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GLAUBERB – UM EXPOENTE POR DIFERENÇA

*Domingos Calixto dos Santos

GLAUBERB – UM EXPOENTE POR DIFERENÇA

A quem curte o cinema, vale lembrar o grandioso nome de Glauber Rocha, que se tornou um dos maiores cineastas brasileiro, e o maior nome do Cinema Novo - movimento em que se destacou pelo jeito especial de encarar a realidade do seu país e por personalidade própria de inovação e criação - após a aparição do seu segundo longa metragem, considerado um dos dez melhores filmes de todos os tempos.

Por fazer a diferença com suas peculiaridades, teve uma carreira de sucessos, conquistou o mundo da fama e o ápice no âmbito cinematográfico nacional e internacional.

O cineasta baiano, com uma técnica especial e particular, considerada, por si próprio como amadora, impressionou o mundo e a todos apreciadores do cinema. Misturou poesia agreste e personalidade contraditória Impressionando e revolucionando. Talvez seja este o diferencial que fez de Glauber o expoente máximo do cinema e lhe gerou a conquista de grandes premiações.

A maneira de atuar sobre o cinema e suas convicções inovadoras, fez com que ele tivesse o mundo aos seus pés, mas também o fez chegar ao declínio, quando viu sucumbir  suas ultimas tentativas de se libertar das dificuldades, apostando no seu ultimo filme, o qual fracassou. “Busco um outro cinema”, disse. A inovação é marcante na trajetória do baiano, mas, a maneira individual de perceber o cinema acabou se dilacerando por sua radicalidade e individualidade.

Após os grandes sucessos, Glauber Rocha, o maior expoente do cinema baiano, mergulha pela primeira vez no ridículo, coisas que o mundo da fama muitas vezes oferece para aqueles que dele fazem parte. Talvez por não tiver aceitado as convenções de um cinema industrial, talvez por defender as suas idéias e particularidades de um cinema diferente, em que consistia em narrar o caos, em misturar poesia, ideologia, política, mitologia e prerrogativas espirituais.

Pregava um cinema revolucionário, histórico, dialético e poético. Ai então, mergulha numa utopia cinematográfica em que só ele, apesar de tantos admiradores, tinha por sua ideologia convicta e, respectivamente a via como a sua própria concepção e visão de mundo. O criador de tantas ideologias de um cinema novo, fora dos padrões industriais e convencionais, cai ao abismo, da desilusão de sua criatividade.

As convenções são importantes para a estabilidade econômica, sabemos. Porém, foge ao idealismo e as concepções a que cada um acredita. Haja vista sua importância, para Glauber, as inovações eram sumariamente indispensável. Por isso, fugiu ao idealismo industrial, “é por isso que eu não me considero um cineasta profissional, porque teria que atuar segundo o ritual da indústria cinematográfica”. E se considerou um cineasta amador, “considero-me um cineasta amador... alguém que ama o cinema”. Percebe-se que as inovações do grande astro do cinema brasileiro, não era fruto da ambição, tampouco de fama e riqueza, mas, fruto do amor pelo que gostava de fazer.

Glauber morre jovem e angustiado, aos 42 anos de idade, após ter sofrido as provisõs financeiras e as atrocidades do mundo capitalista. O mundo capitalista não prega ou prioriza diferenças, mas, quem melhor aceita as convenções e a elas se incorporam.




*Graduando em Letras pela UNEB – Universidade do Estado da Bahia - Campus XXI – Ipiaú-BA.
CALIXTO
Enviado por CALIXTO em 13/07/2006
Código do texto: T192994

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