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CULTURA INDÍGENA E DIFERENÇAS REGIONAIS

A CULTURA INDÍGENA E SUAS DIFERENÇAS REGIONAIS
– Livro: Talibã  * Autor: Lourenço de Oliveira

Os pigmeus da África confeccionam suas roupas de casca de árvore numa técnica artesanal e criativa – com seus desenhos típicos e pinturas variadas. Sua caça é exclusiva para alimentação e seu instrumento o arco-e-flecha – que aprendem a manusear desde criança. Começam praticando com borboletas, sapos e serpentes. Da sua destreza dependerá, futuramente, ter ou não algo para comer.

É um povo nômade que abandona tudo quando a região está desfavorável à sobrevivência e parte em busca de novas paragens mais propícias – onde montam rapidamente suas ocas feitas de armação e caetê. Com o caetê as mulheres preparam, também, uma esteira para darem a luz. Caetê é expressão tupi-guarani para as folhas usadas, em nossa região, para embalar a pamonha.

É tradição, entre os pigmeus, os homens cuidarem indistintamente das crianças com carinho e dedicação – independente da paternidade. Os velhos contam histórias que as crianças ouvem atentamente e perpetuam sua cultura.

Sua alimentação é baseada na caça, nos frutos e raízes encontradas na região em que estão acampados. Não praticam o cultivo.

É comum, também, fazerem caçadas em mutirão. Os homens preparam redes e as mulheres saem pela mata gritando para que os animais caiam nas armadilhas. A liderança é determinada pelo melhor caçador.

Os índios aborígines da Nova Guiné criam porcos e fazem deles sua moeda e referencial para compensação entre tribos. Uma mulher é comprada, geralmente, pelo preço médio de cinco porcos. O suíno está enraizado em sua cultura como o ouro está para a nossa. Até na iniciação dos meninos sua gordura é utilizada. Cultivam um tipo de batata nas encostas de barrancos em mutirões.

A festa de iniciação, com uma luta simulada entre as tribos, envolve mais de uma tribo e uma média de quinhentos porcos são mortos para essa ocasião. A sobra é jogada em água corrente. Nessa luta “simulada” muitos se ferem e “poucos” morrem, mas a luta não termina enquanto pelo menos um da tribo adversária não é morto. Morrer nessa ocasião é motivo de orgulho para a família que vê seu parente ser transformado em herói.

A iniciação do guerreiro culmina com a colocação de um osso atravessado na base do nariz, sem que esse possa demonstrar qualquer sentimento de dor. Quanto maior o adorno, mais valorizado será o guerreiro.

Os índios do Xingu são mais politizados, embora lutem ainda por manter suas raízes culturais. O chefe da tribo é descendente de outro chefe e tem mais de uma mulher e filhos com elas. Usa um adorno na boca esticando seus lábios.

Sua fonte de vida é o rio que dá nome à tribo e uma negociação foi feita com o homem branco para não ultrapassar 15 km da margem. Suas crianças aprendem desde a mais tenra idade a conviver com ele e usufruir dele.

São várias tribos ao longo do rio e há acordo mútuo para não invadir as fazendas dos brancos e estes suas reservas.

A FUNAI, bem ou mal, administra isso da melhor forma possível. Os choques culturais são inevitáveis e a tendência é o índio ir perdendo aos poucos sua própria identidade original em função dos atrativos que a civilização branca oferece. É questão de tempo...
Lourenço Oliveira
Enviado por Lourenço Oliveira em 05/07/2006
Reeditado em 05/07/2006
Código do texto: T188222
Classificação de conteúdo: seguro
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Sobre o autor
Lourenço Oliveira
Salesópolis - São Paulo - Brasil
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Lourenço Oliveira