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MULHER: REFLEXO DO AMOR

Através da história o mundo tem visto a mulher como objeto de procriação, razão secundária, conhecimentos e habilidades questionáveis e finalmente como fonte do prazer masculino na maioria das vezes egoísta, momentâneo e sem reciprocidade.

A ciência biológica diz que a mulher é portadora de menos neurônios que o homem, vejo nisso a tentação de querer colocá-la mais uma vez em desvantagem intelectual. Durante séculos ela foi privada de direitos elementares como: votar e ser votada, exercer certas profissões que julgavam ser adaptável somente aos homens como: dirigir, exercer a magistratura, servir as forças armadas e exercer atividades executivas na área empresarial.

A religião que se diz oriunda de Deus, tem sido também o instrumento usado por certos grupos religiosos para reprimir a mulher entre eles aparece mais acentuadamente: o judaísmo e o islamismo nos quais as mulheres nem sequer podem adorar ou cultuar junto com os homens. A bigamia é amplamente aceita entre eles, mas uma simples suspeita de infidelidade por parte da mulher, é morte certa por apedrejamento e o fazem em nome da religião.

A luz da Bíblia, a mulher não é um ser à parte, pois foi tirada do próprio homem. Feri-la nos seus direitos, é ferir a nós mesmos. Desrespeitá-la é agredir uma célula que saiu de nós e só é feliz quando acoplada no seu lugar de origem.

Rejeitá-la é lutar contra a própria natureza que a fez carne da mesma carne e ossos dos mesmos ossos e penso que nisso somos genéricos. Quando lhe aceitamos não estamos recebendo nada estranho ou de fora, mas simplesmente a encaixando no seu devido lugar o peito, com uma única razão: a de ser amada.

Chamá-la de doméstica é pejorativo, subestimar seus conhecimentos é ignorar a virtude em ação, tratá-la com agressividade é bestial, pensar em usá-la é insensatez, pois nesse jogo da vida somos nós os homens que sem perceber nos entregamos ao mais nobre dos sentimentos: o de ser amado, usado e possuídos por ela.
 

João Gomes da Silva
Enviado por João Gomes da Silva em 12/07/2006
Código do texto: T192700
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Sobre o autor
João Gomes da Silva
Gurupi - Tocantins - Brasil, 57 anos
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João Gomes da Silva