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Posições e opiniões

Uma opinião só tem força quando, além de expressa, também é levada ao conhecimento de todos e deixa de ficar isolada. A multiplicação das idéias, especialmente através da Internet, democratizou o acesso ao direito de se fazer conhecido. Porém, paradoxalmente, incontáveis dramas humanos continuam intactos, revelando que não é apenas revelando opiniões que se resolvem os problemas mais íntimos, mas tomando posição definitiva diante deles, para que não nos dominem, fazendo-nos infelizes.

            Ora, opiniões todo mundo pode expressar. Muitas vezes sem qualquer comprometimento com o que opina. Diferente, muito diferente, todavia, é tomar posição diante do que se expressa. E aí está o mérito da questão. Tomar posição é comprometer-se com a opinião, com a idéia. E isto exige coragem! Estamos preparados?

            Só toma posição quem conhece o que defende. E tomar posição não significa agredir, pois há que se respeitar o direito do outro de pensar e agir diferente. Por isso, não valem posições por interesses egoísticos e em prejuízos de terceiros, pois aí a posição tomada fere a democracia. Valem sim as posições por medidas que defendam a coletividade e mesmo a si próprio contra tentativas de dominações ou imposições. Afinal, foi-se o tempo de submissões absurdas. Ditadores implacáveis ou tiranos moderados, embora ainda existam – mesmo nos círculos menores de relacionamento –, são dinossauros em extinção... Felizmente todos vamos amadurecendo pelas experiências e percebendo que cada um é dono de si próprio e deve ser respeitado. E isso significa igualmente que deve respeitar ao semelhante...

            Quando algo ou alguém nos domina, somos infelizes. É preciso, pois, libertar-se de jugos e dominações. Mas essa libertação há que ser feita sem violência, pois nada justifica a violência, exceto a inferioridade moral que carregamos. Para isso é preciso sempre ponderar sobre os fatos e circunstâncias, analisar, estudar cada caso para agir tomando posição e libertando-se de dominações que causam tanta infelicidade.

           Como base de inspiração, basta pensar em grandes nomes da história que, sem violentar, viveram libertos de dominação, embora tenham sido agredidos e perseguidos. Ora, qualquer idéia ou pessoa que apresente feição diferente da opinião dominante encontra resistências e mesmo agressões. Todavia, nomes como Gandhi e tantos outros são exemplos a seguir...

            Diante, pois, de qualquer problema que enfrentemos – pessoal íntimo ou de relacionamento com terceiros –, tomemos posição. Se acertarmos, ótimo. Se errarmos, vamos adquirir experiência e aprender. Mas o façamos sempre com bondade e justiça: este o critério de acertar. Evitemos, porém, meras opiniões vazias, pois elas nem sempre constroem. Muitas vezes agridem e quem agride sempre deverá responder perante a própria consciência.
 
Orson
Enviado por Orson em 20/06/2006
Código do texto: T179011
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Sobre o autor
Orson
Matão - São Paulo - Brasil, 56 anos
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