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ENSINAMENTOS


ENSINAMENTOS


Afinal, para que é que se aprende? E por que se inventou a educação e, depois, a escola? Como é que isso aconteceu e o que se faz ali? Já que “ninguém escapa da educação”, seria bom ao menos compreendê-la. Nem sempre houve escola e nem sempre ela foi do jeito que a conhecemos. Em vários momentos da história, tipos diversos de sociedades criaram diferentes caminhos para percorrer a estranha aventura de lidar com o saber e os poderes que ele carrega consigo. Se a educação é determinada fora do poder de controle comunitário dos seus praticantes, educando e educadores diretos, por que participar dela, da educação que existe no sistema escolar criado e controlado por um sistema político dominante? Se na sociedade desigual ela reproduz e consagra a desigualdade social, deixando no limite inferior de seu mundo os que são para ficar no limite inferior do mundo do trabalho “os operários e filhos de operários”, e permitindo que minorias reduzidas cheguem ao seu limite superior, por que acreditar ainda na educação? A resposta mais simples é: “porque a educação é inevitável”. Uma outra, melhor seria: “porque a educação sobrevive aos sistemas e, se em um ela serve à reprodução da desigualdade e à difusão de idéias que legitimam a opressão, em outro pode servir à criação da igualdade entre os homens e à pregação da liberdade”. Depois dessas nuanças, que na realidade da vida acontecem com certa constância, e refletem em tom maior os problemas da educação, principalmente nos países em desenvolvimento onde as autoridades ligadas ao setor pensam que estão fazendo um favor. Mas na dura realidade a educação é uma obrigação e nenhuma criatura pode ficar órfã da educação. A educação aperfeiçoa e nos leva a sabedoria com certeza. Ensinar exige bom senso? Sem sombra de dúvidas!
A vigilância do meu bom senso tem uma importância enorme na avaliação que, a todo instante, devo fazer de minha prática. Por exemplo, antes de qualquer reflexão, detida e rigorosa é o meu bom senso que me diz ser tão negativo, do ponto de vista de minha tarefa docente, o formalismo insensível que me faz recusar o trabalho de um aluno por perda de prazo, apesar das explicações convincentes do aluno, quanto o desrespeito pleno pelos princípios reguladores do trabalho.
O aluno como o professor deve interagir, para que se tenha um excelente aproveitamento, e os ensinamentos sejam plenamente inseridos em sua mente. O professor se sentirá reconfortado e o aluno reluzente por ter tido uma boa assimilação. Na Pedagogia Espírita os ensinamentos são valiosos e quando repassados por espiritistas de credibilidade e que conheçam a fundo essa metodologia do ensino. Tenho observando que ao passar dos tempos, muitos espíritas, principalmente, os que lidam com jornalismo e educação estão procurando esse viés, para oferecer aos que querem dirimir suas dúvidas um cabedal de conhecimento muito bom. “Toda historicidade é ilusória, a realidade é fábula”. Não entro no mérito desse questionamento porque o mundo este cheio desses questionamentos. “O homem é a mais alta, a mais absoluta e a mais excelente das criaturas”, se o homem têm todos esses atributos por que ele é imperfeito? Será nas atitudes, nos comportamentos, nos ensinamentos, na discriminação ou ele é mais uma vítima do sistema em que vive: “mundo aberto, sem script, onde predomina mais o instinto do que, a inteligência”. A Doutrina Espírita através da Codificação e dos livros que estão aí, para serem estudados, meditados e cujos ensinamentos devam ser praticados, absorvidos, repassados para os irmãos mais carentes e que por força da situação de crudelidade não podem usufruir deste estudo maravilhoso. “A Educação espírita será a contribuição para o Novo Mundo de Amanhã”, sendo ao mesmo tempo a nossa paga aos países que nos deram seus homens, sua contribuição, sua cultura e seu gênio para que pudéssemos crescer sob as luzes do Cruzeiro do Sul “(José Herculano Pires)”.Conheço Kardec e a sua doutrina da reencarnação. Acho que cabe ao Brasil, hoje impregnado do pensamento de Kardec, uma grande missão no plano educacional. Há muito que se fazer. A pesquisa científica sobre reencarnação vem fortalecer a posição dos brasileiros nesse “campo”. A década de 1860 marca a chegada do Espiritismo ao Brasil, ocupando em primeiro lugar as elites da Corte. Na Europa, o movimento já atraía intelectuais, alta burguesia e até cabeças coroadas, embora também a classe operária tenha integrado o quadro dos discípulos de Kardec.
Uma vez que começou a entranhar-se em nossa cultura, logo ressaltou o aspecto religioso, pela ausência de uma tradição científica e filosófica. Ainda sinto que pela complexidade da ciência, da filosofia certos confrades encontram certa dificuldade para interpretar os ensinamentos de Kardec, mas partindo para a religião um novo azimute se abra e segue o destino certo para uma boa assimilação e integração nos trabalhos espirituais nos Centros e Grupos Espíritas. Fico triste quando compareço a certos centros carentes que nem as Obras Básicas possuem, faltam-lhe tudo e que aqueles freqüentadores quando indagados se conhecem alguma obra da codificação, um ou outro responde que sim. A maioria não conhece. E no anseio de incutir algo na memória daqueles que lá estão, indagamos: “O que fazem aqui” e simplesmente respondem: estamos em (a) busca de cura para nossas doenças. Vejo as explicações do grande confrade José Herculano Pires: “O Espiritismo não criou igrejas, não precisa de templos suntuosos e tribunas luxuosas com pregadores enfatuados. Não tem rituais não dispensa bênçãos, não promete lugar celeste a ninguém, não confere honrarias em títulos ou diplomas especiais, não disputa regalias oficiais. Sua única missão é esclarecer, orientar, indicar o caminho da autenticidade humana e da verdade espiritual”. Grandes e virtuosos estes ensinamentos do nosso querido José Herculano Pires, a Doutrina Espírita é belíssima, mas o movimento espírita ainda carece de muita coisa. Dizer que não existem centros elitizados seria uma ignomínia. Negar que não encontramos barreiras seria outra.
A verdade é que a Doutrina Espírita com seu movimento deveria trabalhar mais em benefício das mais fracos e oprimidos, essa idéia de nosso irmão em condenar o nome igreja é muito vago, pois o significado de igreja é o local onde se encontram ou se reúnem fiéis de determinadas religiões, ou o espiritismo não seria uma religião. A nominação centro ou igreja não importa, o que devemos nos preocupar são nos ensinamentos, na aprendizagem, na divulgação e no auxílio daqueles que querem dar suas parcelas de contribuição, devemos ser mais irmãos, praticar mais o amor, existem aqueles que pregam o amor, a caridade, o perdão e quando põem o pé fora do centro fazem tudo ao contrário.
Não estou a julgar ninguém, pois não tenho esse direito, mas que acontece, acontece. Não esquecer desse lema tão bonito: “Fora da Caridade não há Salvação”.


ANTONIO PAIVA RODRIGUES-ESTUDANTE DE JORNALISMO
MEMBRO DA ALOMERCE (ACADEMIA DE LETRAS DOS OFICIAIS DA RESERVA DO CEARÁ) E MEMBRO DA ACI (ASSOCIAÇÃO CEARENSE DE IMPRENSA).

   
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Enviado por Paivinhajornalista em 15/06/2006
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Sobre o autor
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Fortaleza - Ceará - Brasil
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