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Quem muda o mundo?

“Se quiser mudar o mundo, não deixe o mundo mudar você!”

Governantes em geral tornam-se ousados e julgam-se acima da justiça, usando e abusando do poder que lhes foi outorgado.

As pessoas são o que são, mais pelo que aparentam do que pelo que verdadeiramente representam. O mundo também, até pelo fato do ser humano - com todos os seus defeitos - estar inserido nele. Vivemos de aparências, de jogos de interesses, de ilusões. Circunstâncias afetando fatos não consumados, fatos circunstanciais mostrando a debilidade de projeções confiáveis. A fraqueza da natureza humana alimentando seu mundo próprio.

Tudo se passa à nossa volta e acontece bem debaixo do nosso nariz. A falta de boas opções nos deixa entre a cruz e a espada e, às vezes nos coloca até em maus lençóis. É pegar ou largar, ou pegar para largar dpois. Única forma de não sacrificar o momento, garantindo participação indireta no futuro e inibição da bandidagem habitual.

O futuro incerto é resultado de um presente mal planejado e sem participação efetiva dos membros envolvidos na época que o precedeu. Não é fácil nem cômodo, mas é fundamental a estruturação adequada, com pilares de personalidade e intenções verdadeiras.

Governantes em geral tornam-se ousados e julgam-se acima da justiça, usando e abusando do poder que lhes foi outorgado. É preciso controlar melhor esse poder de forma a atender a contento as necessidades dos contribuintes e não o contrário. É preciso valorizar o Legislativo colocando-o em posição de atuar corajosamente no desempenho do seu verdadeiro papel - cobrando e apoiando iniciativas nesse sentido - ou buscar meios de desarmar a bomba antes que ela faça estragos indesejáveis.

Suja-se o prato após saciar a fome, alimenta-se o ego mais que ao corpo - perdendo-se em meio aos anseios frenéticos do poder temporal. A mente fraca revela-se neste momento com a transparência própria da ambição material e é preciso olhares atentos e disposição para lutar contra moinhos de vento...

A pressão é grande e o conflito de interesses também. Os “vendidos” andam em cícrculo e apenas confundem o cidadão; os corajosos vacilam não buscando apoio, os dissimulados tapam o sol com a peneira, os “mansos” escondem-se em seus próprios argumentos e mantêm as aparências e os iluminados dão murros em ponta de faca... Importante, porém, é compreender que quem se vende não vale o preço pago e precisa ser definitivamente espurgado; que os corajosos precisam ser estimulados; que os dissimulados devem mudar ou ser estirpados; que os mansos precisam “se tocar”; que os iluminados precisam continuar esmurrando... Única maneira de manter acesa a chama da esperança. Do contrário estamos todos perdidos... e mal pagos!

Tem coisas difíceis de se fazer e mais ainda de se consertar. Mas faz parte do  desafio e, principalmente, da abertura dos caminhos para a descoberta da perfeição ou, pelo menos, da amenização do prejuízo.

A Lei de Responsabilidade Fiscal não veio enfeitar a estante do advogado. Muito menos para ser manipulada. Cabe à Câmara fiscalizar e ao povo acompanhar sua atuação. Ou botar a boca no mundo e a mão na massa! Chega de hipocrisia  e de conversa para boi dormir... É hora de produzir! Sem confundir produtividade com produção.
Lourenço Oliveira
Enviado por Lourenço Oliveira em 20/06/2006
Código do texto: T179390
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Sobre o autor
Lourenço Oliveira
Salesópolis - São Paulo - Brasil
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