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EDUCAÇÃO E SUSTENTABILIDADE

Quando se fala em desenvolvimento sustentável se fala na idéia de anular um sistema adotado há pelo menos 500 anos no Brasil; fala-se em mudar para o que é bom em nossa sociedade, mas afinal, o que é bom para nós e para o nosso povo? Com que consciência agirá? Que cidadão temos e qual desejamos para as sociedades futuras? Como constituir ações voluntárias para que todos se solidarizem com o País e com o seu semelhante?
É necessários que se repense a ética, a moralidade e a educação em nosso País, do contrário teremos problemas individuais e coletivos, inclusive de auto identificação e autoreconhecimento de um povo.
Temos uma escola que se difunde no Brasil, após a década de 40, após a industrialização, logo, não atende mais o modelo atual de desenvolvimento social, econômico e cultural.
Não podemos pensar em  transformação social ou da sociedade se não nos transformamos, se não mudarmos os nossos posicionamentos, práticas e pensamentos.
A escola, portanto, precisa mudar e passar a falar de valores e construção em família, de projetos que envolvam a comunidade interna e externa ao espaço escolar.
A escola no Brasil, para uma grande maioria, é o principal, senão único espaço em que se busca e aprofunda as relações interpessoais, isto percebido através das relações entre amigos, professores e pessoal da escola por ter nesses elementos, possíveis elementos éticos e dignos.
Assim, a escola contemporânea  pede socorro, inclusive, chegasse a falar na falência da escola, em especial a pública.  Passamos a culpar a família, nos desmontamos e perdemos o bonde da história, somando-se também,  contradições da escola para com  a  realidade do educando.
Ora, se temos um problema com a aprendizagem, com a comunidade e outros é porque a comunidade não entende o que a escola propõe a ela. É hora, portanto, de depurar as relações do educando pela escola. É necessário que busquemos os conhecimentos populares e sociais e venhamos a trazê-los  para dentro da escola, sem sistematizá-lo.
Precisamos trabalhar para que a comunidade, por si só, sistematize o conhecimento cultural para apropriar-se cientificamente desse referido conhecimento organizado e sistematizado.
Se fissermos apenas  o uso do conhecimento trazido da universidade, certamente estes não serão compreendidos pó essa comunidade.
Logo, questionamos:
- Onde estão os pequenos saberes daquela comunidade?
- Por que será que o conhecimento da artesã não está na escola?
        Não precisamos conhecer quando o mundo se contradita a nós.
        A decisão política do nosso saber só tomará tal proporção se nos utilizarmos dele, assim deve pensar, também, a comunidade na qual estamos inseridos, do contrário nada será produzido, mas alienado.
        A escola transforma os saberes em um único saber que certamente é aplicado de ponta a ponta do nosso País, percebemos isto nos nossos livros didáticos, ora comercializado em todo o País da mesmíssima forma, sem considerar ao menos a pluralidade cultural existente.
        Se nós não dialogarmos esse saber geral com o  saber diário, este não surtirá efeitos, tampouco transformará algo ou algum, infelizmente tudo será mera enrolação.
        O ponto de partida é o estudo e a discussão do ambiente local, para que venhamos traçar um projeto de vida, para escola, comunidade, educando e educadores.
A idéia de projeto de vida identifica a escola  como  uma célula viva que solidifica o processo. A partir dela podemos garantir de forma sistem   ática o aprendizado e o saber de forma também sustentável.
JOSÉ FLÁVIO DA PAZ
Enviado por JOSÉ FLÁVIO DA PAZ em 20/05/2005
Código do texto: T18235
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Sobre o autor
JOSÉ FLÁVIO DA PAZ
São Paulo - São Paulo - Brasil, 45 anos
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JOSÉ FLÁVIO DA PAZ