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Meu preto, minha preta...

Naquela bela manhã de Novembro os dois passeavam pela praça de mãos dadas, a fronte enrugada e os cabelos alvos, demonstravam os anos de experiência. A voz doce da meiga anciã, ecoou como música nos ouvidos daquele senhor:
- Venha meu preto, vamos jogar pão aos peixes!
- Sim minha preta, vamos sim.

E saíram ambos, sorrindo, olhando-se com o mesmo brilho apaixonado de outrora.

Presenciei esta cena, e não contive a emoção e o impulso de transmiti-la ao leitor.
Creio ser esta, uma personificação do amor, um amor simples, sincero, sereno.
Um amor baseado no respeito e apoio mútuo, um amor que venceu as barreiras do tempo, as dificuldades dos momentos financeiros, as intempéries da existência, as enfermidades...
Um amor que ultrapassou a efêmera  atração física e reluziu no outono da existência, de forma mais sólida.
Um amor que acima de tudo aceitou o companheiro com suas virtudes e limitações inerentes a seu estágio de evolutivo, um amor cúmplice, amigo, companheiro...
Em suma, um amor que participou, conviveu, apoiou...

Hoje, muitos casais mesmo morando sob o mesmo teto estão separados, distantes uns dos outros,  jogam farpas, trocam acusações mútuas, cobram exclusividade. Após os verdes anos de começo de namoro e o aparecimento das primeiras dificuldades, não raro, ambos jogam a toalha e desistem de regar o sentimento que nutriam um pelo outro. E caminham assim, amargurados, magoados entre si, fechados como ostra sem qualquer disposição para tentar o diálogo amigo.

Freqüentemente, acabam encontrando lenitivo para suas mágoas em ombro alheio, abrindo campo para o adultério e o desequilíbrio que não raro desemboca em lamentáveis crimes.

Dizem alguns que a felicidade conjugal não faz parte deste planeta ainda em início de caminhada.
Porém, nada vai mais distante da realidade do que essa idéia, porquanto, a felicidade esta ao alcance de todas as criaturas que se dispuserem a treinar o amor; compreendendo, amparando, servindo, independentemente do estado, país, ou planeta que estejam.

Rogo a Deus, que ainda possa chegar e dizer a minha companheira de caminhada:

 - Venha minha preta, venha comigo olhar o por do sol!

Ofereço a história acima para todos aqueles que estão desestimulados em seus relacionamentos, seja namoro, casamento, ou mesmo amizade.

Amigo leitor, que possamos perfumar nossa vida com o amor, pois sem ele, realmente, nada somos!

Pensemos nisso!


Wellington Balbo
Enviado por Wellington Balbo em 06/07/2006
Código do texto: T188618
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Sobre o autor
Wellington Balbo
Bauru - São Paulo - Brasil, 41 anos
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