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FIDELIDADE/INFIDELIDADE ( UMA SIMPLES QUESTÃO DE CONCEITO?)

             
Sobre a questão fidelidade, o assunto é um pouco complexo porque geralmente as pessoas consideram infidelidade apenas o ato flagrante ou não de um dos amantes estar tendo um caso físico com outra pessoa. Infidelidade é incluir um terceiro elemento ativo no contexto de uma relação que, em pressuposto, deveria envolver apenas dois.  Mas, a nosso ver, a infidelidade é algo bem mais abrangente; deve ser ser melhor considerada. De início, a fidelidade é um conceito e deve ser entendida segundo princípios de um acordo. Se vou me relacionar com uma pessoa  no sentido romântico da palavra, devo ser claro para ela se admito ou não a inclusão de uma terceira pessoa na relação. Ela também me dirá o seu ponto de vista. Se ambos descartam a possibilidade de uma inclusão, então estará claro que a relação será entre duas pessoas, não mais que. Mas não bastará que um dos envolvidos na relação, por questões de fidelidade, não durma com uma outra pessoa que não seu parceiro: para que haja um fidelidade “perfeita”, o chamado flerte também deverá ser rigorosamente evitado, uma vez que o flerte pressupõe direcionamento de atenção romantizada, de interesses românticos: com toda a certeza, uma forma clara de infidelidade! Quando se flerta , uma coisa fica entendida: o parceiro oficial da pessoa que flerta não está sendo suficiente na expectativa da emoção romantizada( seus sentimentos já não contam, ou contam muito pouco) ; portanto acaba inserido no contexto das perdas de prestígio: de um modo mais simples, já não é mais uma pessoa  tão importante, uma vez que outra  apresenta aspectos mais atrativos. Algumas pessoas sustentam que o flerte é algo sem maldade, passageiro, sem compromissos... Ora, também nesse caso há a questão do aceite das partes: se o casal se sente à vontade ao sair para um passeio e  um dos parceiros , num determinado momento em um restaurante, por exemplo, mete os olhos em uma pessoa sentada numa mesa não muito distante,  e tudo está bem, então tudo está bem! Mas se o parceiro flagar seu amado ou sua amada no envolvente jogo de olhares que acontece no flerte, e não se sentir confortável, e uma espécie de ira lhe envolver  todo o sentimento, e um sentido de menos valia lhe obscurecer a noção de  auto- estima  , então nada estará bem! Alguém terá se sentido traído; alguém terá sido infiel!  Fidelidade, infidelidade... Conta uma história que um fazendeiro empregou um jovem para ajudá-lo com as galinhas. O jovem era tão bom como pessoa e tão esperto como funcionário que, num curto espaço de tempo o fazendeiro estava rico, pois triplicara seus bens fazendo fortuna ouvindo e pondo em prática idéias do rapaz.  Como um pai, apaixonou-se pelo jovem tendo-o então como a um filho, sempre dizendo à sua velha esposa: é o filho que não tivemos; com certeza, é o filho que tanto pedimos a Deus, é sim!!! E podia o fazendeiro deixar por conta do jovem toda a féria do dia, que o mesmo cuidava de modo exemplar: contava, anotava, guardava no cofre, investia na ocasião adequada buscando mais e mais dividendos. Até que um dia o fazendeiro , por qualquer razão, precisou pegar um documento no cofre: o mesmo estava vazio! Procurou seu filho adotivo para obter algum esclarecimento  mas não o encontrou! Foi tomado de um pressentimento ruim. Telefonou para o Banco e solicitou o saldo para o gerente, amigo de décadas: zero! Nem um tostão! O filho adotivo fugira com toda a sua fortuna! Nesse caso houve uma traição implícita, uma vez que não houve um trato, um acordo entre os cavalheiros.  Ninguém emprega ninguém dizendo: olha, você não pode me roubar, certo? A coisa é evidente! Mas fica subentendida. E quando acontece é crime, passível de séria punição! No caso do fazendeiro a relação extrapolou o mero sentido empregado/patrão e ganhou forma de quase parentesco. Teria de haver uma fidelidade não por força de lei , mas por subentendido amor, subentendido respeito, subentendida consideração. E em última instância, se perfeitamente normal para alguns, motivo de verdadeiro horror para outros , há o caso daquela senhora que, ao chegar em casa percebeu que tudo estava fechado, e era para estar aberto posto que  seu esposo ficara organizando a biblioteca do casal.  Com sua chave abriu a porta da sala e, percebendo um ruído estranho, vagarosamente se dirigiu até o quarto. Qual não é surpresa sua quando viu seu marido “de quatro” na cama e um homem de meia idade penetrando-o com uns 20 centímetros de pênis , ambos suados porém em vigoroso e aparentemente satisfatório exercício de amor, segundo  sua sofrida descrição numa revista popular ,do que presenciara. Fidelidade, infidelidade: um conceito, um trato, um comum acordo entre amantes, entendida ou subentendidamente!
CAVALAIRE
Enviado por CAVALAIRE em 09/07/2006
Código do texto: T190334
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Sobre o autor
CAVALAIRE
Alagoinhas - Bahia - Brasil, 57 anos
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