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Eu quero, eu posso!

 
Já escrevi diversos textos sobre a força que temos dentro de nós, mas a cada pedra no meu caminho, além de chorar, algo me afunda num poço escuro e profundo. Consigo resistir e não chego ao fundo, ao extremo da depressão, tão pouco faço alguma bobagem do tipo “colocar os pés pelas mãos”, mesmo que na minha mente passe - como cinema - coisas estranhas e perturbadoras, que bem sei ser intuições que não querem que eu sobreviva a esta pedra.

Tem o ditado que diz que um rei colocara debaixo de uma enorme pedra, um tesouro, colocando-a no meio de uma via. Todos os que lá passavam, além de estranhar o objeto ali depositado, davam a volta ou a contornavam, seguindo caminho, até que um, em vendo a pedra, pensou que ela poderia atrapalhar o caminhar de outras pessoas e a removeu. Ao fazer esta caridade, achou o tesouro.

Será que estas pedras não são colocadas propositadamente em nosso caminho? O meu amigo Tom Coelho ao saber de uma situação em que me encontrava, mandou uma frase de Fernando Pessoa, a qual adotei como rodapé dos meus e-mails: “Pedras no Caminho? Eu as guardo e um dia construirei um castelo com elas”.

Nós - os vendedores - encontramos todos os dias uma pedreira em nossa jornada. Muitos não conseguem se aproveitar destas pedras e param ao primeiro não; outros, sabiamente, as usam para chegar mais perto dos desejos e das ambições, porque não se deixam parar, derrotar por obstáculos, que apesar de ser pedra, muitas vezes são colocados em nossos caminhos por nós mesmos, através de ações mal feitas ou de planejamentos inadequados, quanto mais das atitudes danosas a nossa atividade.

Eu sei que você deve estar pensando sobre àquelas pessoas e empresas que não o percebem, não reconhecem o que você faz ou fez, mas peço que não cobre, não exija, porque – nós – seres humanos não aceitamos que outros digam o que de errado estamos fazendo, apesar de ser uma das melhores alternativas comercial quando, alguém (cliente) nos mostra onde e como estamos errando.

Por diversas vezes, ex-clientes me pedem ajuda e jamais deixei de fazer, mesmo nada ganhando, porque o conjunto de ações é que determinará o crescimento e a permanência de um produto e de uma empresa e em não sendo reconhecido, eu fiz a minha parte.

Eu quero, tenho desejos e os meus sentimentos, como pessoa e vendedor, nem sempre prevalecem, mas não devo transmitir aos meus clientes o meu momento, minha tristeza, porque eles são o pilar da minha existência como profissional; caso o faça, eu posso criar uma corrente negativa que levará na diminuição das compras e isto não quero. Se um cliente lhe der um grande “não”, retribua com uma pergunta aberta, querendo saber do motivo que o está levando a isto, mas jamais aceite a derrota, passando ao lado da pedra, porque, debaixo dela, tem um tesouro e este somente você pode querer, tal qual eu posso.

Como é o nome dele? $uce$$o.

Oscar Schild, vendedor, gerente de vendas e escritor.
Oscar Schild
Enviado por Oscar Schild em 19/06/2006
Código do texto: T178468

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Sobre o autor
Oscar Schild
São Leopoldo - Rio Grande do Sul - Brasil, 60 anos
98 textos (4839 leituras)
1 e-livros (52 leituras)
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Oscar Schild