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Bicho de sete cabeças

Os atores Othon Bastos, Rodrigo Santoro e Cássia Kiss protagonizam o filme, de produção nacional, cujo título também utilizamos neste artigo.

      O bom filme sintetiza os efeitos desastrosos da falta de diálogo em família, com pais distantes da convivência sadia com os filhos. Infelizmente o distanciamento entre pais e filhos tem sido causa dos grandes desastres e tragédias sociais, pois que filhos sem orientação, sem apoio, sem pais que lhes ouçam as angústias, levam para o meio social o desequilíbrio que vivem em casa.

      Normalmente a fuga para os próprios desajustes, hauridos - por mais paradoxal que possa parecer - no ambiente familiar, encontra refúgio ilusório nas drogas, que agravam os próprios desajustes e precipitam nossos jovens em despenhadeiros de difícil recuperação.

      É bom mesmo que a família toda assista o filme para a salutar troca de impressões e salutar oportunidade de diálogo entre pais e filhos.

      O filme retrata um jovem rebelde, de ambiente familiar difícil e nada exemplar, cujos pais o internam em hospital psiquiátrico movido por interesses econômicos, após constatação do envolvimento com drogas. Neste ambiente o jovem encontra a desumanidade e sofre horrores que nunca poderia imaginar, acentuando a distância com os pais pois que provoca o surgimento da revolta contra a família.

      Mas, o título de filme indica bem a situação. Havia realmente um problema a solucionar, um conflito a resolver, com o filho rebelde e distante. Mas os pais fizeram um bicho de sete cabeças e complicaram tudo. Não houve diálogo nem reflexão. Na verdade, precipitaram-se e confiaram cegamente em profissionais desonestos. Aí vem o desastre familiar, tão comum em nossos dias.

      E desses desastres familiares surgem as tragédias sociais. Os pequenos e grandes problemas da sociedade são reflexos diretos do que se vive na intimidade dos lares. Os filhos levam para fora de casa o que observam, vivem e recebem em casa...

      Na desejada mudança de mundo, o que estamos oferecendo aos filhos? Vícios, egoísmo, indiferença, maledicência, desamor ou estamos procurando semear em seus corações a honestidade, a educação, o respeito ao próximo e às instituições?

      O que temos feito com os valores religiosos? Temos incentivado sua participação ou consideramo-los como mera obrigação?

      É destes questionamentos que podemos melhorar o ambiente de casa evitando que os filhos caiam nas armadilhas silenciosas e tentadoras dos vícios que lhes destróem a vida e trazem a infelicidade e a desgraça para dentro de casa.
Orson
Enviado por Orson em 19/06/2006
Código do texto: T178369
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Sobre o autor
Orson
Matão - São Paulo - Brasil, 56 anos
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