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Ainda há tempo.



Cada vez mais escasso em nossos dias, o tempo é hoje, algo que para muitas pessoas vale ouro. Nossa rotina estressante é fruto do nosso comportamento. Comportamento movido pela nossa compulsão a favor da pressa, a favor da intolerância e da constante falta de bom humor.

Pais sem tempo para os filhos, casais que não se vêem, irmãos que não se falam, famílias inteiras separadas pela soberba e pelo orgulho. Substituiu-se a velha e boa conversa entre as pessoas, pelas mensagens eletrônicas, rodas de amigos por comunidades virtuais, instauro-se o pré-conceito cibernético, o mau humor em quilos e mais quilos de mega bits. Aumentamos a velocidade nas comunicações, na mesma proporção em que se aumentou a distancia entre as pessoas. É comum amigos da mesma repartição de trabalho praticar o habito da comunicação através de uma forma fria chamada e-mail, pessoas separadas por uma parede conversam apenas eletronicamente.

Talvez eu faça parte de um movimento saudosista, onde as tardes de domingos eram sempre tardes douradas, com varandas cheias de amigos, feitas de encontros e sorrisos. Faço parte de uma geração onde os valores da vida eram diferentes. Onde se encontrava tempo para ouvir as pessoas, com tempo para amar e ser amado.

Hoje vivemos em novos tempos, novos conceitos e manias, nova moda e maneira de pensar. Hoje vivemos lado a lado com a pressa, vivemos com as mãos na buzina. Saiam da frente é impossível parar. Para! Mas ainda há tempo?

Sim, ainda há tempo para construirmos mais pontes entre as pessoas e encurtar as distancias. Ainda há tempo para observarmos o por do sol, para encontrarmos velhos amigos, revivermos velhos costumes.

Ainda há tempo para fazermos mudanças, baixar nossas grades e muros. Plantarmos novos jardins. Reinventar nossos sonhos, cantar uma velha canção.

Ainda há tempo de trocarmos velhos sorrisos amarelados por novos abraços sinceros e matar a saudade que vive a nos matar.

Ainda há tempo de semearmos a paz, não apenas aquela da ausência de guerra, mas sim, aquela nos faz realmente felizes. Ainda há tempo de semearmos a simplicidade, a cumplicidade, a moralidade e a renuncia.

Ainda há tempo para se ouvir boas canções e exercitar a calma, de transformar a alma e as nossas ações.

Ainda há tempo para vivermos o que aprendemos, vivendo cada instante por vez. Ainda há tempo para a aproximação. Ainda há tempo para o sim e para o não.

Ainda há tempo de se cultivar o amor, de semear alegria e colher felicidade.

Reginaldo Cordoa, futuro Administrador de Empresas e Apaixonado pela Vida.

30/06/2006


Reginaldo Cordoa
Enviado por Reginaldo Cordoa em 09/07/2006
Código do texto: T190519
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Sobre o autor
Reginaldo Cordoa
Matão - São Paulo - Brasil, 46 anos
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Reginaldo Cordoa