“- [...] ‘isso vêm’ refletir na sala de aula [...]; [...] uma história de vida 'por traz' [...]; [...] a resistência dos familiares desses alunos, ‘em não admitirem’ [...]; [...] A própria instituição de ensino se acomoda, ‘e não querem’ [...]; [...] presos que cometeram crimes ‘ediondos’ [...]” (Um professor/jornalista mestre em Com. Educativa, artigo Alunos indisciplinados no jornal Brasil Norte de 28 de fevereiro de 2006)(Mais 8 erros foram apontados no texto).
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“O povo conseguiram...”; “A gente vamos...”; “Nós temos que nos habilitarmos...”; “Vinheram reclamar...”; “Que seje bom pra mim e pra você...”; “Nos dias que está estipulado...”; “Somos incapazes de administrarmos...”; “Menas gente...”; “A partir de amanhã, as inscrições estão abertas para professores trabalharem na instituição...”; “Estação de Psicultura”, “mais” no lugar de “mas”; “seguimento” no lugar de “segmento”; “onde” e “aonde” usados indistintamente; “esse” e “este” grafados e falados ao bel prazer; o uso da crase é uma lástima.
Heron Dominguez (Alguém aí se lembra dele?) fazia questão de ler e avaliar os textos que divulgaria. Em caso de dúvida, ele pesquisava a fundo; dava-se, inclusive, ao trabalho de ligar para embaixadas e consulados para aprender a pronúncia correta de alguns nomes. Hoje, ninguém está nem aí para a maneira correta de falar ou escrever: as informações não são analisadas, os repórteres, sem raciocinar sobre os textos, passam-nos adiante... Certo ou errado? Danem-se os leitores, os telespectadores, os rádio-ouvintes...

Necropsia ou “necrópsia”? Kosovo ou “Kosôvo”? Busceta, Buscheta ou “Busqueta”? Palocci ou “Paloci”? Al Qaeda ou “Al Qaêda”, ou ainda “Al Qaída”? Qual a diferença entre “trás” e “traz”? “Atraz” é correto? Talvez o doutor Max Nunes, criador da Rádio PRK-30, afirmasse: “Estão todos certos... É que alguns estão no plural e outros no singular...”

ASSIM NÃO DÁ... TIREM O TUBO, POR FAVOR!!!

            e-mail: zepinheiro1@ibest.com.br
Aroldo Pinheiro
Enviado por Aroldo Pinheiro em 14/06/2006
Código do texto: T175101
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Sobre o autor
Aroldo Pinheiro
Boa Vista - Roraima - Brasil, 62 anos
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Aroldo Pinheiro